COMPORTAMENTO ALIMENTAR AO LONGO DA VIDA: UMA ANÁLISE DAS INFLUÊNCIAS INFANTIS NA FASE ADULTA  
1RAÍSSA ÁVILA, 2ALINE BERTI, 3INDIOMARA BARATTO
1Acadêmica do curso de nutrição da UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Nutrição da UNIPAR
3Docente do curso de nutrição da UNIPAR
Introdução: A alimentação na primeira infância é um elemento básico no desenvolvimento da criança, manter hábitos alimentares saudáveis favorece o crescimento físico, fisiológico e intelectual da criança desde a gestação, levando este desenvolvimento para o resto da vida, além de proteger o organismo contra infecções e fornecendo nutrientes fundamentais para a formação de todos os sistemas do corpo. Desde a infância o ser humano já tem as suas preferências em relação a alimentação, cabendo a família e a escola o papel de ensinar, incentivar e adequar esses hábitos alimentares, para que eles possam exercer suas funções nutritivas, levando também em conta os fatores genéticos e hereditários, que interferem fortemente na vida (Araújo et al., 2021). Tanto família quanto escola podem influenciar na formação de hábitos alimentares da população, especialmente na infância. Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira de 2014, se faz importante incentivar o consumo de alimentos in natura e minimamente processados e evitar o excesso de ultraprocessados. Diversos estudos como o de Ferreira (2018) e Sá et al. (2023) mostram que diversificar a alimentação nos primeiros anos de vida auxilia na escolha de melhores hábitos alimentares na vida adulta, reforçando a relevância da nutrição adequada desde a infância para a promoção da saúde e prevenção de doenças.
Objetivo: Revisar a literatura sobre a formação de hábitos alimentares na infância e suas consequências a longo prazo.
Desenvolvimento:  Este resumo foi realizado por meio de uma revisão bibliográfica de estudos publicados entre 2008 e 2024. verificou-se uma forte relação entre os hábitos alimentares obtidos na infância e a saúde ao longo da vida. Estudos mostram que o consumo de alimentos ultraprocessados está associado ao aumentode  patologias como obesidade, doenças cardiovasculares, câncer, entre outras, destacando-se também o excesso de peso em adultos (Louzada et al., 2021). Segundo Araújo et al. (2021), o aleitamento materno exclusivo até os seis meses cria uma proteção imunológica para a criança, enquanto a introdução alimentar adequada junto ao contato familiar previne tanto a desnutrição quanto a obesidade infantil. O ambiente familiar, que engloba pais e cuidadores é de extrema importância na formação de hábitos nessa fase visto que, servem como modelos, tanto de práticas como a de comer em família, como também na escolha dos alimentos. (Leite et al., 2024). O estudo de Teixeira et al. (2022), revela que praticas inadequadas durante a alimentação podem ser desfavoráveis, como por exemplo, a oferta de recompensas ou pressão na hora de comer podem contribuir para o desenvolvimento de transtornos e fobias alimentes. De modo geral, os estudos revisados reforçam que os hábitos alimentares adquiridos na infância tendem a serem levados para a vida adulta, influenciando diretamente a saúde. Intervenções educativas voltadas a crianças e familiares são estratégias validas para a promoção de saúde ao longo da vida.
Conclusão: A formação de hábitos alimentares saudáveis na infância é essencial para melhores hábitos na vida adulta e prevenção de doenças crônicas. A educação nutricional deve ser iniciada com exemplos dos pais e do ambiente escolar, assim utilizando estratégias de intervenção precoces, aprimorando a relação com a comida desde cedo.
Referências:
ARAÚJO, N. R. et al. Formação de hábitos alimentares na primeira infância: benefícios da alimentação saudável. Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento, [S. l.] , v. 10, n. 15, p. e238101522901, 2021. DOI: 10.33448/rsd-v10i15.22901. Disponível em: https://rsdjournal.org/rsd/article/view/22901.  Acesso em: 3 ago. 2025.
LEITE, W.S.; VIANA, A. F.S.; VIEIRA, M. E.; FONSECA, M. D.; SANTOS, V. I. M. dos; BARROS, E. da S. Influência da família no comportamento alimentar na primeira infância: uma revisão narrativa. STUDIES IN HEALTH SCIENCES, [S. l.], v. 5, n. 4, p. e12932, 2024. DOI: 10.54022/shsv5n4-051. Disponível em: https://ojs.studiespublicacoes.com.br/ojs/index.php/shs/article/view/12932.  Acesso em: 9 ago. 2025.
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