GESTÃO SUSTENTÁVEL EM EMPRESAS: ESTRATÉGIAS ADMINISTRATIVAS PARA A REDUÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS  
1LUCCAS FARIAS PUGLIESI, 2ELIZANGELA MARIA MENEGASSI DE LIMA
1Acadêmico do curso de Administração da UNIPAR
2Docente da UNIPAR
Introdução: A crescente conscientização ambiental, aliada às exigências regulatórias e às expectativas de stakeholders, impõe às empresas a adoção de práticas de gestão sustentável. Essa abordagem busca reduzir impactos socioambientais sem comprometer a eficiência operacional e a viabilidade econômica. De acordo com Dias (2011), a sustentabilidade empresarial vai além da conformidade legal, exigindo a integração das dimensões social, ambiental e econômica como parte da estratégia organizacional. Nesse contexto, a gestão sustentável assume papel central, especialmente em setores com potencial significativo de impacto.
Objetivo: Analisar os principais desafios enfrentados por empresas na implementação de práticas de gestão sustentável, identificar as barreiras culturais, operacionais e financeiras, e propor recomendações administrativas fundamentadas em evidências bibliográficas recentes.
Desenvolvimento: A mensuração da sustentabilidade por meio de indicadores ESG tem sido tema de revisões sistemáticas recentes, evidenciando que esses indicadores auxiliam no alinhamento entre desempenho econômico, social e ambiental (Belizário; Ávila, 2024). Um estudo realizado por Da Silva e Carvalho (2024) conclui que, para que tais práticas sejam eficazes, é essencial que empresas definam metas claras, implementem métricas confiáveis e estabeleçam mecanismos de monitoramento contínuo. A análise bibliométrica conduzida por Amaral; Willerding e Lapolli (2023) mostra crescimento expressivo da literatura sobre sustentabilidade organizacional e práticas ESG nos últimos anos, reforçando que há uma demanda acadêmica e de mercado por modelos de gestão mais sustentáveis. Outro desafio importante refere-se à cultura organizacional: resistências internas, falta de envolvimento dos colaboradores e escassez de formação adequada podem dificultar a adoção de práticas sustentáveis. Ademais, há barreiras financeiras iniciais, especialmente nos custos de implantação de tecnologias limpas, no reuso de água e na gestão de resíduos. Práticas inovadoras são apontadas como caminho viável; por exemplo, a reutilização de água como estratégia para eficiência de recursos, além da governança integrada que assegure transparência e responsabilidade social (Pereira et al., 2025). A bibliometria também indica que mercados mais maduros demandam não só relatórios ESG mas comprovação de impacto, ou seja, a sustentabilidade não pode mais ser apenas ficção ou marketing (Teixeira; Carvalho; Rosa, 2024). Assim, práticas sustentáveis implicam revisão estratégica, inovação e forte engajamento dos stakeholders.
Conclusão:  Os esforços das empresas para implementar gestão sustentável enfrentam desafios significativos em termos culturais, operacionais e financeiros. Superar resistências internas, definir métricas claras, investir em tecnologias limpas e promover transparência são atividades centrais para tornar a sustentabilidade parte da estratégia organizacional. A prática sustentável exige planejamento estratégico, engajamento e comprometimento, elementos essenciais para que os benefícios — como reputação fortalecida, eficiência de recursos e vantagem competitiva — se concretizem.
Referências:
AMARAL, Melissa Ribeiro do; WILLERDING, Inara Antunes Vieira; LAPOLLI, Édis Mafra. Sustentabilidade organizacional e práticas ESG: uma análise bibliométrica. Observatório de la Economía Latinoamericana, v. 22, n. 4, p. (s/p), 2023.
BELIZÁRIO, Ana Paula; ÁVILA, Lucas Veiga. Mensurando a sustentabilidade: uma revisão sistemática da literatura recente dos indicadores ESG na gestão de empresas, cidades e universidades. Revista de Gestão e Secretariado, v. 15, n. 8, e4036, 2024.
DA SILVA, A. C.; CARVALHO, F. de M. Relação entre práticas ESG e desempenho empresarial: uma revisão sistemática da literatura. Revista de Gestão e Secretariado, v. 15, n. 1, p. 1425–1456, 2024.
DIAS, R. Gestão ambiental: responsabilidade social e sustentabilidade. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2011.
PEREIRA, A. S.; PAVAN, F.; VELLOSO, L.; LIMA, M.; AYRIMORAES, S. Caminhos para o reúso de água no Brasil. Rio de Janeiro: LTC, 2025. ISBN 9788521639152. Disponível em: https://www.grupogen.com.br/e-book-caminhos-para-o-reuso-de-agua-no-brasil-ana-silvia-pereira-santos-frank-pavan-lilian-velloso-maira-lima-sergio-ayrimoraes-editora-ltc-9788521639152/. Acesso em: 24 set. 2025.
TEIXEIRA, F. S. R.; CARVALHO, L.; ROSA, A. A. S. Environmental, social and corporate governance (ESG): um estudo bibliométrico das práticas que influenciam no valor de mercado das empresas. Revista Catarinense da Ciência Contábil, v. 23, e3510, 2024. DOI: 10.16930/2237-7662-rccc-2024-3510. Disponível em: https://revista.crcsc.org.br/index.php/CRCSC/article/view/3510. Acesso em: 24 set. 2025.