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| AS PRINCIPAIS CAUSAS DAS MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS: UMA REVISÃO | |
| 1MARIA JULIA BONFIM VICTOR, 2ROBERTA VIEIRA MARTINS, 3MARIA CLARA MAGAN FRANZOI, 4ELENIZA DE VICTOR ADAMOWSKI | |
| 1Acadêmico do curso de medicina UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 4Docente Doutora do curso de Medicina da UNICESUMAR |
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| Introdução: Malformações congênitas são problemas estruturais ou cromossômicos que afetam significativamente o desenvolvimento e a saúde infantil (FORNACHARI et al., 2022). Estima-se que cerca de 2% a 5% dos nascidos vivos no mundo apresentam algum tipo de malformação detectada no nascimento, que podem ser decorrentes de vários fatores como ambientais e maternos, agentes teratogênicos (RUDY et al., 2023). Essas alterações se originam durante a vida intrauterina e podem acarretar sofrimento materno-fetal ao longo da gestação, além de complicações no parto (CAVALHEIRI et al., 2024). Objetivo: Este estudo tem como objetivo analisar as principais causas das malformações congênitas, com base em artigos científicos publicados nos últimos cinco anos nas plataformas PubMed e ResearchGate, visando compreender os fatores associados ao desenvolvimento dessas alterações. Desenvolvimento: De acordo com (RUDY et. al., 2023), algumas causas das malformações congênitas são agentes infecciosos como sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes e zica vírus, agentes teratogênicos como talidomida, álcool, fumo, exposição à agrotóxicos, radiação e diabete mellitus gestacional. Outro fator relatado é o uso de medicamentos psicotrópicos, de 6.208 casos de anomalias, 6.164 casos foram atribuídos eventos adversos aos medicamentos, os 10 principais são venlafaxina, quetiapina, olanzapina, sertralina, citalopram, mirtazapina, duloxetina, paroxetina, aripiprazol e fluoxetina causando distúrbios cardíacos (ZHENG et al., 2025). A idade materna tanto jovem quanto avançada também eleva a ocorrência de malformações congênitas, por exemplo anomalias específicas como fissura labial/palato e defeitos do sistema circulatório, foram associadas à idade materna avançada, já a gastrosquise foi ligada às mães mais jovem com menos de 20 anos (PETHÖ et al., 2024). A idade paterna também influencia muito, os pais com idades entre 25 e 29 anos podem aumentar os riscos de anomalias urogenitais e perturbações cromossômicas em seus filhos, e os pais com mais de 40 anos podem aumentar o risco de anomalias cardiovasculares e deformidades faciais (FANG et al., 2020). Segundo a Organização Mundial de Saúde (2020), as malformações congênitas também podem ser decorrentes da junção de diversos fatores envolvidos na vulnerabilidade de pessoas de baixa renda, como a falta de acesso a alimentos nutritivos pelas gestantes, dificuldade no acesso aos serviços de saúde e maior exposição aos fatores infecciosos e químicos (RUDY et al., 2023). Conclusão:As malformações congênitas representam um dos desafios mais complexos da medicina, pois envolvem múltiplos fatores que interagem desde os primeiros momentos da vida intrauterina. Como detalhado ao longo deste trabalho, elas resultam de uma intricada combinação entre fatores genéticos, ambientais, exposição a agentes externos, condições maternas e paternas, além de características específicas do desenvolvimento embrionário. Sabendo-se do enorme impacto que essas malformações acarretam, esse estudo é muito importante para ajudar a compreender medidas que possibilitam a diminuição dos casos de anomalias congênitas. |
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| Referências: CAVALHEIRI, Jolana Cristina et al. Perfil de malformações congênitas em um hospital regional do Paraná. Research, Society and Development, v. 13, n. 12, e76131247694, 2024. FANG, Yiwei et al. Effect of paternal age on offspring birth defects: a systematic review and meta-analysis. Aging (Albany NY), v. 12, n. 24, p. 25373–25394, 20 nov. 2020. FORNACHARI, Gustavo et al. Fatores associados às malformações congênitas entre nascidos vivos no Brasil: Dados SINASC 2017. Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde, Vitória, v. 24, n. 3, p. 75–82, July–September 2022. PETHŐ, Boglárka et al. Very young and advanced maternal age strongly elevates the occurrence of nonchromosomal congenital anomalies: a systematic review and meta-analysis of population-based studies. American Journal of Obstetrics and Gynecology, v. 231, n. 5, p. 490–500.e73, nov. 2024. RUDY, Julia Taveira et al. Relações entre os espaços rurais e urbanos e as taxas de incidência de malformações congênitas no Brasil. Boletim de Geografia, Maringá, v. 40, p. 338-348, e64244, 1 fev. 2023. ZHENG, Jingping et al. Risk of congenital anomalies associated with psychotropic medications: a review of neonatal reports in the FDA adverse event reporting System (FAERS). Archives of Womenʼs Mental Health, v. 28, n. 4, p. 911–918, ago. 2025. |
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