VACINAÇÃO CONTRA O HPV: IMPORTÂNCIA PARA A SAÚDE DA MULHER E IMPLICAÇÕES NA PRÁTICA DE ENFERMAGEM
1AMABILE EDUARDA ALVES, 2ALINE DAKA VIEIRA, 3REGEANE RIBEIRO DA SILVA CARLETTI, 4ROSANA BARBOSA, 5DÉBORA TATIANE FEIBER GIRARDELLO
1Acadêmica do curso de Enfermagem UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
4Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
5Docente da UNIPAR
Introdução: O câncer de colo do útero está fortemente associado à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). Entre os diversos tipos existentes, os subtipos 16 e 18 são responsáveis por mais de 70% dos casos. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 80% das mulheres sexualmente ativas terão contato com o vírus em algum momento de suas vidas. A transmissão não ocorre apenas pela penetração sexual, mas também por contato vaginal, anal ou oral. Mesmo o uso de preservativos não garante proteção total, pois o HPV pode ser transmitido pelo contato pele a pele nas regiões genitais que não ficam cobertas. A vacinação se destaca como a forma mais eficaz de prevenção, sendo oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e já integrada ao calendário nacional de imunização.
Objetivo: O objetivo desta revisão é analisar como a vacinação contra o HPV contribui para a saúde da mulher, especialmente na prevenção de doenças relacionadas ao vírus.
Desenvolvimento: A imunização contra o HPV é considerada uma das estratégias mais eficientes para reduzir os casos de câncer de colo do útero, complementando a importância do exame citopatológico (Papanicolau). Além da prevenção do câncer, a vacina também protege contra verrugas anogenitais, melhorando a qualidade de vida de quem é imunizado. Existem atualmente três vacinas profiláticas licenciadas: a bivalente (Cervarix®), a quadrivalente (Gardasil®) e a nonavalente (Gardasil 9®), que se diferenciam pela quantidade de sorotipos contra os quais oferecem proteção. No Brasil, o SUS disponibiliza a vacina quadrivalente, que protege contra os sorotipos 6, 11, 16 e 18. Ela é indicada para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, sendo mais eficaz quando aplicada antes do início da vida sexual. Para adolescentes menores de 15 anos, o esquema vacinal inclui duas doses; acima dessa idade, são necessárias três doses. Apesar da eficácia comprovada, a adesão ainda é um desafio. Muitos adolescentes iniciam o esquema de vacinação, mas não completam todas as doses. Além disso, a circulação de informações falsas (fake news) gera insegurança e reduz a procura pela vacina. Outro fator que pode atrapalhar é a dificuldade de acesso às unidades de saúde, o que desestimula parte da população a se vacinar.
Conclusão: A vacinação é a principal estratégia de prevenção primária contra o HPV e suas complicações. Para que seu impacto seja significativo, é fundamental ampliar a cobertura vacinal por meio de campanhas de conscientização e ações educativas, reforçando a importância da prevenção e o papel da vacina na proteção da saúde da mulher. A continuidade e a expansão dessas iniciativas são essenciais para que, no futuro, seja possível observar uma redução expressiva nos casos de câncer do colo do útero, salvando vidas e promovendo bem-estar. 
Referências:
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER. Vacina contra o HPV. Rio de Janeiro: INCA, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/inca. Acesso em: 25 ago. 2025. 
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REIS, R. S.; LIMA, F. C. S.; SILVA, D. H. N.; CAVALCANTE, J. P. F.; CORRÊA, F. M.; SANTOS, Y. R. P.; SCAFF, A. J. M.. Infecção por HPV e controle do câncer no Brasil: o importante papel da vacinação. Revista Brasileira de Cancerologia, Rio de Janeiro, v. 71, n. 1, 2025. Disponível em: https://rbc.inca.gov.br/index.php/revista/article/view/4928. DOI: 10.32635/2176-9745.RBC.2025v71n1.4928. Acesso em: 25 ago. 2025.