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| A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE CONTAS A RECEBER PARA A SAÚDE FINANCEIRA EMPRESARIAL | |
| 1FABRICIO SANTOS DE LIMA, 2ALESSANDRO LEANDRO DA SILVA, 3ELIZANGELA MARIA MENEGASSI DE LIMA | |
| 1 Acadêmico do curso de Administração 2Acadêmico do Curso de Administração - UNIPAR 3Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A boa administração financeira é essencial para a sustentabilidade das organizações. Dentre os diversos componentes que integram essa área, a gestão de contas a receber se destaca por sua importância estratégica, especialmente em empresas de pequeno e médio porte. Ao controlar de forma eficiente os valores a receber, é possível reduzir inadimplência, melhorar o fluxo de caixa e fortalecer a saúde financeira da empresa. Objetivo: Apresentar, a partir da literatura especializada, a importância da gestão de contas a receber para a saúde financeira de empresas de pequeno e médio porte, destacando as práticas adotadas nesse processo, os reflexos no capital de giro e as possibilidades de aprimoramento por meio da implementação de políticas de crédito e cobrança mais eficazes. Desenvolvimento: A compreensão da gestão de contas a receber exige, primeiramente, a análise de sua função dentro da administração financeira das empresas. Esse processo não se limita apenas ao registro de valores a receber, mas envolve planejamento, controle e estratégias que garantam a entrada efetiva dos recursos. Conforme Assaf Neto (2014), as contas a receber são parte integrante do capital de giro e influenciam diretamente a liquidez e a capacidade de investimento das empresas. O controle ineficaz desse ativo pode resultar em atrasos nos pagamentos e aumento da dependência de capital de terceiros, afetando negativamente a rentabilidade da organização. Segundo Hoji (2021), a administração financeira eficaz das contas a receber exige uma política de crédito bem estruturada, análise criteriosa do perfil dos clientes e a definição clara de prazos e formas de cobrança. Essa gestão deve considerar ferramentas como o aging list (organiza os valores pendentes conforme o tempo de atraso), bem como indicadores de inadimplência e o prazo médio de recebimento, visando uma tomada de decisão mais eficiente. Além disso, estudos como o de Sodré e Aguia (2022) reforçam que a ausência de procedimentos internos eficazes como manuais, conciliações e sistemas de controle, comprometem a confiabilidade das informações contábeis, dificultando a tomada de decisões e contribuindo para falhas na cobrança e na gestão dos ativos financeiros. Outro aspecto crítico é destacado por Serrão (2001), ao afirmar que em ambientes de inflação controlada, como o atual, a ineficiência na gestão de contas a receber se torna mais visível. Falhas nesse processo podem afetar diretamente a liquidez da empresa e sua capacidade de manter competitividade no mercado. O autor ainda evidencia que a gestão moderna requer a integração das práticas de contas a receber ao planejamento estratégico da organização, utilizando tecnologias, recursos humanos capacitados e políticas bem definidas de análise e concessão de crédito. Essas ferramentas permitem alinhar o contas a receber às estratégias de mercado e à sustentabilidade financeira. Na prática, como observado no estudo de Santos e Tonin (2015), muitas empresas ainda apresentam falham na aplicação prática de suas próprias políticas de crédito e cobrança. Esse descompasso entre teoria e prática, aliado à ausência de monitoramento dos índices de inadimplência, compromete diretamente o capital de giro e o desempenho geral das organizações. No contexto empresarial, percebe-se a necessidade de estabelecer parâmetros mais rigorosos de concessão de crédito, visto que a falta de critérios definidos pode comprometer o giro dos recursos e limitar o crescimento. O uso de tecnologias, como sistemas ERP (Enterprise Resource Planning), pode contribuir significativamente para o acompanhamento em tempo real dos recebíveis, facilitando a análise e o planejamento financeiro. Além disso, Hoji (2021) destaca que a automação dos processos financeiros proporciona maior controle, agilidade e confiabilidade, fatores essenciais em um ambiente empresarial cada vez mais competitivo. A adoção dessas práticas permite que a empresa antecipe cenários, ajuste suas estratégias de cobrança e mantenha um fluxo de caixa estável. Conclusão: A gestão das contas a receber vai além de uma simples atividade operacional; trata-se de uma ferramenta estratégica que, quando bem utilizada, contribui para a solidez financeira e o crescimento da empresa. Diante da importância da gestão financeira para a competitividade empresarial, recomenda-se o aprimoramento das práticas de crédito e cobrança, com base em indicadores de desempenho, automação dos controles e alinhamento ao planejamento estratégico da organização. Dessa forma, as empresas de um modo geral, estarão mais preparadas para enfrentar os desafios do mercado e garantir sua sustentabilidade financeira. |
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| Referências: ASSAF NETO, Alexandre. Finanças corporativas e valor. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2014. HOJI, Masakazu. Administração financeira e orçamentária. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2021. SANTOS, Elisângela Rodrigues da Silva; TONIN, João Ricardo. Análise da gestão de contas a receber de uma empresa do segmento de tecnologia da informação. In: III Seminário Empresarial e III Jornada de TI. Maringá: Faculdade Cidade Verde, 2015. SERRÃO, Carlos Alberto Veronese. Uma análise de gestão de contas a receber: estudo de caso para a indústria de confecção Triumph. 2001. Dissertação (Mestrado em Administração Pública) – Fundação Getulio Vargas, Rio de Janeiro, 2001. SODRÉ, Évely Sabrina Silva; AGUIA, Jocélia Antunes Soares. Controle interno no setor de contas a receber: um estudo de caso em uma empresa de médio porte. Revista Científica da Faculdade Milton Campos, 2022. |
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