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| O IMPACTO DA ALIMENTAÇÃO MATERNA NO DESENVOLVIMENTO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA PROLE | |
| 1BIANCA GASPARETTO REBERTI, 2YURY DINIZ GOMES, 3LUCIANO SERAPHIM GASQUES | |
| 1Acadêmico do PIC/UNIPAR 2Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 3Docente da UNIPAR |
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| Introdução: O transtorno do espectro autista (TEA) é um dos principais diagnósticos realizados no século XXI, sendo muitas vezes, descobertos na vida adulta. Entretanto, pode ser avaliado desde a infância por meio de sinais, como introspecção, seletividade alimentar e hiperfoco. Por conta da difusão desta condição, criou-se o interesse em pesquisas avante este assunto, entre eles, destaca-se a maneira como a nutrição materna pode contribuir diretamente para o desenvolvimento dessa condição em seus descendentes. Tal comportamento interfere desde a implantação do embrião na cavidade uterina desde o momento de nascimento, e, posteriormente, seu progresso físico, mental e intelectual (Maitin-Shepard et al., 2024). Objetivo: Verificar, por meio da literatura científica, a influência da alimentação maternal no desenvolvimento fetal, relacionado ao possível desenvolvimento de transtorno do espectro autista. Desenvolvimento: O desenvolvimento do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ainda é um dilema científico, por conta de sua base multifatorial. Entre as possibilidades, destaca-se a alimentação da mãe como fator mutacional da microbiota intestinal, refletindo na formação do embrião (Maitin-Shepard et al., 2024). Essa contribuição se dá por meio do eixo intestino-cérebro, inicialmente na mãe, e consequentemente, posteriormente, em sua filiação (Ahmed; Leyrolle et al., 2022). Dentre os fatores contribuintes para a progressão do TEA, tem se encontrado evidências de que a deficiência de ferro durante a gravidez pode impactar no baixo processamento e memória de reconhecimento na infantil, dado que tal componente possui função direta com o transporte de oxigênio, elétrons e enzimas, necessitando de uma abundância maior no momento da gravidez para além de nutrir a mulher, refletir no embrião e em seus processos biológicos (Georgieff et al., 2020). Junto a isso, a nutrição hipercalórica e hipergordurosa também têm sido relacionadas, pois pode desencadear comorbidades para a mãe e progressivamente ao feto, destaca-se o aumento de casos de diabetes gestacional, condição em que há o aumento da adiposidade, gerando uma tolerância à glicose e interrompendo um bom fluxo placenta-embrião, impactando na difusão de nutrientes essenciais para a constituição fetal (Daida., et al. 2024). Ademais, as doenças autoimunes, pré-existentes no histórico materno, é outro aspecto relacionado para o diagnóstico do TEA, pois são coadjuvantes na expressão gênica, refletindo no metabolismo placentário, desencadeando alterações congênitas, principalmente quando se refere ao desenvolvimento neurológico do indivíduo. (CHEN et al., 2023). Conclusão: Constata-se que a progressão do TEA no indivíduo possui relação com a nutrição materna, de modo que dietas hipo vitamínicas, hipercalóricas e ricas em gorduras, contribuem significativamente para o agravo de quadros clínicos na mãe, como diabetes gestacional, pré-eclâmpsia e doenças autoimunes são fatores alarmantes e desencadeantes de condições crônicas no neurodesenvolvimento, com destaque para o TEA. |
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| Referências: AHMED, H.; LEYROLLE, Q.; Microbiota-derived metabolites as drivers of gut-brain communication. Gut Microbes, v. 14, n. 1, p. 2102878, jan./dez. 2022 Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35903003. Acesso em: 2 set. 2025. CHEN, C. C.; LIN, C. H.; LIN, M. C. Maternal autoimmune disease and risk of offspring autism spectrum disorder – a nationwide population-based cohort study. Frontiers in Psychiatry, v. 14, p. 1254453, 3 nov. 2023. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38025447. Acesso em: 2 set. 2025. DAIDA, T.; Neurodevelopment is dependent on maternal diet: placenta and brain glucose transporters GLUT1 and GLUT3. Nutrients, v. 16, n. 14, p. 2363, 21 jul. 2024. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39064806 . Acesso em: 2 set. 2025. GEORGIEFF, M. K. Iron deficiency in pregnancy. American Journal of Obstetrics and Gynecology, v. 223, n. 4, p. 516-524, out. 2020. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32184147. Acesso em: 2 set. 2025. MAITIN-SHEPARD, M.; Food, nutrition, and autism: from soil to fork. American Journal of Clinical Nutrition, v. 120, n. 1, p. 240-256, jul. 2024. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38677518. Acesso em: 2 set. 2025. |
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