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| LASERTERAPIA NO TRATAMENTO DE MUCOSITE ORAL | |
| 1AMANDA TOLOTTO VALOTO, 2ANNA LUIZA ROGERIO ALMEIDA, 3MARYA EDUARDA LEMOS SANTOS, 4RENAN IZIDORO DE OLIVEIRA, 5GISELLE GIOVANNA DO COUTO DE OLIVEIRA , 6DANIELA DE CASSIA FAGLIONI B CERANTO | |
| 1Acadêmica do Curso de Odontologia, PIC/UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Odontologia da UNIPAR 4Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 5Docente do Instituto Federal do Paraná - Campus Umuarama 6Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A mucosite oral é um dos efeitos colaterais mais comuns decorrentes da quimioterapia e da radioterapia. Essa inflamação provoca lesões eritematosas que, conforme progridem, evoluem para ulcerações, podendo apresentar uma pseudomembrana fibrosa branca. Essas lesões podem causar dor, disfagia, dificuldades na higiene oral e prejuízos nutricionais. A mucosite oral apresenta manifestações clínicas acentuadas, quando ocorre a associação da quimioterapia à radioterapia, as úlceras são frequentemente limitadas à superfície não queratinizada, como a mucosa bucal e palato mole, e surgem dentro de duas semanas após início do tratamento com quimioterápicos (Spezzia, 2016). A laserterapia de baixa intensidade, também denominada fotobiomodulação, é uma abordagem terapêutica utilizada para o tratamento de feridas, lesões de tecidos moles e processos inflamatórios. Sua aplicação no manejo da mucosite tem demonstrado resultados positivos do ponto de vista clínico e funcional (Araújo, et al, 2018). Objetivo: Apresentar, por meio de revisão bibliográfica narrativa, a utilização de laserterapia no tratamento de mucosite oral em pacientes oncológicos. Foram selecionados artigos publicados a partir de 2016 nas bases PubMed, SciELO e Google Acadêmico, utilizando os descritores: mucosite oral, laserterapia, radioterapia e lesões bucais. Desenvolvimento: Atualmente o câncer de cabeça e pescoço é o quinto tipo de neoplasia mais frequente no Brasil, com maior prevalência entre os homens. Fatores como etilismo, tabagismo e infecção pelo papiloma vírus humano (HPV) aumentam o risco de desenvolvimento dessa neoplasia. Pacientes submetidos a tratamentos antineoplásicos (radioterapia e quimioterapia) apresentam uma maior frequência de mucosite oral, devido às alterações celulares induzidas pela terapia. Inicialmente assintomática, a mucosite pode evoluir para lesões eritematosas ulceradas, provocando dor intensa, dificuldade para falar e se alimentar, e até interrupção do tratamento oncológico (Alves, 2021). As lesões tendem a desaparecer sem cicatrizes, exceto complicadas por infecção grave ou xerostomia. A severidade está relacionada ao tipo de neoplasia, ao esquema terapêutico, aos fármacos utilizados e à presença de infecções associadas. Entre as drogas com maior potencial para desencadear mucosite destacam-se metotrexato, fluoruracila e associações como fluoridina e mitomicina (Araújo et al., 2018). A laserterapia em pacientes oncológicos com mucosite oral tem demonstrado benefícios significativos, reduzindo a severidade das lesões, acelerando a cicatrização e melhorando a qualidade de vida. O efeito terapêutico decorre da estimulação da atividade celular, com liberação de fatores de crescimento por macrófagos, proliferação de queratinócitos e aumento da angiogênese (De Oliveira; Santos, 2025). A fotobiomodulação pode ser utilizada isoladamente ou em associação a outras abordagens, promovendo alívio da dor e regeneração tecidual (Araújo et al., 2018; De Oliveira; Santos, 2025). Além disso, a estimulação mitocondrial induz efeitos anti-inflamatórios, analgésicos e cicatrizantes, favorecendo proliferação epitelial e síntese de colágeno e elastina (Reolon et al., 2017). Conclusão: A mucosite oral compromete não apenas a saúde bucal, mas também a qualidade de vida do paciente oncológico. A laserterapia apresenta papel relevante no manejo dessa condição, proporcionando alívio da dor, aceleração da cicatrização e recuperação funcional, evidenciando a importância do cirurgião-dentista na equipe multidisciplinar de cuidados oncológicos. |
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| Referências: ALVES, C. Z. F. Laserterapia na prevenção e tratamento da mucosite oral em pacientes oncológicos: revisão de literatura. São Luís: Centro Universitário UNDB, 2021. Link: http://repositorio.undb.edu.br/jspui/handle/areas/479 ARAÚJO, B. A., et al. O impacto da laserterapia na mucosite oral. Revista Uningá, v. 55, n. S3, p. 39-46, 2018. DE OLIVEIRA, M. A.; DE PAULA SANTOS, P. Laserterapia aplicada em pacientes oncológicos com mucosite oral. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 11, n. 4, p. 789-800, 2025. REOLON, L. Z. et al. Impacto da laserterapia na qualidade de vida de pacientes oncológicos portadores de mucosite oral. Revista de Odontologia da UNESP, v. 46, n. 1, p. 19-27, 2017. SPEZZIA, S.. Mucosite oral. Journal of oral investigations, v. 4, n. 1, p. 14-18, 2016. |
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