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| CRISES EPILÉPTICAS EM ADULTOS JOVENS: ABORDAGEM DIAGNÓSTICA, TERAPÊUTICA E PROGNÓSTICA | |
| 1GABRIEL TISSIANI GUIS RUIZ, 2JHULLIE MUNIZ RODRIGUES, 3ISADORA MARTINS PIFFER, 4JAIRO DAL OCA SANTOS, 5ANDRESSA DA SILVA, 6LAINY LEINY DE LIMA | |
| 1Discente do Curso de Medicina da UNIPAR 2Discente do Curso de Medicina da UNIPAR 3Discente do Curso de Medicina da UNIPAR 4Discente do Curso de Medicina da UNIPAR 5Discente do Curso de Medicina da UNIPAR 6Docente do Curso de Medicina da UNIPAR |
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| Introdução: A epilepsia é caracterizada pela predisposição duradoura para gerar crises epilépticas, podendo ter etiologias estruturais, genéticas, infecciosas, metabólicas ou imunológicas (Schachter, 2025). Tais crises em adultos jovens representam um desafio clínico relevante com implicações diagnósticas, terapêuticas e prognósticas significativas, visto que a primeira crise epiléptica nessa faixa etária demanda investigação abrangente (Schachter; Haider; Bullinger, 2025). Estudos recentes destacam que a detecção precoce e o manejo adequado, especialmente no contexto de estado epiléptico, influenciam diretamente na redução de morbidade e mortalidade (Onda; Yokobori, 2025). O tratamento oportuno associado à reabilitação precoce melhora a recuperação funcional e reduz sequelas neurológicas (Azevedo, 2022). A relevância do tema se justifica pelo impacto na qualidade de vida, risco de recorrência e implicações sociais e ocupacionais em indivíduos jovens, exigindo protocolos diagnósticos e terapêuticos baseados em evidências atualizadas (Schachter, 2025). Objetivo: Apresentar as principais recomendações diagnósticas e terapêuticas para crises epilépticas em adultos jovens, incluindo a abordagem da primeira crise e do estado epiléptico, enfatizando evidências recentes sobre prognóstico e reabilitação. Desenvolvimento: A avaliação inicial de um adulto jovem com crise epiléptica deve priorizar a estabilização clínica e a identificação de causas reversíveis (Schachter, 2025). O diagnóstico diferencial inclui síncope, enxaqueca com aura, eventos psicogênicos e crises não epilépticas de origem metabólica ou tóxica (Schachter; Haider; Bullinger, 2025). O exame neurológico detalhado associado a exames laboratoriais básicos (glicemia, eletrólitos, função renal e hepática) e neuroimagem por ressonância magnética são essenciais para definir o restante do curso da conduta. O eletroencefalograma (EEG) precoce auxilia na identificação de padrões epileptiformes e no risco de recorrência, especialmente se feita no período de crise, também chamado de ictal (Schachter, 2025). A primeira crise epiléptica não provocada em adultos jovens deve ser analisada considerando o risco de recorrência que pode ultrapassar 60% em casos com lesões estruturais identificadas ou EEG alterado (Schachter; Haider; Bullinger, 2025). Nessas situações, a introdução precoce de fármacos antiepilépticos, como levetiracetam, lamotrigina ou ácido valpróico, avaliando o perfil individual, é recomendada (Schachter, 2025). Em casos de baixo risco, a conduta expectante pode ser considerada, com acompanhamento neurológico regular. O estado epiléptico, definido como crise contínua ou repetitiva com duração superior a cinco minutos, exige intervenção imediata com benzodiazepínicos (diazepam, lorazepam ou midazolam), podendo também associar-se anticonvulsivantes de segunda linha (fenitoína, valproato ou levetiracetam), se necessário (Azevedo, 2022). Evidências recentes demonstram que a reabilitação neurológica precoce, iniciada ainda no ambiente hospitalar, está associada à melhora da função cognitiva e motora em pacientes que sofreram de um quadro epiléptico (Onda; Yokobori, 2025). Além disso, o manejo de crises epilépticas em adultos jovens requer também a consideração de fatores psicossociais, incluindo orientação sobre restrições temporárias para direção de veículos, atividades de risco e adesão ao tratamento (Schachter; Haider; Bullinger, 2025). Segundo Schachter (2025), a educação do paciente e familiares sobre sinais de alerta e medidas de primeiros socorros durante crises é fundamental para reduzir complicações e promover segurança. Ainda, relata que as diretrizes atuais destacam a importância de integrar terapias farmacológicas individualizadas com estratégias não farmacológicas, como ajustes de estilo de vida, controle do sono, manejo do estresse e identificação de gatilhos. Além disso, a abordagem multidisciplinar, envolvendo neurologistas, fisioterapeutas e psicólogos contribui para um cuidado integral e melhora do prognóstico funcional (Azevedo, 2022). Conclusão: A avaliação e o manejo das crises epilépticas em adultos jovens devem ser rápidos, individualizados e embasados em evidências atuais. O diagnóstico precoce, o uso racional de fármacos antiepilépticos e a reabilitação precoce são estratégias com fiel embasamento científico para melhorar a evolução clínica e reduzir sequelas. Por fim, a integração de cuidados multidisciplinares e a educação do paciente ampliam sua adesão terapêutica e segurança, refletindo diretamente na qualidade de vida. |
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| Referências: AZEVEDO, L. C. P. Medicina intensiva: abordagem prática. 5. ed. Santana de Parnaíba: Manole, 2022. ONDA, H.; YOKOBORI, S. Early rehabilitation and improved outcomes in patients with status epilepticus: evidence from cases presenting to the emergency department. Epilepsia Open, Hoboken, v. 10, v. 2, p. 549-556, 2025. SCHACHTER, S. C. Overview of the management of epilepsy in adults. In: CONNOR, R. F. (ed.). UpToDate. Alphen aan den Rijn: Wolters Kluwer, 2025. Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/overview-of-the-management-of-epilepsy-in-adults. Acesso em: 2 ago. 2025. SCHACHTER, S. C.; HAIDER, H. A.; BULLINGER, K. Evaluation and management of the first seizure in adults. In: CONNOR, R. F. (ed.). UpToDate. Alphen aan den Rijn: Wolters Kluwer, c2025. Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/evaluation-and-management-of-the-first-seizure-in-adults. Acesso em: 2 ago. 2025. |
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