RESISTÊNCIA ANTIMICROBIANA E A TUBERCULOSE NO BRASIL: UMA REALIDADE ALARMANTE  
1LUISA FREDERICO MAKITA, 2ALINE TANCLER STIPP
1Discente do Curso de Medicina da PUCPR - Londrina
2Docente da PUCPR - Londrina
Introdução: A resistência antimicrobiana (RAM) é um problema de saúde pública em ascensão no Brasil e no mundo. Ocorre quando microrganismos (bactérias, vírus, fungos e parasitas) desenvolvem a capacidade de resistência aos medicamentos desenvolvidos para eliminá-los (Magalhães et al., 2025). A tuberculose (TB) é uma doença infectocontagiosa que afeta prioritariamente os pulmões, embora possa afetar outros órgãos e partes do corpo. É causada pelo Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como Bacilo de Koch, uma bactéria aeróbia Gram-positiva em forma de bastonete (Dias et al., 2024). A tuberculose já apresenta resistência à isoniazida e à rifampicina, medicamentos de primeira linha mais eficazes contra essa patologia. Tal resistência pode surgir por meio da transmissão direta de bactérias geneticamente resistentes ou da evolução da resistência no próprio paciente. Assim o diagnóstico e a identificação precoce de casos de tuberculose resistente são essenciais para garantir o tratamento adequado e evitar a disseminação da doença (Pereira et al., 2023).
Objetivo: Avaliar o impacto da resistência antimicrobiana no tratamento da tuberculose no Brasil.
Desenvolvimento: Anualmente, a RAM é diretamente responsável por cerca de 34 mil mortes no Brasil, enquanto outras 138 mil estão associadas à resistência. Em 2024, o Brasil registrou um total de 111.521 casos de tuberculose, sendo 78.208 em homens e 33.301 em mulheres. A faixa etária mais afetada foi a de 20 a 39 anos, com 49.120 casos, enquanto 558 casos ocorreram em crianças com menos de um ano de idade. Nesse mesmo ano, foram contabilizados 4.501 óbitos pela doença (DATASUS, 2025). Segundo a Organização mundial de Saúde (OMS), dados globais mostram que a tuberculose acomete cerca de 10,8 milhões de pessoas no mundo e ocasiona 1,25 milhão de óbitos anualmente (OPAS, 2024).
Conclusão: Diante do exposto, nota-se a importância da implementação de políticas públicas mais eficazes visando a promoção do uso racional de antimicrobianos e a conscientização da população e dos profissionais de saúde, pois somente com ações integradas e contínuas será possível conter o avanço da resistência bacteriana, bem como proteger a eficácia dos antibióticos para as gerações futuras, visto que o tratamento inadequado ou incompleto da tuberculose pode contribuir com a seleção de bactérias mutantes resistentes e somente uma boa associação de fármacos, com administração regular e pelo tempo necessário, podem evitar que isso ocorra.
Referências:
DATASUS. Tuberculose - casos confirmados notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sinannet/cnv/tubercbr.def. Acesso em: 19 ago. 2025.
DIAS, Renan Italo Rodrigues; et al. Tuberculose na atenção primária à saúde. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences. v.6, n.1, p.1943-1955. jan.2024. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/1340#author-10. Acesso em: 19 ago. 2025.
MAGALHÃES, Vanessa; et al. Desafios no combate à resistência antimicrobiana: abordagem global e local. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences. v. 7, n. 1, p.248-257, jan. 2025. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/4865. Acesso em: 18 ago. 2025.
OPAS - Organização Pan Americana da Saúde. Tuberculose ressurge como a principal causa de morte por doença infecciosa. Disponível em: https://www.paho.org/pt/noticias/1-11-2024-tuberculose-ressurge-como-principal-causa-morte-por-doenca-infecciosa. Acesso em: 19 ago. 2025.
PEREIRA, Kellen Cristine; et al. Atualização na terapia medicamentosa da tuberculose resistente e multiresistente. Brazilian Journal of Development. v.9, n. 3, p.9579-9598, mar. 2023. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/57825. Acesso em: 19 ago. 2025.