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| IMPACTO DO RETORNO AO TRABALHO DURANTE O ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO | |
| 1KENDELLY CAROLINE CAPELIN, 2BEATRIZ CARNIEL, 3AGHATA POSSATTO, 4GESSICA PAULA BATTISTI, 5MAYELI THAIS FERNANDES VIEIRA, 6LEDIANA DALLA COSTA | |
| 1Acadêmico do Curso de Enfermagem/Universidade Paranaense – Unidade de Francisco Beltrão. 2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 5Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 6Docente do departamento de Enfermagem UNIPAR |
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| Introdução: O aleitamento materno traz benefícios à saúde da criança e da mãe, sendo recomendada a amamentação exclusiva até o sexto mês de vida da criança, e complementada com outros alimentos até os dois anos ou mais (Almeida et al., 2022). Entretanto, as mulheres que trabalham fora de casa tendem a introduzir a mamadeira precocemente, uma vez que o retorno ao trabalho contribui para a redução da produção de leite materno, decorrente da interrupção da rotina de mamadas e da introdução de leites artificiais (Almeida et al., 2022). A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) garante à mulher trabalhadora direito à licença-maternidade de 120 dias, sem prejuízo do emprego e do salário, e, durante a jornada de trabalho, a dois descansos especiais, de meia hora cada um, até que o filho complete seis meses de idade (Nardi et al., 2020). Objetivo: Analisar a influência do retorno ao trabalho materno na manutenção do aleitamento materno exclusivo. Métodos: Pesquisa de campo, exploratória-descritiva, com abordagem quantitativa, desenvolvida em duas maternidades de referência para gestantes de risco habitual, intermediário e alto. Participaram da pesquisa 305 puérperas. Os dados foram coletados por questionário, com as seguintes variáveis sociodemográficas: idade; cor; escolaridade; renda familiar; estado civil; atividade remunerada; os dados obstétricos e do pré-natal: histórico gestacional; planejamento gestacional; número de consultas; plano de parto; grupo de gestantes; via de parto; tipo de hospital; orientação sobre aleitamento no pré-natal; profissional que orientou; além dos conhecimentos específicos sobre o aleitamento materno intra-hospitalar; tipo de aleitamento ao nascer; se amamentou logo após o nascimento; se o primeiro contato foi doloroso; se estão/pretendem amamentar em livre demanda e se forneceu bico/chupeta. A pesquisa foi submetida à análise do Comitê de Ética em Pesquisas com Seres Humanos (CEPEH), da Universidade Paranaense (UNIPAR), conforme Certificado de Apresentação de Apreciação Ética (CAAE) n.º 83174924.8.0000.0109. Resultados: A amostra analisada neste trabalho foi de 305 puérperas durante internamento no pós-parto imediato, em que se observou que 61,0% tinham entre 18 e 29 anos de idade, 62,3% eram mulheres brancas, 54,4% possuíam entre 9 e 12 anos de escolaridade e 47,5% declararam estar em união estável. Quando questionadas sobre atividade remunerada, 61,6% afirmaram ter um meio de remuneração e 48,2% alegaram ter a renda mensal < 3 salários-mínimos. Discussão: Estudo realizado em Nebraska, EUA, sugeriu que o apoio ao aleitamento materno no ambiente de trabalho é fundamental para elevar os índices de amamentação entre as trabalhadoras. Observou-se que a maioria das mulheres que se sentiram apoiadas pelos empregadores conseguiu manter o desejo de continuar amamentando, vivenciando, de forma mais satisfatória, o retorno às atividades laborais (Almeida et al., 2022). "Destaca-se, ainda, o medo ou a tristeza pela diminuição do vínculo e da dependência do filho. O contato entre mãe e filho na amamentação é um processo de profunda interação com a criança, gera fortalecimento da autoconfiança e traz satisfação à mulher. Assim, esse receio representa um fator subjetivo que impacta negativamente a saúde mental da mulher trabalhadora que amamenta" (Santos; Ribeiro, 2024). Outra barreira estrutural identificada foi a ausência de local para ordenha e armazenamento do leite. No Brasil, as salas de apoio à amamentação para a mulher trabalhadora devem seguir normas técnicas especificadas pelo Ministério da Saúde (Santos; Ribeiro, 2024). A legislação brasileira garante às mulheres contribuintes da Previdência Social o benefício da licença maternidade, intervalos ao longo da jornada de trabalho, além da existência de creche e salas de apoio à amamentação no local de trabalho (Faria; Silva; Passberg, 2023). De acordo com revisão integrativa, composta por 43 artigos publicados entre 2017 e 2022, denotou que o trabalho externo é considerado um dos principais fatores que influenciam a desistência do AME, devido à dificuldade encontrada pelas mães no momento de retorno ao trabalho, após licença maternidade (Costa et al., 2025). Estudo realizado com 150 lactantes evidenciou que a maior parte das mães com renda familiar maior que três salários mínimos, estava em AME, enquanto a maioria das mães, com renda abaixo de dois salários mínimos, estava em aleitamento misto ou parcial (Costa et al., 2025). Conclusão: Evidencia-se a relevância do aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, embora se observe a dificuldade de muitas mães em manter essa prática, diante do retorno às atividades laborais. Nesse contexto, as instituições empregadoras assumem papel essencial, ao oferecer suporte às mulheres trabalhadoras, mediante a implementação de adaptações no ambiente de trabalho que favoreçam a continuidade do aleitamento materno. Essas medidas permitem que os lactentes continuem usufruindo dos benefícios dessa prática, ao mesmo tempo em que promovem vantagens significativas para as próprias mães. |
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| Referências: ALMEIDA, Lourdes Maria Nunes et al. A influência do retorno ao trabalho no aleitamento materno de trabalhadoras da enfermagem. Escola Anna Nery, Rio de Janeiro, v. 26, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2177-9465-EAN-2021-0183. Acesso em: 21 ago. 2025. COSTA, Lediana Dalla et al. Aleitamento materno: fatores associados e impactos da assistência. Revista Recien - Revista Científica de Enfermagem, [S.l.], v. 15, n. 43, p. 257–267, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.24276/rrecien2025.15.43.257. Acesso em: 26 ago. 2025. FARIA, Evelise Rigoni de; SILVA, Daniel Demétrio Faustino da; PASSBERG, Luísa Zadra. Factors related to exclusive breastfeeding in the context of Primary Health Care. CoDAS, [S.l.], v. 35, n. 5, p. e20210163, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2317-1782/20232021163pt. Acesso em: 26 ago. 2025. NARDI, Adriana Lüdke et al. Impacto dos aspectos institucionais no aleitamento materno em mulheres trabalhadoras: uma revisão sistemática. Ciencia & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 25, n. 4, p. 1445–1462, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-81232020254.20382018. Acesso em: 21 ago. 2025. SANTOS, Cristiane Benjamim; RIBEIRO, Patrícia Emanuele da Cruz Dias. Amamentação e retorno ao trabalho formal: Vivências e perspectivas de trabalhadoras do Distrito Federal. Trabalho (En)Cena, [S.l.], v. 9, n. Contínuo, p. e024018, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.20873/2526-1487e024018. Acesso em: 26 ago. 2025. |
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