CÂNCER DE COLO DE ÚTERO: IMPORTÂCIA DO RASTREAMENTO  
1AMABILE EDUARDA ALVES, 2ALINE DAKA VIEIRA, 3ALUANA MORAES
1Acadêmica do curso de Enfermagem UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
3Docente da UNIPAR
Introdução: O câncer de colo do útero continua sendo um dos principais desafios de saúde que afetam as mulheres no Brasil, especialmente na faixa etária de 25 a 65 anos. De acordo com o INCA (2022), entre 2023 e 2025, prevê-se a ocorrência de mais de 17 mil novos casos. A doença continua sendo grave, como demonstram os mais de 6.600 óbitos de mulheres registrados apenas em 2021. Esses dados evidenciam a relevância de investir em prevenção e diagnóstico precoce, pois as chances de cura são significativamente maiores quando o câncer é detectado no início.
Objetivos: Este resumo tem como finalidade evidenciar  na literatura  a relação entre o câncer de colo do útero e o HPV, além de enfatizar a importância da vacinação e do exame de Papanicolau para diminuir a quantidade de casos e mortes pela doença.
Desenvolvimento: Pesquisas apontam que quase todos os casos de câncer de colo do útero estão associados ao HPV, com os tipos 16 e 18 sendo os mais agressivos, responsáveis por aproximadamente 70% dos casos (SILVA et al., 2024). Ademais, calcula-se que 8 em cada 10 mulheres sexualmente ativas entrarão em contato com o vírus durante a vida. Portanto, vacinar-se contra o HPV é uma das maneiras mais eficientes de prevenção. A versão quadrivalente, disponibilizada sem custo pelo SUS, oferece proteção contra os tipos 6, 11, 16 e 18. Essa vacina é administrada em meninas de 9 a 14 anos e em meninos de 11 a 14 anos. A probabilidade de novos casos no futuro diminui à medida que a cobertura vacinal aumenta. O exame citopatológico, também conhecido como Papanicolau, é outro método essencial de prevenção. Ele é utilizado para identificar mudanças nas células do colo do útero antes que elas evoluam para câncer. O Ministério da Saúde aconselha que isso seja realizado por mulheres com idade entre 25 e 64 anos que já tiveram vida sexual ativa. Quando os dois primeiros exames apresentam resultados normais, ele deve ser realizado novamente a cada três anos (GOMES et al., 2024). Embora esteja acessível gratuitamente há vários anos, a adesão ainda é baixa. Isso ocorre devido a fatores como medo, vergonha, desinformação ou dificuldade de acesso aos serviços de saúde. Essa baixa demanda contribui para explicar por que os números ainda são elevados. Estudos indicam que as áreas com menor taxa de realização do Papanicolau entre mulheres são também as que apresentam maior incidência e mortalidade (SANTOS et al., 2025). Portanto, é fundamental investir em campanhas educativas, disseminar informações de maneira acessível e facilitar o acesso ao exame para transformar essa situação.
Conclusão: Expandir a vacinação contra o HPV e incentivar a participação no exame de Papanicolau representam um desafio, porém são as medidas mais eficientes para diminuir o impacto do câncer de colo do útero no Brasil. Essas ações devem ser consideradas não só como intervenções médicas, mas também como um cuidado e um direito de todas as mulheres. A probabilidade de salvar vidas e assegurar uma melhor qualidade de vida no futuro aumenta com o maior acesso à informação e à prevenção.
Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Estimativa 2023: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2022. Disponível em: https://www.inca.gov.br/estimativa/2023. Acesso em: 1 set. 2025.
GOMES, M. L. S. et al. Análise espaço-temporal do rastreamento do câncer do colo do útero e casos estimados no Brasil. Revista de Saúde Pública, v. 58, 2024.
SANTOS, B. E. B. da; et al. Desconhecimento sobre a campanha de vacinação contra o HPV entre estudantes brasileiros: uma análise multinível. Ciência & Saúde Coletiva, v. 26, n. 12, p. 6223-6234, 2021. DOI: 10.1590/1413-812320212612.32472019. Disponível em: https://www.scielosp.org/pdf/csc/2021.v26n12/6223-6234/pt. Acesso em: 1 out. 2025.
SILVA, B. E. B. da; et al. Tendências de sobrevivência líquida do câncer do colo do útero em Sergipe: estudo de base populacional, 1996–2022. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 2024. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12254479/. Acesso em: 1 set. 2025.
SANTOS, A. C. da S. et al. Eficácia da vacinação contra HPV na redução de infecções entre jovens brasileiras: estudo de coorte em Minas Gerais. Cadernos de Saúde Pública, v. 40, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s12879-024-10284-5. Acesso em: 1 set. 2025.