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| DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA INTESTINAL DOS EQUINOS: REVISÃO DE LITERATURA | |
| 1BEATRIZ EVELYN DOS SANTOS EDUARDO, 2ANA GABRIELA SANTIAGO, 3SERGIO PINTER GARCIA FILHO | |
| 1Discente do Departamento de Medicina Veterinária na Universidade Estadual de Maringá - Campus Umuarama, PR 2Discente do Departamento de Medicina Veterinária na Universidade Estadual de Maringá - Campus Umuarama, PR 3Docente do Departamento de Medicina Veterinária na Universidade Estadual de Maringá - Campus Umuarama, PR |
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| Introdução: Os cavalos são herbívoros não ruminantes (Santos et al., 2025). Eles possuem um intestino anterior, também chamado de intestino delgado (ID), e um posterior, intestino grosso (IG), tendo este a função de fermentar os alimentos, o que significa que o IG é o principal local de fermentação de alimentos fibrosos. Isso os diferem dos ruminantes como bovinos, caprinos e ovinos, que são fermentadores do intestino anterior (Moore, 2025). As doenças do sistema digestório dos equinos, como cólicas, diarreias e enterotoxemias, representaram 50% dos problemas que os leva a óbito, devido a isso, o conhecimento das funções fisiológicas, localização e vascularização dos intestinos se tornam cruciais (Silva et al., 2021). Objetivo: O presente trabalho tem como objetivo realizar uma revisão de literatura apresentando, de uma forma breve e sucinta, a anatomia, fisiologia e histologia do intestino delgado e grosso dos equinos. Desenvolvimento: O intestino dos equinos é um órgão do trato gastrointestinal (TGI) dividido funcionalmente em intestino anterior e posterior, e anatomicamente em intestino delgado (ID) e intestino grosso (IG) (Koning e Liebich, 2021). A camada muscular lisa dos intestinos localizada abaixo da mucosa, é responsável pelo peristaltismo, misturando o conteúdo e o empurrando em sentido crânio caudal por meio de contrações rítmicas (Silva et al, 2021). O ID começa no piloro e termina na junção ileocecal, e está dividido em três porções: duodeno, jejuno e íleo (Vogt, 2022). O duodeno está posicionado dorsalmente do lado direito do cavalo, e, por um mesentério fica suspenso da parede dorsal do corpo. Na região da fossa paralombar direita, localizada na base do ceco, o mesmo flexiona-se em direção à linha média (Moore, 2025). O duodeno tem como função a absorção de nutrientes, isso inclui carboidratos e proteínas, auxiliado pelas secreções do pâncreas e do fígado, já que equinos não possuem vesícula biliar (Zumack e Araújo, 2024). À medida que o ID atinge a linha média dorsal, ele gira cranialmente. Isso faz com que o seu mesentério estenda-se e passe a ser chamado de jejuno. Na porção distal do jejuno, o lúmen intestinal se estreita progressivamente, adquirindo uma camada muscular mais espessa, até transicionar para o íleo, que se conecta ao ceco na região dorsomedial. Essa junção de ambos é marcada pela inserção da prega ileocecal do íleo à faixa dorsal do ceco (Moore, 2025). A segunda e a terceira porções do ID, contêm um grande número de vilosidades e microvilosidades aumentando a área de superfície intestinal e, consequentemente, a absorção dos nutrientes digeridos (Share et al., 2022). Já o IG é dividido em ceco, cólon e reto e é uma das estruturas mais importantes do TGI, onde os microrganismos realizam a fermentação e degradação das fibras e dos alimentos não absorvidos no ID (Vogt, 2022). Depois que o alimento passa pelo ID, entra no intestino posterior pela válvula ileocecal, permitindo que entre no ceco e posteriormente no IG ou do íleo direto ao IG. Por meio da sua estrutura, o ceco retarda a passagem do digesta, proporcionando aos microrganismos mais tempo para digerir a fibra, e para movimentar esse conteúdo, o