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| INTERAÇÃO ENTRE MULTIPLOS FARMACOS EM RUMINANTES: RISCOS DA POLIFARMACIA EM BOVINOS DE LEITE E CORTE - UMA REVISÃO DE LITERATURA | |
| 1ANA LUIZA DE ANDRADE GATTI, 2ANA JULIA SAMPAIO, 3YASMIN GABRIELE ALVES RODRIGUES, 4CAROLINA QUIRINO AMORIM, 5MARIA TEREZA DE SOUZA GONÇALVES, 6LORRAYNE DE SOUZA ARAUJO MARTINS MOTTA | |
| 1Discente do curso de Medicina Veterinária, Universidade Estadual de Maringá, Campus Umuarama 2Discente do curso de Medicina Veterinária, Universidade Estadual de Maringá, Campus Umuarama 3Discente do curso de Medicina Veterinária, Universidade Estadual de Maringá, Campus Umuarama 4Discente do curso de Medicina Veterinária, Universidade Estadual de Maringá, Campus Umuarama 5Discente do curso de Medicina Veterinária, Universidade Estadual de Maringá, Campus Umuarama 6Docente do curso de Medicina Veterinária, Universidade Estadual de Maringá. |
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| Introdução:O uso de medicamentos em ruminantes é prática essencial para a manutenção da saúde e da produtividade, sobretudo em sistemas intensivos de produção de leite e carne. Antimicrobianos, anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), antiparasitários e aditivos alimentares estão entre os fármacos mais empregados na rotina veterinária. Contudo, a associação de diferentes substâncias pode resultar em polifarmácia ou polimedicação, definida como a utilização simultânea de múltiplos fármacos em um mesmo animal ou rebanho (CONSTABLE et al., 2017). Essa prática eleva o risco de interações medicamentosas, efeitos adversos e toxicidade, além de favorecer a presença de resíduos em produtos de origem animal e a resistência antimicrobiana, configurando um problema que extrapola a saúde animal e impacta a saúde pública (DAI et al., 2025). Nesse contexto, torna-se fundamental compreender os riscos da polifarmácia em bovinos de leite e corte, caracterizando seus efeitos e discutindo alternativas de manejo racional/doença. Objetivo: Este trabalho tem como objetivo revisar a literatura presente sobre a polifarmácia em ruminantes, tendo sido consultdos tres literaturas com ênfase em bovinos de leite e corte, para ressaltar os riscos associados às interações medicamentosas, toxicidade, impactos produtivos e implicações para a saúde pública. Desenvolvimento: A polifarmácia em ruminantes ocorre principalmente devido à elevada incidência de enfermidades multifatoriais, como mastite, pneumonia e parasitoses, que demandam protocolos terapêuticos complexos (MESFIN et al., 2024). Entre os fármacos mais empregados destacam-se os antibióticos, como oxitetraciclina e enrofloxacina; os AINEs, como flunixin meglumine e meloxicam; e antiparasitários, como a ivermectina. Quando administrados em associação, esses compostos podem interagir de forma sinérgica ou antagônica, resultando em desequilíbrios metabólicos e efeitos tóxicos (CONSTABLE et al., 2017). Um exemplo clássico envolve o uso simultâneo de antibióticos e AINEs, que pode potencializar efeitos nefrotóxicos e hepatotóxicos em bovinos, sobretudo em animais debilitados ou desidratados. Já a combinação de ionóforos, como monensina, com macrolídeos, como tilosina, aumenta o risco de intoxicações agudas pelo efeito aditivo sobre a musculatura cardíaca (RIVIERE; PAPICH, 2018). Além disso, a administração conjunta de antiparasitários organofosforados e avermectinas pode desencadear neurotoxicidade, especialmente em pequenos ruminantes (GUPTA, 2012). As consequências da polifarmácia em bovinos incluem distúrbios clínicos, redução no ganho de peso, queda na produção de leite e, em casos graves, mortalidade. Em nível de rebanho, isso gera prejuízos econômicos significativos e compromete o bem-estar animal (GUPTA, 2012). Outro aspecto crítico é a presença de resíduos de fármacos em carne e leite, que, além de oferecer riscos ao consumidor, intensifica a problemática da resistência antimicrobiana, considerada uma das maiores ameaças à saúde global pela Organização Mundial da Saúde (WHO, 2019). Assim, o manejo racional do uso de medicamentos em ruminantes torna-se fundamental. Portanto, estratégias como diagnóstico preciso antes da intervenção, uso de protocolos terapêuticos validados, respeito aos intervalos de carência e implementação de programas de farmacovigilância veterinária reduzem os riscos da polifarmácia. Além disso, a educação continuada de médicos-veterinários e produtores é essencial para mitigar impactos adversos (CONSTABLE et al., 2017; MESFIN et al., 2024). Conclusão: A polifarmácia em bovinos de leite e corte é uma prática recorrente, mas associada a riscos relevantes para a saúde animal e pública. As interações medicamentosas podem gerar toxicidade, redução da produtividade e resíduos em alimentos de origem animal, comprometendo a segurança alimentar. Assim, o uso racional de fármacos, aliado à conscientização de profissionais e produtores, é essencial para garantir a sustentabilidade da pecuária e mitigar os impactos negativos da polifarmácia. |
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| Referências: CONSTABLE, P. D.; HINCHCLIFF, K. W.; DONE, S. H.; GRÜNBERG, W. Veterinary Medicine: A Textbook of the Diseases of Cattle, Horses, Sheep, Pigs and Goats. 11. ed. Elsevier, 2017. p. 161-163; 174-176; 188-190. DAI, Q.; TANG, S.; DAI, C. Recent advances in pretreatment methods and detection techniques for veterinary drug residues in animal-derived foods. Metabolites, v. 15, n. 4, p. 233, 28 mar. 2025. GUPTA, R. C. Veterinary Toxicology: Basic and Clinical Principles. 2. ed. Academic Press, 2012. p. 379-382; 401-403. MESFIN, Y. M.; MITIKU, B. A.; TAMRAT ADMASU, H. Veterinary drug residues in food products of animal origin and their public health consequences: a review. Veterinary Medicine and Science, v. 10, n. 6, e70049, nov. 2024. RIVIERE, J. E.; PAPICH, M. G. Veterinary Pharmacology and Therapeutics. 10. ed. Wiley-Blackwell, 2018. p. 1332-1335; 1420-1424. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Antimicrobial resistance: global report on surveillance. Geneva: WHO, 2019. |
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