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| ALTERAÇÕES MORFOLÓGICAS DE CÃES COM DIABETES MELLITUS: UMA REVISÃO | |
| 1BEATRIZ EVELYN DOS SANTOS EDUARDO, 2ANA GABRIELA SANTIAGO, 3DYANNI ANDOLFATO DE OLIVEIRA ROSA, 4JOÃO PAULO DE OLIVEIRA SOUZA, 5SERGIO PINTER GARCIA FILHO | |
| 1Discente do Departamento de Medicina Veterinária na Universidade Estadual de Maringá - Campus Umuarama, PR 2Discente do Departamento de Medicina Veterinária na Universidade Estadual de Maringá - Campus Umuarama, PR 3Discente do Departamento de Medicina Veterinária na Universidade Estadual de Maringá - Campus Umuarama, PR 4Discente do Departamento de Medicina Veterinária na Universidade Estadual de Maringá - Campus Umuarama, PR 5Docente do Departamento de Medicina Veterinária na Universidade Estadual de Maringá - Campus Umuarama, PR |
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| Introdução: A diabetes mellitus (DM) é uma doença endócrina muito importante na clínica de pequenos animais. Em cães, é uma das doenças mais frequentes, principalmente quando a idade é superior a sete anos e quando obesos, tendo uma prevalência estimada em 0,5% a 2% (Souza, 2023). A causa da doença pode ser por genética ou resistência à insulina, tendo como outros fatores iniciais: infecção, mecanismos imunomediados, medicamentos antagonistas à insulina e até pancreatite, resultando na perda de células β-pancreáticas (Piaia, 2024). É uma doença com evolução rápida, causando uma redução da qualidade de vida dos cães devido suas alterações no organismo, além de ter alta taxa de morbidade e mortalidade, sendo essencial identificar as alterações morfológicas que ocorrem nesses animais, para assim trata-los com antecedência e da melhor forma (Massari et al., 2022). Objetivo: O presente trabalho tem como objetivo realizar uma revisão de literatura evidenciando as modificações morfológicas que surgem no organismo dos cães em decorrência da diabetes mellitus. Desenvolvimento: A diabetes mellitus (DM) é uma endocrinopatia causada pela deficiência parcial e/ou total do hormônio insulina produzido pelo pâncreas (Fontes et al., 2023). O cão DM tipo 1, ou insulino-dependente, tem suas células β-pancreáticas destruídas, com uma perda progressiva ou completa da secreção do hormônio insulina. Já quando DM tipo 2 ou não insulino-dependente, os tecidos periféricos serão resistentes à insulina, ou até possuir uma insuficiência das células β produzi-la e secretá-la (Batista et al., 2021). Na ausência de insulina secretada pelas células β-pancreáticas, a glicose é incapaz de entrar nas células dos tecidos adiposo e muscular esquelético. Devido a isso, o organismo mobiliza gordura dos adipócitos, sendo catabolizados e transformados em ácidos graxos, que por sua vez são transformados por oxidação hepática em acetilcoenzima A (Acetil-CoA), quando esta é acumulada, passa a ser convertida em corpos cetônicos que são comuns em pacientes com DM. Ainda, haverá uma maior secreção de glucagon pelo pâncreas, levando a gliconeogênese hepática (Di Bernardo, 2023). Os processos de formação de glicose no fígado de cães com DM será acelerada, gerando glicose sanguínea em excesso, ocasionando hiperglicemia. Por essa glicose não ser filtrada corretamente resulta em glicosúria, impedindo a reabsorção de água pelo néfron, desencadeando poliúria e polidipsia, que quando não cuidada adequadamente pode levar a desidratação (Fontes et al., 2023). Nos olhos, a alta concentração de glicose no sangue pode levar à opacificação do cristalino, devido à glicosilação e oxidação de proteínas presentes nele, resultando no desenvolvimento de catarata (Souza, 2023). Tanto o DM1 como o DM2 estão associadas com quadro de inflamação crônica, em que inflamação ativa, destruição e reparação tecidual ocorrem simultaneamente, além de uma perfusão deficiente dificultando a cura de possíveis lesões cutâneas (Massari et al., 2022). A perda de peso se deve pela ativação de vias catabólicas, em busca de outras fontes de energia, uma vez que a glicose não está sendo utilizada corretamente pelas células (Dalmaso et al., 2021). Assim, como há ausência de insulina e a mesma tem por uma de suas funções regular o centro da saciedade, irá provocar polifagia (Fontes et al., 2023). Nos cães com DM, quando não há um diagnóstico precoce, ocorre perda de função das células β, além de cetoacidose diabética, isso devido ao fato do aumento dos corpos cetônicos para compensar a falta da glicose no sangue (Piaia, 2024). Conclusão: Sendo uma endocrinopatia comum na área de pequenos animais, a diabetes mellitus causa alterações morfológicas importantes no organismo dos cães, desde um emagrecimento progressivo, até uma cetoacidose diabética. Deste modo, entender os sinais que essas alterações manifestam é de extrema importância, para que desta forma possa minimizá-las e melhorar assim a qualidade de vida desses animais. |
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| Referências: BATISTA, K. A. et al. Fisiologia e histopatologia do pâncreas na diabetes mellitus canina: Revisão. PubVet, [S. l.], v. 15, n. 10, Out. 2021. Disponível em: https://doi.org/10.31533/pubvet.v15n10a946.1-11. Acesso em: 03 Set. 2025. DALMASO, G. R. et al. Diabetes mellitus em cães – estudo retrospectivo dos casos atendidos em hospital veterinário universitário, no período de 2017 a 2019. Ars Veterinaria, [S. l.], v. 37, n. 2, p. 99–104, Jun. 2021. Disponível em: https://doi.org/10.15361/2175-0106.2021v37n2p99-104. Acesso em: 03 set. 2025. DI BERNARDO, C. Anestesia em cães com diabetes mellitus. 2023. Monografia (Graduação em Medicina Veterinária) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2023. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/272131. Acesso em: 03 Set. 2025. FONTES, J. L. O. et al. Diabetes mellitus em um cão: relato de caso. Research, Society and Development, [S. l.], v. 12, n. 2, Fev. 2023. Disponível em: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v12i2.39966. Acesso em: 03 Set. 2025. MASSARI, C. H. A. L. et al. Manejo nutricional em cães diabéticos: revisão. PubVet, [s. l.], v. 16, n. 1, Dez. 2022. Disponível em: https://doi.org/10.31533/pubvet.v16n01a1015.1-7. Acesso em: 03 Set. 2025. PIAIA, G. M. Diabetes mellitus e a obesidade em cães. 2024. Monografia (Graduação em Medicina Veterinária) - pontifícia universidade católica de campinas, Campinas, 2024. Disponível em: https://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/17405/ecv_medvet_tcc_piaia_gm.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 03 Set. 2025. SOUZA, R. A. P. R. Cirurgia de catarata em cães com diabetes mellitus: Avaliação da eficácia e segurança. PubVet, [s. l.], v. 17, n. 6, p. 1-10, Jun. 2023. Disponível em: https://doi.org/10.31533/pubvet.v17n6e1408. Acesso em: 03 Set. 2025. |
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