mesmo realiza contrações musculares fortes (Share et al., 2022). O cólon ventral direito é dividido em saculações que ajudam na digestão, estando posicionado na parte ventral do abdômen, prolongando-se da região do flanco até o tórax. Então, ele realiza uma inflexão para a esquerda, parte essa chamada de flexura esternal e, o cólon ventral esquerdo, também saculado, passa caudalmente para a área do flanco esquerdo. Próximo à pelve, o cólon flexiona-se sobre si, conhecida como flexura pélvica, dando início ao cólon dorsal esquerdo, o qual não é saculado. Na sequência, há a flexura diafragmática e cólon dorsal direito. Assim, a ingesta se move do cólon dorsal direito para o cólon transverso, localizado cranialmente à artéria mesentérica cranial. Por fim, a ingesta entra no cólon descendente que é saculado, e segue para o reto (Konig e Liebich, 2021). Quanto à irrigação do ID e IG, as artérias celíaca, mesentérica cranial e caudal levam sangue ao TGI. A artéria celíaca (AC) irriga à porção proximal do duodeno. Já a artéria mesentérica cranial (AMC) fornece ao restante do duodeno até a primeira porção do cólon descendente. E assim, a artéria mesentérica caudal irriga as partes posteriores do intestino, incluindo o cólon descendente e o reto (Moore, 2025). No retorno sanguíneo, as veias mesentéricas cranial e caudal se unem com a veia esplênica do baço para formar a veia porta, seguindo para o fígado, para só então chegar na veia cava (Konig e Liebich, 2021). Conclusão: Cada parte do trato gastrointestinal, desde a seleção dos alimentos até a mastigação e a absorção de nutrientes, tem influência direta na saúde gastrointestinal do cavalo. Portanto, o estudo anatômico, morfológico e fisiológico dos equinos é de suma importância, se fazendo necessário um melhor conhecimento sobre, melhorando dessa forma a qualidade de vida desses animais. |
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| Referências: KÖNIG, Horst Erich; SÓTONYI, Peter; SCHÖPPER, Harald; LIEBICH, Hans-Georg. Sistema digestório (apparatus digestorius). In: KÖNIG, H. E.; LIEBICH, H. G. Anatomia dos animais domésticos: texto e atlas colorido. Porto Alegre: Artmed, 2021. p. 370-383. SANTOS, G. S.; ARAGÃO, E. C. R.; LIMA, R. M. Percepção da execução do manejo alimentar para prevenção de cólica por compactação em equinos estabulados no estado de Roraima. Revista Multidisciplinar Pey këyo Científico - Edição Especial XVI EICEA, [s. l.], v. 11, n. 1, p. 188 - 201, Abri. 2025. Disponível em: https://estacio.periodicoscientificos.com.br/index.php/pkcroraima/article/view/3782. Acesso em: 30 Ago. 2025. SHARE, E.; MASTELLAR, S. L.; ZYNDA, H. M. The Gastrointestinal Tract of the Horse. [s. l.], Fev. 2022. Disponível em: https://ohioline.osu.edu/factsheet/1022. Acesso em: 30 Ago. 2025. SILVA, Luana Ferreira; MAIA, Hanna Gabriela Oliveira; FERREIRA, Fabiana; OLIVEIRA, Neide Judith Faria. Cólica em equinos. In. SILVA-MATOS, R. R. S.; MACHADO, N. A. F.; CORDEIRO, K. V. (org.). Sistemas de Produção nas Ciências Agrárias 2. Ponta grossa: Atena Editora, 2021. p. 79 - 100. VOGT, Rodrigo Brombati. Síntese do sistema digestivo, comportamento alimentar e exigências nutricionais de equinos. In. RAMOS, J. Open Science Research. Guarujá: editora científica digital ltda, 2022. p. 210 - 223. ZUMACK, R. P. G.; ARAÚJO, K. C. Manejo alimentar preventivo para síndrome de cólica equina. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, [s. l.], v. 10, n. 10, p. 2996 - 3003, Out. 2024. Disponível em: https://doi.org/10.51891/rease.v10i10.14521. Acesso em: 30 Ago. 2025. MOORE, J. N. Overview of Colic in Horses. [s. l.], Jun. 2025. Disponível em: https://www.msdvetmanual.com/digestive-system/colic-in-horses/overview-of-colic-in-horses. Acesso em: 30 Ago. 2025. |
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