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| DESEMPENHO MOTOR DE IDOSOS PRATICANTES DE EXERCÍCIO FÍSICO: CORRELAÇÃO ENTRE FLEXIBILIDADE E AGILIDADE/EQUILÍBRIO DINÂMICO | |
| 1EMANUEL EDUARDO CORDAÇO, 2MAYARA KÁSSIA EBBRES, 3PAULO SERGIO THUMS, 4MARIANE BORGES ROSCH, 5FERNANDO ROSCH DE FARIA | |
| 1Acadêmico do PIC/UNIPAR 2Acadêmica do PIC/UNIPAR 3Acadêmico do PIC/UNIPAR 4Docente da UNIPAR 5Docente da UNIPAR |
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| Introdução: O envelhecimento é um processo fisiológico natural, influenciado por fatores físicos, psicológicos e sociais, que resulta no declínio progressivo da capacidade funcional. Esse processo envolve a redução de componentes aeróbicos, anaeróbicos, flexibilidade, da agilidade e do equilíbrio (Corrao et al., 2024), sendo frequentemente acentuado pela inatividade física (Shur, et al., 2021). Alterações nestas capacidades comprometem a autonomia do idoso, ocasionando em dificuldades em atividades cotidianas, como amarrar os sapatos, andar, desviar-se de pessoas, alcançar objetos e aumentar principalmente o risco de quedas (Fidelis, Patrizzi e Walsh, 2013). Nesse contexto, a prática regular de exercício físico contribui não apenas para a manutenção, mas também para a melhoria das capacidades funcionais, favorecendo o bem-estar e qualidade de vida da população idosa (Manning et al., 2024). Visto a importância dessas capacidades para autonomia funcional, torna-se relevante investigar a relação entre a flexibilidade com a agilidade/equilíbrio dinâmico. Objetivo: Investigar a relação entre a flexibilidade com a agilidade/equilíbrio dinâmico em idosos praticantes de exercício físico. Materiais e métodos: O estudo foi desenvolvido com 220 idosos (180 do sexo feminino e 40 do sexo masculino), acima de 60 anos, praticantes de hidroginástica, Pilates e ginástica, pertencentes a um Centro de Revitalização da Terceira Idade (CERTI) na cidade de Toledo-Pr, com frequência semanal de dois dias em sessões de 45 minutos. A flexibilidade foi avaliada através do teste de sentar e alcançar utilizando o Banco de Wells, foram realizadas duas tentativas, considerando-se o melhor resultado, com classificação segundo Ribeiro et al., (2010). A Agilidade/equilíbrio dinâmico foi avaliado através do teste de levantar e caminhar cronometrado (Timed to up and Go), foram realizadas duas tentativas e registrado o melhor escore, com classificação segundo Rikli e Jones (2013). Para a correlação foi utilizado o teste de spearman com significância de p≤ 0,05. O estudo faz parte do programa de Iniciação Científica da UNIPAR, do projeto de pesquisa CAAE: 67571123.0.0000.0109 e parecer nº 6.697.402. Resultados: Os resultados mostram que o grupo apresenta média de idade 69,6±5,8 anos e IMC de 29,1±4,7 kg/m² (sobrepeso). Para o teste de flexibilidade (sentar e alcançar), o grupo obteve o desempenho de 23,2±8,1 centímetros, classificado como na média, já no teste de agilidade (Timed to up and Go) 5,9±1,8 segundos, considerado fraco. No que se refere a relação entre os testes, foi encontrada correlação fraca e negativa (r= -0,202 p=0,003). Discussão: Os resultados evidenciam uma relação fraca entre a flexibilidade e agilidade em idosos praticantes de exercícios físicos, o que sugere que baixos níveis de flexibilidade podem influenciar no desempenho da agilidade, mas não é o principal determinante. Outros fatores podem ser impactantes, como força e potência muscular, capacidade cardiorrespiratória, equilíbrio e velocidade da marcha (Coelho-Junior et al, 2018; Lichtenstein et al., 2023). Deste modo ressalta-se a necessidade de desenvolvimento de programas de exercícios físicos que combine o treinamento da flexibilidade com outras capacidades físicas, de forma integrada, visando não apenas melhorar o desempenho motor, mas também reduzir o risco de quedas e preservar a autonomia funcional (Sobrinho et al., 2021). Conclusão: Os achados demonstram correlação fraca entre a flexibilidade e agilidade/equilíbrio dinâmico. Esses resultados indicam que, embora a flexibilidade possa influenciar no desempenho da agilidade, esta não é o principal determinante, sendo necessário considerar outros fatores que também podem interferir no desempenho. Dessa forma, destaca-se a importância da prática regular e organizada de exercícios físicos multicomponentes, que integrem o desenvolvimento da flexibilidade com outras capacidades físicas, reduzindo assim os riscos e melhorando a qualidade de vida do grupo. |
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| Referências: CORRAO, Salvatore et al. Ageing, clinical complexity, and exercise therapy: a multidimensional approach. Frontiers in Sports and Active Living, v. 6, p. 1422222, 2024. COELHO-JUNIOR, Hélio José et al. The physical capabilities underlying timed “Up and Go” test are time-dependent in community-dwelling older women. Experimental gerontology, v. 104, p. 138-146, 2018. FIDELIS, Luiza Teixeira; PATRIZZI, Lislei Jorge; WALSH, Isabel Aparecida Porcatti de. Influência da prática de exercícios físicos sobre a flexibilidade, força muscular manual e mobilidade funcional em idosos. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, v. 16, p. 109-116, 2013. LICHTENSTEIN, Eric et al. Agility training to integratively promote neuromuscular, cardiorespiratory and cognitive function in healthy older adults: a one-year randomized-controlled trial. European Review of Aging and Physical Activity, v. 20, n. 1, p. 21, 2023. MANNING, Kenneth M. et al. Longitudinal analysis of physical function in older adults: The effects of physical inactivity and exercise training. Aging Cell, v. 23, n. 1, p. e13987, 2024. RIBEIRO, Cibele Calvi Anic; ABAD, Cesar Cavinato Cal; BARROS, Ronaldo Vilela; BARROS NETO, Turibio Leite. Nível de flexibilidade obtida pelo teste de sentar e alcançar a partir de estudo realizado na Grande São Paulo. Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano, [S. l.], v. 12, n. 6, p. 415–421, 2010. RIKLI, Roberta E.; JONES, C. Jessie. Senior Fitness test manual. 2nd. ed. [s.l.] : Human Kinetics, 2013. SHUR, N. F. et al. Age-related changes in muscle architecture and metabolism in humans: The likely contribution of physical inactivity to age-related functional decline. Ageing Research Reviews, v. 68, p. 101344, 2021. SOBRINHO, Andressa Crystine da Silva et al. Stretching and multicomponent training to functional capacities of older women: A randomized study. International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 19, n. 1, p. 27, 2021. |
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