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| A ALTA INCIDÊNCIA DE ANOMALIAS COM PREVALÊNCIA NO CÉREBRO | |
| 1GIOVANNA COSTA MOTA, 2LARISSA SARAN LEVISKI, 3RAFAELA HONORATO CASSOLI, 4ROSILEY BERTON PACHECO, 5ELENIZA DE VICTOR ADAMOWSKI | |
| 1Acadêmico do PIC/UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 4Docente Dr do curso de Medicina da UNIPAR 5Docente Dr do curso de medicina da UNICESUMAR |
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| Introdução: As anomalias congênitas constituem um do grupo de alterações estruturais ou funcionais que ocorrem durante a vida intrauterina (BRASIL, 2022). Estima-se que globalmente de 3% a 6% dos nascidos vivos apresentem alguma anomalia congênita, sendo as do SNC responsáveis por aproximadamente 21% de todas as más-formações congênitas (BARROS et al., 2012; BRASIL, 2022). No Brasil, as anomalias congênitas constituem a segunda principal causa de morte em menores de cinco anos (BRASIL, 2022). Objetivo: Analisar através da revisão de literatura a incidência das anomalias congênitas com prevalência no cérebro, destacando os principais tipos, fatores associados, métodos diagnósticos e implicações para a saúde materno-infantil. Desenvolvimento: As malformações mais frequentes do SNC incluem anencefalia, microcefalia, hidrocefalia congênita não especificada e espinha bífida não especificada (ALBERTO, 2023). Os defeitos congênitos relacionados à medula espinal, como a Espinha Bífida, ocorrem entre a terceira e quarta semana de desenvolvimento embrionário, ocasionados por falhas nos arcos neurais das vértebras. Essa anomalia pode atingir várias regiões da medula e a localização estrutural define o prognóstico, sendo 90% dos casos na região lombossacra (SIMONI et al., 2013). Na região do crânio, a partir da quarta semana de gestação, o mau fechamento do neuróporo rostral provoca malformações congênitas ligadas às meninges e ao crânio. Esse defeito cerebral é conhecido como Crânio Bífido. Em casos menos grave, observa-se herniação das meninges e são denominadas meningocele craniana (MAYA, 2002). Estudos recentes evidenciam que diversos fatores contribuem para a ocorrência dessas anomalias, tais como, predisposição genética, exposição a substâncias teratogênicas, infecções congênitas e carência de vitaminas essenciais, em específico o ácido fólico que é imprescindível para a formação na neurulação (BRANCO, 2017). No Brasil, dados do SINASC revelaram 23.320 casos de anomalias congênitas em 2020 e 16.447 em 2021, embora as alterações cerebrais sejam altamente impactantes pela gravidade clínica (ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE MEDICINA, 2022), o diagnóstico é feito durante o pré-natal com a ultrassonografia obstétrica — Doppler, 3D/4D — e, em casos complexos, a ressonância magnética fetal, permitindo maior acurácia na identificação (BARROS et al., 2012). Vale ressaltar, a importância de estratégias profiláticas frente às anomalias do sistema nervoso central, como a realização adequada da triagem no pré-natal, a vacinação materna, a garantia de consultas regulares para o acompanhamento da gestante — especialmente em populações mais vulneráveis — e o uso do ácido fólico como medida preventiva essencial (BRANCO, 2017). Conclusão: Conclui-se que as malformações congênitas do sistema nervoso central (SNC) representam um importante problema de saúde pública, devido ao fato da sua alta prevalência. A identificação precoce, acompanhamento gestacional adequado e as medidas preventivas são estratégias fundamentais para redução desses casos e de suas complicações. |
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| Referências: ALBERTO, Natan Pereira de Medeiros. Distúrbios congênitos do sistema nervoso central em recém-nascidos: análise das incidências no Rio Grande do Norte. 2023. ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE MEDICINA. O Ministério atualiza informações sobre anomalias congênitas no país. São Paulo, 2022. Disponível em: https://www.apm.org.br/ministerio-atualiza-informacoes-sobre-anomalias-congenitas-no-pais BARROS, Marcela Leonardo et al. Malformações do sistema nervoso central e malformações associadas diagnosticadas pela ultrassonografia obstétrica. Radiologia Brasileira, v. 45, p. 309-314, 2012. BRANCO, Teresinha Juliana. Frequência de malformações congénitas em recém-nascidos no Hospital Geral Especializado Augusto Ngangula-Luanda-Angola. MS thesis. Universidade da Beira Interior (Portugal), 2017. BRASIL. Ministério da Saúde. Dia Mundial das Anomalias Congênitas é marcado por ações de conscientização e publicação de dados epidemiológicos. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/marco/dia-mundial-das-anomalias-congenitas-e-marcado-por-acoes-de-conscientizacao-e-publicacao-de-dados-epidemiologicos. MAYA, G. D. Embriologia Humana. 5. ed. Sao Paulo: Atheneu, 2002 SIMONI, R. Z.; COUTO, E.; BARINI, R.; HENRICH-MOÇOUÇAH, J.; BRAGANÇA, W. O.; COUTO, E. R.; BIZZACHI, J. M. A. Malformações do sistema nervoso central e a presença da mutação C677T-MTHFR no sangue fetal. Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas. Revista Brasileira Ginecologia Obstétrica. v. 35, n. 10, p. 436-441, 2013. |
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