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| DELIRIUM HIPOATIVO EM IDOSOS HOSPITALIZADOS: A FACE SILENCIOSA E SUBDIAGNOSTICADA DO ESTADO CONFUSIONAL AGUDO | |
| 1JHULLIE MUNIZ RODRIGUES, 2LETÍCIA OLIVEIRA DE QUEVEDO, 3RODRIGO NOGUEIRA MATIAS TORRES DE OLIVEIRA, 4MARIA LUIZA COLOMBO, 5MARIA EDUARDA DE OLIVEIRA VACCARI, 6LAINY LEINY DE LIMA | |
| 1Discente do Curso de Medicina da UNIPAR 2Discente do Curso de Medicina da UNIPAR 3Discente do Curso de Medicina da UNIPAR 4Discente do Curso de Medicina da UNIPAR 5Discente do Curso de Medicina da UNIPAR 6Docente do Curso de Medicina da UNIPAR |
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| Introdução: O delirium, também denominado “estado confusional agudo”, é o distúrbio de função cognitiva mais prevalente entre idosos hospitalizados constituindo uma condição grave, potencialmente fatal e frequentemente subdiagnosticada (Iglseder; Frühwald; Jagsch, 2022). Ele pode se manifestar em três subtipos psicomotores: hiperativo, hipoativo e misto. Dentre esses, o delirium hipoativo (DH) é frequentemente subestimado, apresentando-se com confusão, apatia, letargia e diminuição da responsividade, e estando associado a pior prognóstico (Ali; Cascella, 2024). A persistência desse subtipo em pacientes idosos hospitalizados aumenta significativamente a mortalidade, reforçando a importância do seu reconhecimento precoce e manejo adequado (Jaqua; Nguyen; Chin, 2023). Objetivo: Abordar as características clínicas, fatores de risco, estratégias diagnósticas e condutas recomendadas no manejo do DH em idosos hospitalizados, destacando a relevância do diagnóstico precoce e da intervenção multidisciplinar para redução da morbimortalidade. Desenvolvimento: O DH, embora menos disruptivo que o hiperativo, associa-se a piores desfechos clínicos, incluindo maior tempo de internação, declínio funcional e aumento da mortalidade (Iglseder; Frühwald; Jagsch, 2022). Diferente do subtipo hiperativo, marcado por agitação e inquietude, o hipoativo se manifesta por lentificação psicomotora, sonolência e retraimento, dificultando o reconhecimento pelos profissionais de saúde (Ali; Cascella, 2024). Os principais fatores de risco incluem idade avançada, fragilidade, polifarmácia, demência prévia, infecções, desidratação e hospitalização em unidades de terapia intensiva (Mattison, 2025). A identificação precoce exige rastreio sistemático, sendo ferramentas como o Confusion Assessment Method (CAM) e o CAM-ICU úteis para detecção em pacientes acamados ou ventilados (Jaqua; Nguyen; Chin, 2023). O manejo é baseado no tratamento da causa subjacente e na adoção de medidas não farmacológicas, como reorientação frequente, otimização do ambiente (iluminação adequada, presença de objetos familiares), estímulo à mobilização precoce, correção de distúrbios hidroeletrolíticos e revisão criteriosa da prescrição medicamentosa (Mattison, 2025). O uso de fármacos deve ser restrito a casos com sintomas graves ou risco para o paciente, considerando que sedativos e antipsicóticos podem agravar o quadro especialmente em idosos frágeis (Ali; Cascella, 2024). Ademais, a intervenção precoce por equipe multidisciplinar, incluindo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, reduz complicações e favorece a recuperação funcional (Jaqua; Nguyen; Chin, 2023). Além disso, programas institucionais de prevenção, como protocolos de rastreio diário e treinamento da equipe, contribuem para a diminuição da incidência e para o reconhecimento do delirium hipoativo ainda em fases iniciais (Mattison, 2025). Conclusão: O delirium hipoativo em idosos hospitalizados é uma condição frequente, mas frequentemente negligenciada, cuja detecção tardia contribui para desfechos adversos significativos. A aplicação de protocolos de rastreio, a identificação de fatores de risco e a adoção de medidas preventivas e terapêuticas precoces são fundamentais para reduzir a morbimortalidade associada. O reconhecimento da apresentação clínica silenciosa, aliado a uma abordagem interdisciplinar, é essencial para melhorar o prognóstico desses pacientes e minimizar complicações a longo prazo. |
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| Referências: ALI, M.; CASCELLA, M. ICU delirium. In: CONNOR, R. F. (ed.). StatPearls [Internet]. Treasure Island, FL: StatPearls Publishing, 2025. IGLSEDER, B.; FRÜHWALD, T.; JAGSCH, C. Delirium in geriatric patients. Wiener Medizinische Wochenschrift, Viena, v. 172, n. 5-6, p. 114-121, abr. 2022. JAQUA, E. E.; NGUYEN, V. T. N.; CHIN, E. Delirium in older persons: prevention, evaluation, and management. American Family Physician, Leawood, v. 108, n. 3, p. 278-287, set. 2023. MATTISON, M. Hospital management of older adults. In: CONNOR, R. F. (ed.). UpToDate. Alphen aan den Rijn: Wolters Kluwer, c2025. Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/hospital-management-of-older-adults. Acesso em: Ago. 2025. |
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