Punica granatum L. : POTENCIAIS FARMACOLÓGICOS E APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS  
1MAISA STEFFANI ADAMCZUK, 2LARISSA APARECIDA ENGEL, 3KAUANA EDUARDA DE SOUZA ALVES, 4ROBERTA SOELEN SCHMIDT, 5LAURA RICARDA EBELING LAUTERT, 6JAQUELINE HOSCHEID
1Acadêmico bolsista do PIBIC/Unipar
2Acadêmica do Curso de Farmácia da UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Farmácia da UNIPAR
4Acadêmica do Curso de Farmácia da UNIPAR
5Acadêmica do Curso de Farmácia da UNIPAR
6Docente da UNIPAR
Introdução: A Punica granatum, é popularmente chamada de romã, é um arbusto de origem da Ásia Ocidental, muito utilizado desde o Egito antigo e era considerado como um símbolo de amor e fertilidade (Manniche, 1989). Esta planta é riquíssima em metabólitos secundários se destacam: taninos, alcalóides, açúcares, terpenoides, resinas, ácidos orgânicos, flavonoides e polifenóis (Saad et al., 2021). A romã possui propriedades farmacológicas que combate diarreia, hipoglicemiante, antiparasitária, (Hanque et al., 2015; Prakash, 2011) antimicrobiana e anti-inflamatório (Macedo; Souza e Guimarães 2020). 
Objetivo: Revisar a literatura científica acerca das propriedades farmacológicas da P. granatum, destacando seus principais compostos bioativos e aplicações terapêuticas relatadas em estudos experimentais e clínicos. 
Desenvolvimento: As plantas produzem tanto metabólitos primários quanto secundários. Enquanto os primários estão diretamente ligados às funções vitais do crescimento e desenvolvimento, os metabólitos secundários apresentam maior especificidade e atuam principalmente na defesa dos vegetais contra diferentes tipos de estresses ambientais (Simões et al., 2007). Os principais metabólitos secundários presentes na planta variam de acordo com a parte considerada. Nas raízes destacam-se taninos,  alcalóides, açúcares, terpenoides, flavonoides, amidos, ácidos orgânicos, resinas, ácido málico (Saad et al., 2021). No fruto glicose, ácido orgânicos, antracito, cianinas e flavonoide (Moreira et al., 2015; Lansky e Newman, 2007). A Casca taninos, flavonoides, alcaloides, polissacarídeos e elagitaninas (Saad et al., 2021), enquanto as flores apresentam ácido gálico, polifenóis, ácido elágico e ursólico (LI et al., 2008). P. granatum tem se destacado pelo potencial antifúngico, com inibição significativa do crescimento de Candida spp., mostrando se a possibilidade de aplicação no desenvolvimento de fitoterápicos antimicóticos (Anibal et al., 2013). As principais indicações da romã estão relacionadas ao tratamento de distúrbios gastrointestinais, sendo
tradicionalmente utilizada para aliviar diarréias, cólicas intestinais e diversas infecções. Também é empregada para auxiliar no controle de sangramentos, como gengivorragias e metrorragias, além de uso tópico em casos de hemorroidas. Na região orofaríngea, destaca-se no alívio de inflamações e desconfortos, como faringites, amigdalites, aftas e gengivites. Outro uso reportado na medicina popular é sua ação antiparasitária, especialmente no tratamento de teníase, ascaridíase e enterobíase (Saad et al., 2021). 
Conclusão: A revisão da literatura evidencia que a romã apresenta uma ampla gama de propriedades farmacológicas, destacando-se pelas atividades antioxidante, antidirreica, antimicrobiana, antifúngica e anti-inflamatória. Os resultados encontrados sugerem que a Punica granatum possui potencial relevante para o desenvolvimento de novos fitoterápicos e produtos nutracêuticos. No entanto, a necessidade de mais ensaios clínicos é fundamental para consolidar sua aplicabilidade terapêutica.
Referências:
ANIBAL, P. C.; PEIXOTO, I. T. A.; FOGLIO, M. A.; HÖFLING, J. F. Antifungal activity of the ethanolic extracts of Punica granatum L. and evaluation of the morphological and structural modifications of its compounds upon the cells of Candida spp. Brazilian Journal of Microbiology, v. 44, p. 839-848, 2013. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1517-83822013005000060. Acesso em: 19 ago. 2025.
LANSKY, E. P.; NEWMAN, R. A.; Punica granatum (po-megranate) and its potential for prevention and treatment of inflammation and cancer. Journal of Ethnopharmacology, v. 109, n. 2, p. 177-206, 2007.
LI, Y.; QI, Y.; HUANG, T. H.; YAMAHARA, J.; ROUFOGALIS, B. D. Pomegranate flower: a unique traditional an-tidiabetic medicine with dual PPAR-a/-y activator properties. Diabetes, Obesity and Metabolism, v. 10, n. 1, p. 10-17, 2008.
MACEDO, D. R. R. B. D.; DE SOUZA, H. T. N.; GUIMARÃES, M. V. Ação antimicrobiana e anti-inflamatória da Punica granatum L.(romã) no tratamento da doença periodontal: uma revisão de literatura. Revista Saúde-UNG-Ser-ISSN 1982-3282, v. 14, n. 1/2, p. 51-58, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.33947/1982-3282-v14n1-2-4351. Acesso 23 ago. 2025. 
MANNICHE, L. An ancient Egyptian Herbal. London: British Museum Press, 1989.
MOREIRA, I. S.; ROCHA, R. H. C, PAIVA, E. P. D.; SILVA, H. D. S.; SOUSA, F. D. A. D. Biometria e componen-tes físico-químicos de romã armazenada sob refrigeração. Pesquisa Agropecuária Tropical, v. 45, n. 2, p. 209-15, 2015.
PRAKASH C. V. S.; PRAKASH I. Bioactive chemical cons-tituents from pomegranate (Punica granatum) jui-ce, seed and peel-a review. International Journal of Research in Chemistry and Environment. v.1, p.1-18, 2011.
SAAD, G. A.; LÉDA, P. H. O.; SÁ, I. M.; SEIXLACK, A. C. C. Fitoterapia Contemporânea: Tradição e Ciência na prática clínica. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021.