A IMPORTÂNCIA DA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA PARA A EFETIVIDADE DO CUIDADO COM A SAÚDE DO PACIENTE  
1MARIANE DE ALMEIDA MACHADO, 2NADIR SILVA DOS SANTOS PEREIRA, 3SYMARA RODRIGUES BERNARDELLI OLIVEIRA, 4KENNY TSUYOSHI SAKANE, 5ZILDA CRISTIANI GAZIM
1Doutoranda do Programa de Pós Graduação em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos
2Farmacêutica
3Acadêmica do Curso de Mestrado Em Ciência Animal Com ênfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR
4Acadêmico do Curso de Mestrado Em Ciência Animal Com ênfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR
5Docente da UNIPAR
Introdução: A dispensação de medicamentos quando feita por um farmacêutico é a única oportunidade que o profissional tem de interagir com o paciente, sendo esse momento em que riscos associados ao uso desses medicamentos podem ser evitados, otimizando a farmacoterapia, principalmente de situações clínicas complexas (Gomes et al., 2022). Esse momento do farmacêutico com o paciente traz benefícios com melhora da adesão, resultados clínicos, redução de custo para o sistema de saúde tendo maior adesão ao tratamento diminui custos com hospitais e também a satisfação do paciente ao perceber que o tratamento farmacoterapêutico está sendo efetivo e melhorando sua qualidade de vida (D Zani, 2024). O papel profissional e sua essencialidade em equipes multidisciplinares promover esse envolvimento de diversos profissionais de saúde e a combinação de sua expertise coletiva para estabelecer protocolos medicamentosos individualizados e efetivos (Thorakkattil et al., 2024). 
Objetivo: Realizar uma revisão bibliográfica sobre a importância da assistência farmacêutica e sua efetividade  no cuidado com o paciente.
Desenvolvimento: Na prática médica os farmacêuticos demonstram maior acessibilidade aos pacientes e são capazes de fornecer informações mais elaboradas e adaptadas às necessidades individuais dos pacientes, segundo Farhana et al., intervenções lideradas por farmacêuticos melhoram significativamente a adesão da medicação, em pacientes com doenças crônicas, de 26 estudos, 18 demonstraram que essas intervenções têm melhoras significativas na adesão dos paciente em suas medicações. Terapias com anticoagulantes frequentemente são prescritas de maneira inadequada apesar de existência de de diretrizes, o farmacêutico otimiza a terapia com anticoagulantes através de intervenções como educação ou aconselhamento ao paciente, prontuários ou revisões de pacientes e o desenvolvimento e a implementação de protocolos ou diretrizes conduzidas por farmacêuticos, comprovando assim que esses cuidados conduzidos por estes profissionais tiveram três vezes mais uma terapia adequada para tratamentos com anticoagulantes Kefale et al. 2024. Em um estudo conduzido por Alkhamsan et al. (2024) elucida que de 20 estudos, 16 relatou-se uma redução significativa na quantidade de medicamentos após intervenções lideradas por profissionais farmacêuticos, através de revisões de receituários e uma reconciliação de terapias.  Em terapia de hipertensão arterial a maioria dos estudos conduzidos por  Angibaud et al., (2024) houve o relato que a intervenção farmacêutica reduziu significativamente a pressão arterial dos pacientes durante um período de acompanhamento de de 6 a 12 meses, contribui estes para um efeito positiva da intervenção farmacêutica para os pacientes, pois estes relatam que essa natureza personalizada do atendimento, a disponibilidade, capacidade de escuta do profissional e a orientação sobre sobre as prescrições é muito apreciada por estes pacientes. Em uma casa de repouso havia um alto índice de polifarmácia no início do estudo os farmacêuticos fizeram uma média de 3,3 intervenções/orientações, das quais 12,8% resultaram em uma desprescrição, a maioria das recomendações dos farmacêuticos foi aceitos por médicos clínicos gerais/psiquiatras, alguns pacientes recém-recebidos do hospital foram orientados por um farmacêutico, 16 de 35 pacientes tiveram alterações em seus tratamentos medicamentos, com 74% dessas alterações envolvendo a desprescrição Chambers et al., (2024). Um passo importante para prevenir a ocorrência de erros envolvendo medicamentos é a implantação da da intervenção terapêutica, sendo ela um ato planejado, documentado e privativo do farmacêutico junto ao paciente e uma equipe com demais profissionais da saúde principalmente quando há necessidade de substituir o medicamento, ajustar dosagem. horários/vias de administração, a forma farmacêutica tendo chances ou não da suspensão da farmacoterapia, pois a prescrição um dos elos cruciais entre os profissionais de saúde, a partir dela decorrerá ações voltadas para o tratamento farmacoterapêutico do paciente dos quais podem ocasionar graves problemas à saúde do paciente Almeida; Andrade, (2022). A Organização Mundial de Saúde emitiu que cerca de 50% dos portadores de doenças crônicas não tem aderência aos tratamentos farmacológicos, 4% a 5% de entradas hospitalares se devem por reações adversas preveníveis e cerca de 30% das consultas emergenciais são geradas por problemas advindos de medicamentos, diantes essa problemática mundial, a revisão da farmacoterapia feito por um profissional farmacêutico devidamente capacitado vem se tornando um elemento-chave para a melhora da qualidade de prescrições médicas e garantir o uso racional trazendo segurança ao paciente (Melo, 2024). 
Conclusão: A atuação do farmacêutico contribui significativamente para a melhoria da adesão ao tratamento, redução de erros de medicação, desprescrição de fármacos desnecessários e racionalização do uso de medicamentos, o que impacta diretamente na segurança do paciente, na efetividade dos tratamentos e na redução de custos para os sistemas de saúde.
Referências:
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