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| ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO E FATORES ASSOCIADOS NO CONTEXTO HOSPITALAR | |
| 1BEATRIZ CARNIEL, 2KENDELLY CAROLINE CAPELIN, 3AGHATA POSSATTO, 4GÉSSICA PAULA BATTISTI, 5MAYELI THAIS FERNANDES VIEIRA, 6LEDIANA DALLA COSTA | |
| 1Acadêmico do PIC/UNIPAR 2Acadêmico do Curso de Enfermagem/Universidade Paranaense – Unidade de Francisco Beltrão. 3Acadêmica do Curso de Enfermagem/Universidade Paranaense – Unidade de Francisco Beltrão. 4Acadêmico do Curso de Enfermagem/Universidade Paranaense – Unidade de Francisco Beltrão 5Enfermeira Residente em Urgência e Emergência 6Docente do departamento de Enfermagem UNIPAR |
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| Introdução: O Aleitamento Materno Exclusivo (AME) constitui a melhor e mais eficiente fonte de nutrição para o lactente e é definido pela oferta apenas do leite materno à criança, direto da mama ou ordenhado (Santos et al., 2022). Favorece o vínculo inicial entre mãe e bebê, com repercussões no desenvolvimento e na saúde da criança a curto e longo prazo. É considerado a estratégia isolada que mais previne mortes infantis mundialmente e promove saúde à nutriz (Faria et al., 2023). Fatores associados ao desmame precoce, assistência puerperal realizada nos serviços de saúde, seja hospitalar ou ambulatorial, objetivam evitar e diminuir o desmame precoce, orientadas sobre o conhecimento da amamentação pelos profissionais de saúde no ambiente hospitalar (Seraphim; Manhabusque, 2024). Objetivo: Verificar o perfil de aleitamento materno exclusivo e fatores associados no contexto hospitalar. Metodologia: Pesquisa de campo, exploratória-descritiva, com abordagem quantitativa, desenvolvida em duas maternidades de referência de risco habitual, intermediário e alto risco. Participaram da pesquisa 305 puérperas. Os dados foram coletados por questionário com as seguintes variáveis sociodemográficas (idade, cor, escolaridade, renda familiar, estado civil, atividade remunerada), os dados obstétricos e do pré-natal (histórico gestacional, planejamento gestacional, número de consultas, plano de parto, grupo de gestantes, via de parto, tipo de hospital, orientação sobre aleitamento no pré-natal, profissional que orientou), além dos conhecimentos específicos sobre o aleitamento materno intra-hospitalar (tipo de aleitamento ao nascer, se amamentou logo após o nascimento, se o primeiro contato foi doloroso, se estão/pretendem amamentar em livre demanda e se forneceu bico/chupeta). A pesquisa foi submetida à análise do Comitê de Ética em Pesquisas com Seres Humanos (CEPEH), da Universidade Paranaense (UNIPAR), conforme Certificado de Apresentação de Apreciação Ética (CAAE) n.º 83174924.8.0000.0109. Resultados: A amostra analisada neste trabalho foi de 305 puérperas em internamento do pós-parto imediato, em que se observou que 61,0% tinham entre 18 e 29 anos de idade, 62,3% eram mulheres brancas, 54,4% possuíam entre 9 e 12 anos de escolaridade e 47,5% declararam estar em uma união estável. Quando questionadas sobre aleitamento materno, 49,5% alegaram estar amamentando de forma exclusiva e em livre demanda (88,5%), 75,1% não amamentaram logo após o nascimento, 75,7% não relataram dor durante o primeiro contato com a amamentação e 74,1% negaram ter oferecido chupeta ao bebê. Discussão: De acordo com o Ministério da Saúde (MS), o leite materno possui propriedades imunológicas, antimicrobianas e anti-inflamatórias que reduzem chances de quadros de diarreia e alergias da criança, e de hipertensão arterial, obesidade e diabetes no futuro (Faria et al., 2023). É de suma importância que as mulheres tenham suporte familiar, participem de atividades educativas sobre a importância do aleitamento materno, estimulando a proteção e dando apoio à continuidade dessa prática (Barbosa; Vasconcelos; Gomes, 