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| RADIODERMITE: BASES CLÍNICAS E POTENCIAIS APLICAÇÕES DA β-ECDYSONE NO PROCESSO CICATRICIAL | |
| 1ANA PAULA CAOBIANCO TREVISAN ULIAN, 2GABRIELLE RODRIGUES AGOSTINHO ROSA, 3LERICIA VIANA OLIVEIRA, 4ROBERTA VIEIRA MARTINS, 5DANIELA DE CASSIA FAGLIONI B CERANTO | |
| 1Acadêmica do PIC UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Odontologia da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 5Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A radiodermite é uma reação cutânea frequente decorrente da radioterapia, afetando a maioria dos pacientes submetidos a esse tratamento. Pode se apresentar na forma aguda, ocorrendo até 90 dias após o início da exposição, ou na forma tardia, manifestando-se meses ou anos após o término. Sua patogênese envolve o dano direto ao DNA das células basais da epiderme e das células endoteliais, formação de espécies reativas de oxigênio e inflamação mediada por citocinas pró-inflamatórias, resultando em comprometimento da renovação celular e da integridade tecidual. Esses efeitos comprometem a qualidade de vida e podem levar à interrupção ou modificação da radioterapia, afetando o controle tumoral. Apesar de medidas como higiene suave, hidratação e uso de corticosteroides tópicos apresentarem benefícios, ainda não há consenso sobre o protocolo terapêutico ideal. Nesse contexto, compostos bioativos como a β-ecdysone, de origem vegetal, têm despertado interesse por seu potencial anti-inflamatório, antioxidante e cicatrizante. Objetivo: Analisar as evidências científicas sobre a radiodermite e discutir o potencial terapêutico da β-ecdysone no processo cicatricial, por meio de uma revisão narrativa realizada entre junho e agosto de 2025.. Foram consultadas as bases de dados PubMed, SciELO, Scopus e Google Acadêmico, considerando publicações entre 2010 e 2025, nos idiomas português e inglês. Os descritores utilizados foram: “radiodermatitis”, “β-ecdysone”, “Pfaffia glomerata”, “wound healing”, “cicatrização de feridas” e “câncer de cabeça e pescoço”. Desenvolvimento: As manifestações clínicas da radiodermite incluem eritema, prurido, xerose, descamação, hiperpigmentação e, em casos mais graves, ulceração e necrose. A gravidade está relacionada à dose acumulada, técnica de irradiação, localização anatômica e fatores individuais como idade, comorbidades e fototipo. Estratégias preventivas baseadas em higiene com sabonete neutro, hidratação diária e uso de barreiras cutâneas têm demonstrado eficácia parcial. Corticosteroides tópicos, como mometasona e betametasona, reduzem sintomas e retardam a progressão da lesão; filmes de barreira de silicone e curativos não aderentes contribuem para a proteção mecânica e manutenção da umidade ideal da ferida. A β-ecdysone é um bioativo encontrado em plantas como a Pfaffia glomerata, e apresenta múltiplas ações relevantes para a reparação tecidual. Estudos in vitro e em modelos animais demonstram que a β-ecdysone modula a inflamação, ativa vias antioxidantes e estimula a migração e proliferação de queratinócitos e fibroblastos, aumentando a síntese de colágeno tipo I e III de forma mais organizada. Também promove angiogênese moderada e remodelamento equilibrado da matriz extracelular, possivelmente reduzindo a formação de cicatrizes hipertróficas. Embora não existam ensaios clínicos robustos avaliando diretamente seu uso na radiodermite, a plausibilidade biológica e os resultados em feridas crônicas e experimentais sugerem potencial como adjuvante terapêutico. O uso tópico de β-ecdysone poderia, teoricamente, reduzir a intensidade da reação cutânea, acelerar a reepitelização e minimizar complicações tardias. Conclusão: A radiodermite representa uma complicação frequente e impactante da radioterapia, para a qual ainda não há consenso sobre a melhor abordagem terapêutica. As estratégias convencionais apresentam benefícios limitados, e novos agentes com propriedades anti- inflamatórias, antioxidantes e pró-cicatrização, como a β- ecdysone, emergem como opções promissoras. |
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| Referências: BOMTEMPO, P. de S. M.. Radiodermatite aguda em pacientes com câncer: estimativa de incidência e severidade. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, 2019; v. 9, e3480. Disponível em: [https://www.scielo.br/j/reeusp/a/5fjsVkfFkkXJFswkZPq7W fx/?format=pdf] (https://www.scielo.br/j/reeusp/a/5fjsVkfFkkXJFswkZPq7W fx/?format=pdf). Acesso em: 14 ago. 2025. CARDOZO, A. dos S.; et al. Radiodermite e fatores de risco associado em pacientes com câncer de cabeça e pescoço. Texto & Contexto Enfermagem, Florianópolis, 2020; v. 29, e20180343. Disponível em: [https://doi.org/10.1590/1980-265X-TCE-2018-0343] (https://doi.org/10.1590/1980-265X-TCE-2018-0343). Acesso em: 19 ago. 2025. GOMES, R. O. Terapia tópica para prevenção e tratamento da radiodermite: uma revisão integrativa. Revista Brasileira de Cancerologia, Rio de Janeiro, 2021; v. 67, n. 2, p. 1-10. Disponível em: [https://doi.org/10.32635/2176-9745.RBC.2021v67n2.1159] (https://doi.org/10.32635/2176- 9745.RBC.2021v67n2.1159). Acesso em: 19 ago. 2025. GONÇALVES, P. C. B. Scientific evidence on factors associated with the development of oral mucositis: an integrative review. Medicina Oral, Patología Oral y Cirugía Bucal, Valencia, 2020; v. 25, n. 2, p. e220-e229. Disponível em: [https://doi.org/10.4317/medoral.23138] (https://doi.org/10.4317/medoral.23138). Acesso em: 14 ago. 2025. VIANA, L. da S.; et al. Uso e efetividade de terapias tópicas no tratamento de radiodermatites: revisão integrativa. Revista Fundamentos do Cuidado Online, Rio de Janeiro, 2021; v. 13, p. 477-482. DOI: [http://dx.doi.org/10.9789/2175-5361.rpcfo.v13.8042]. Acesso em: 14 ago. 2025 |
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