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| DESAFIOS DO ENVELHECIMENTO: RELATO DE CASO | |
| 1EDILAINE GOMES, 2AMANDA KAMILA DE MACEDO PALAVICINI, 3MARICELI SILVEIRA GOMES, 4MARIA IZABEL SCHNEM PESENTE, 5KETLIN MARGARIDA WARMLING DE OLIVEIRA | |
| 1 Discente do Curso de Enfermagem da Universidade Paranaense – Unidade Universitária de Francisco BeltrãoPR 2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 5Docente da UNIPAR |
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| Introdução: O processo de envelhecer traz consigo mudanças biopsicossociais que afetam o indivíduo em diversos aspectos, ocasionando maior fragilidade, seja ela física ou emocional. Além disso, alterações na fisiologia podem desencadear doenças crônicas que influenciam no afastamento de atividades do vínculo social e econômico (Maia et al., 2020). No entanto, o desenvolvimento da promoção em saúde e políticas públicas que visam o envelhecer saudável é de suma importância para que os índices de sintomas depressivos em idosos sejam minimizados, contribuindo para a manutenção da qualidade da saúde mental (Silva et al., 2020). Relato de caso: Paciente E.C.D. 87 anos, branco, brasileiro, viúvo, aposentado, 3 filhos. Apresenta-se lúcido em tempo e espaço, em bom estado geral, deambulando sem auxílio, com presença de pele seca e desidratada. Relata que todos os dias às 05:00 da manhã, abre a empresa da família. Refere cansaço eventualmente, porém continua realizando tarefas diárias, como frequentar fisioterapia três vezes por semana e pilates duas vezes na semana. Faz uso de Comodart para prevenção da Hiperplasia Prostática Benigna (HBP), Tensaliv para tratamento da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), Rovustatina para reduzir os níveis de colesterol, faz uso de suplementos como, vitamina K2, B12, Coesima Q10, Zinco, Magnésio, Ômega 3 e Colágeno tipo 2. Foi aplicada a Escala de Depressão Geriátrica – GDS na qual obteve uma pontuação 4, classificando-o como normal. Discussão: Através do estudo, foi evidenciado que o paciente apresentou resultados positivos referente a Escala de Depressão Geriátrica (EDG) aplicada, com uma pontuação de 4 pontos. Ao avaliar o paciente com essa ferramenta, favorece a identificação de sinais e sintomas de depressão em idosos, composta por perguntas simples, com respostas de SIM ou NÃO, que analisam aspectos emocionais, comportamentais e cognitivos do indivíduo, o resultado da pontuação sofre variações de 0 a 15 pontos conforme as respostas do paciente. Essa avaliação é fundamental, pois a depressão em idosos pode ter sintomas diferentes dos que verificamos em pessoas mais jovens, tornando essencial uma abordagem efetiva para essa faixa etária. Com a escala, é possível identificar a depressão de forma precoce e avaliar a necessidade de encaminhamento para um tratamento alternativo especializado para o idoso (Veras et al., 2020). Diante disso, há a necessidade de frisar a importância da realização de programas preventivos contra a depressão e suas consequências para a saúde do idoso, que incluem o afastamento social, sentimento de inutilidade, dependência física e emocional (Silva et al., 2020). Pesquisas apontam que a cada 100 idosos, 12 são portadores de depressão, e a maioria é do sexo feminino e estão entre 60 a 69 anos de idade. Além disso, grande parte desta coletividade, possui diminuta participação na comunidade social, o que resulta em menor envolvimento com os demais indivíduos da sociedade, ocasionando gradativamente a solidão (Silva et al., 2024). Ao decorrer do envelhecimento, o indivíduo sofre limitações físicas e comprometimentos cognitivos que desencadeiam a perda funcional, e geralmente estão associados à perda de autonomia e autocuidado (Júnior et al., 2023). Diante disso, a capacitação da equipe multiprofissional à respeito dos cuidados integralizados aos idosos e a realização de programas de promoção desenvolvidos na saúde pública, como a educação continuada, é de suma importância para a orientação aos idosos maneiras para minimizar sintomas negativos, e seus familiares de como deve ocorrer a assistência nestas situações. Para tornar eficaz programas de promoção em saúde como medidas de prevenção à depressão e seus sintomas, se faz necessário o conhecimento sobre os fatores relacionados à causa (Maia et al., 2020). A enfermagem possui papel fundamental a respeito de cuidados com a vida, portanto, aplica-se na saúde do idoso a necessidade de diagnósticos de cuidados a serem exercidos, até mesmo para pacientes que não demandam alta vigilância no que tange a depressão, sendo necessário a atenção a outras questões (Júnior et al., 2023). Posto isto, foi possível estabelecer os seguintes diagnósticos de enfermagem e respectivas prescrições (Nanda, 2018): Risco de pressão arterial instável relacionado ao uso de anti hipertensivo: orientar o uso correto do medicamento; Risco de queda relacionado a idade avançada: orientar o uso de apoios estratégicos e retirar tapetes deslizantes do domicílio; Risco de integridade da pele prejudicada relacionado ao processo de envelhecimento natural, pele fina e ressecada: orientar hidratação via oral e utilização de cremes hidratantes na pele; Fadiga relacionada a diminuição da força motora, evidenciado pela perda funcional da mobilidade: incentivar a continuidade de exercícios físicos. Conclusão: Diante do exposto, é notável a importância do desenvolvimento de programas que tenham como objetivo a promoção da saúde mental e a prevenção da depressão. Portanto, com a formulação e execução de políticas públicas que visem a diminuição dos índices depressivos na trajetória de vida do idoso. |
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| Referências: DIAGNÓSTICOS de Enfermagem NANDA. [S. l.], 2025. Disponível em: https://www.google.com. Acesso em: 24 mar. 2025. JÚNIOR, José de Ribamar Medeiros Lima et al. Fatores associados à ansiedade e depressão em idosos: uma revisão integrativa. Revista Nursing, São Paulo, v. 26, n. 298, p. 9495-9501, 2023. Disponível em: https://www.google.com. Acesso em: 25 mar. 2025. MAIA, Luciana Colares et al. Fragilidade em idosos assistidos por equipes da atenção primária. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 25, n. 12, p. 5041-5050, 2020. Disponível em: https://www.google.com. Acesso em: 22 mar. 2025. SILVA, Marcello José Ferreira et al. A promoção de saúde mental em idosos não-institucionalizados atendidos pelo SUS: gerações do fazer saúde. Extensio: Revista Eletrônica de Extensão, Florianópolis, SC, v. 17, n. 36, p. 159-166, 2020. Disponível em: https://www.google.com. Acesso em: 22 mar. 2025. SILVA, Matteus Pio Gianotti Pereira Cruz et al. Prevalência, uso de serviços de saúde e fatores associados à depressão em pessoas idosas no Brasil. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Rio de Janeiro, v. 27, p. e230289, 2024. Disponível em: https://www.google.com. Acesso em: 25 mar. 2025. VERAS, Carolina et al. Estudo normativo da Escala de Depressão Geriátrica em amostra de idosos do Rio de Janeiro. Revista Neuropsicologia Latinoamericana, Rio de Janeiro, v. 12, n. 3, p. 41-50, 2020. Disponível em: https://www.google.com. Acesso em: 25 mar. 2025. |
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