2020). A educação em saúde feita pelo enfermeiro poderá ser realizada durante as consultas de pré-natal ou após o nascimento do bebê. É de grande importância essas orientações dadas a essas mulheres nesse período, principalmente ainda na gestação, para preparar essa mulher a lidar com certas situações físicas e emocionais, que assim prejudicam o aleitamento materno, como modo evitar possíveis fissuras, ingurgitamento e tantos outros problemas que a amamentação não bem orientada pode trazer, porquanto a dor nas mamas é um dos problemas na amamentação que ocasiona desmame precoce (Lopes et al., 2020). Dentre mães que interromperam precocemente o aleitamento materno exclusivo, 97,3% delas realizaram o pré-natal e, destas, 76,7% se submeteram a seis ou mais consultas. Durante o pré-natal, a maior parcela de mães não recebeu orientações sobre amamentação (52,1%), acerca do posicionamento adequado da criança para ser amamentada (52,8%) e quanto aos cuidados que deveriam ter com as mamas (68,5%). Além disso, 44% das mães não receberam visitas da equipe de lactação durante a internação na maternidade (Pinheiro Barbosa; Conceição, 2020). Quando interrogadas se participaram de grupo de gestante durante o pré-natal, 234 (76,7%) informaram que não. A participação em grupos de apoio, durante a gestação, é essencial, pois garante que as dúvidas referentes ao aleitamento materno sejam sanadas, como a pega correta e a duração das mamadas, além de contribuir desmistificando mitos e tabus que interferem nos desfechos positivos da amamentação (Costa et al., 2025). Conclusão: Evidencia-se a relevância do aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, uma vez que este assegura a adequada nutrição do lactente, contribui para prevenção de complicações e infecções, reduz o risco de intercorrências no período pós-parto para a mãe e favorece o fortalecimento do vínculo afetivo entre mãe e filho. |
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| Referências: BARBOSA, D. J.; VASCONCELOS, T. C.; GOMES, M. P. Fatores que interferem no aleitamento materno exclusivo durante os primeiros seis meses de vida do bebê. Revista Pró-UniverSUS, [S.l.], v. 11, n. 1, p. 80–87, 2020. DOI: https://doi.org/10.21727/rpu.v11i1.2208. COSTA, L. D. .; POSSATTO, A. .; BATTISTI, G. P. .; VIEIRA, M. T. F. . Aleitamento materno: fatores associados e impactos da assistência. Revista Recien - Revista Científica de Enfermagem, [S. l.], v. 15, n. 43, p. 257–267, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.24276/rrecien2025.15.43.257. Acesso em: 26 ago. 2025. FARIA, E. R.; SILVA, D. D. F.; PASSBERG, L. Z. Fatores relacionados ao aleitamento materno exclusivo no contexto da Atenção Primária à Saúde. CoDAS, [S.l.], v. 35, n. 5, p. e20210163, 2023. LOPES, A. A. et al. Percepção das puérperas acerca das orientações de enfermagem quanto ao aleitamento materno / Perception of pregnant women about nursing guidelines regarding breastfeeding. Brazilian Journal of Development, [S. l.], v. 6, n. 7, p. 50581–50596, 2020. DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n7-636. PINHEIRO BARBOSA, K. I.; CONCEIÇÃO, S. I. O. Factores sociodemográficos maternos asociados con la lactancia materna exclusiva. Revista Cuidarte, [S.l.], v. 11, n. 1, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.15649/cuidarte.811. Acesso em: 22 ago. 2025. SANTOS, I. et al. Benefícios do aleitamento materno exclusivo durante os primeiros meses de vida do recém-nascido. Residência Pediátrica, [S.l.], v. 12, n. 4, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2022.v12n4-773. Acesso em: 21 ago. 2025. SERAPHIM, J.; MANHABUSQUE, K. Exclusive Breastfeeding and Early Weaning. Residência Pediátrica, v. 14, n. 4, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2024.v14n4-1171. Acesso em 21 de Ago. 2025. |
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