O BARBATIMÃO COMO SOLUÇÃO FITOTERÁPICA NO TRATAMENTO DA CANDIDÍASE VULVOVAGINAL  
1CECILIA ALINE LOPES DE SOUZA, 2GIOVANNA MARY YAMAMOTO, 3MARIA BEATRIZ MATOS LIMA, 4MARIA FERNANDA PAPINI DO NASCIMENTO, 5GIULIANA ZARDETO
1Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
4Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
5Docente da UNIPAR
Introdução: A candidíase vulvovaginal é causada principalmente pelo crescimento excessivo do fungo Candida albicans e, apesar de frequentemente considerada uma condição de menor gravidade, sua alta taxa de recorrência, somada ao impacto na qualidade de vida das pacientes, justifica a relevância de estudos que busquem alternativas terapêuticas seguras e eficazes (Zardeto, 2024). Nesse cenário, a fitoterapia se destaca ao oferecer soluções naturais, acessíveis e com menor risco de toxicidade, sendo o Stryphnodendron adstringens, conhecido popularmente como barbatimão, uma alternativa relevante, visto que apresenta propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias e cicatrizantes (Amorim; Da Paixão, 2021). 
Objetivos: O presente estudo tem por objetivo analisar o barbatimão como uma solução fitoterápica no manejo da candidíase vulvovaginal, destacando sua ação antifúngica frente ao Candida albicans
Desenvolvimento: O barbatimão é uma planta tradicionalmente utilizada na medicina popular para o tratamento de inflamações, feridas e infecções ginecológicas. Sua composição fitoquímica, com taninos, flavonóides, saponinas, alcaloides e esteroides, o torna uma espécie relevante no âmbito da pesquisa ao passo que tais substâncias estão associadas a atividades antimicrobianas, cicatrizantes e anti-inflamatórias (Amorim; Da Paixão, 2021). Nesse viés, este mesmo estudo abordou a substância como promissora ao verificar que atuou como fungistático por meio de seus compostos, que promovem a desnaturação de proteínas microbianas, rompimento de membranas celulares e inibição da adesão de microrganismos às mucosas, mecanismos utilizados contra o C. albicans. Além disso, Lima et al. (2024) corroboram sua atividade antifúngica ao realizar ensaios laboratoriais por meio de metodologia que incluiu a aplicação direta do extrato no meio de cultura, mostrando resultados positivos a partir das primeiras 24 horas. Ainda, atribuiu destaque aos extratos aquosos e alcoólicos, os quais performaram como antifúngicos sintéticos em certos contextos experimentais, ressaltando o barbatimão como adjuvante ou como tratamento em candidíases resistentes ou recorrentes. Adicionalmente, Ferreira; Souza (2021) apontam a perspectiva do estudo do fitoterápico em sinergismo com a camomila, de modo a potencializar o efeito antimicrobiano contra fungos e bactérias como Staphylococcus aureus, Escherichia coli e C. albicans, fornecendo uma opção segura, com menor indício de efeitos adversos e de resistência microbiana, fatores de preocupação no contexto dos medicamentos derivados de azólicos. Ademais, deve-se destacar a facilidade no acesso e disponibilidade da substância, questão abordada por Costa (2021), o qual descreve que a planta é tradicionalmente respaldada em diversas regiões brasileiras, especialmente na forma de banho de assento, infusão ou pomada, e ressalta ainda que está entre as plantas medicinais com maior representatividade em uso popular no Brasil, especialmente entre populações que enfrentam limitações no acesso a medicamentos industrializados. Neste contexto, a revisão trouxe estudos in vitro que demonstraram a eficácia do S. adstringens contra o C. albicans. Entretanto, ainda se faz necessário o aprofundamento em ensaios clínicos para a validação da eficácia e segurança, além da padronização da forma farmacêutica. Zardeto (2024), por sua vez, defende a ampliação do uso de fitoterápicos como o barbatimão no tratamento da candidíase, concluindo que a utilização de plantas medicinais, fitoterápicos e alimentação possuem o poder de auxiliarem tanto no tratamento, como na prevenção da candidíase. Para mulheres que sofrem da infecção por repetição, os cuidados na alimentação e a utilização das plantas medicinais e fitoterápicos tornam-se seus maiores aliados. 
Conclusão: É notável, portanto, que a candidíase vulvovaginal ainda se faz prevalente e recorrente, sendo também importante se atentar à sua crescente resistência aos antifúngicos sintéticos. Nesse contexto, o barbatimão se apresenta como uma solução fitoterápica promissora, sustentada por evidências científicas que confirmam suas propriedades antifúngicas e anti-inflamatórias, reunindo eficácia e segurança de uso, podendo ser incorporado como alternativa ou complemento às terapias convencionais. Contudo, é necessária a realização de ensaios clínicos controlados que assegurem padronização, eficácia e segurança em diferentes populações.
Referências:
AMORIM, Stephanie Beatriz Santos Alves; DA PAIXÃO, Juliana Azevedo. Propriedades medicinais do Stryphnodendron adstringens: uma revisão narrativa. Revista Artigos. Com, v. 32, p. e9251-e9251, 2021. 
COSTA, Lauriane de Lourenço Loures. Utilização do barbatimão (Stryphnodendron adstringens) como planta medicinal: uma revisão sistemática. Dissertação (Mestrado em Ciências Ambientais e Saúde) - Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Campus Goiânia, Mestrado em Ciências Ambientais e Saúde, 2021.
FERREIRA, Logan Bianca de Lima; SOUZA, Samira Costa de. Análise da ação antifúngica e antibacteriana do barbatimão e da camomila. Trabalho de Conclusão de Curso (Curso Técnico em Química) - Etec Júlio de Mesquita, Santo André, 2024.
LIMA, Joelson Sousa et al. Atividade antifúngica de barbatimão (Stryphnodendron adstringens) e unha-de-gato (Uncaria tomentosa) sobre Candida albicans. Observatório de La Economía Latinoamericana, v. 22, n. 5, p. e4463-e4463, 2024.
ZARDETO, Giuliana. Uso de plantas medicinais e fitoterápicos na candidíase. 2024. Cartilha institucional. Universidade Paranaense, 2024.