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| IMPACTOS DA TRANSMISSÃO VERTICAL DA TOXOPLASMOSE: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA | |
| 1ANA JULIA CIA GOMES, 2ANA LAURA NOGUEIRA, 3AMANDA BEATRICE DA ROSA, 4ISADHORA CORREA PEREIRA, 5GIOVANNA AMATUZI ULIANO, 6MARCELA MADRONA MORETTO DE PAULA | |
| 1Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 5Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 6Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A toxoplasmose é uma infecção provocada pelo Toxoplasma gondii, um parasita que acomete quase todos os animais homeotérmicos, incluindo os seres humanos (Barros et al., 2024). De acordo com Oliveira et al (2024), essa doença pode ser transmitida a indivíduos com hábitos alimentares e de higiene inadequados ou pela forma congênita, quando transmitida de mãe para filho. Nos últimos anos, as publicações científicas têm destacado como a assistência pré-natal de qualidade, com atenção ao diagnóstico precoce e tratamento da doença é determinante para o desfecho favorável da gestação (Soares et al., 2023). Objetivo: Realizar um levantamento bibliográfico acerca dos impactos da transmissão vertical da toxoplasmose. Desenvolvimento: A transmissão vertical de gestantes para fetos pode causar toxoplasmose congênita (TC), que ocorre principalmente após a infecção primária durante ou pouco antes da gravidez. A TC pode ser assintomática em cerca de 75% dos recém-nascidos, mas pode causar danos graves ao feto, como retinocoroidite, hidrocefalia, microcefalia e retardo mental (Barros et al., 2024). A sorologia para T. gondii deve ser requisitada durante a primeira consulta de pré-natal e repetida a cada trimestre. Se houver suspeita ou confirmação de toxoplasmose aguda durante a gravidez, é recomendado realizar PCR do líquido amniótico, ultrassonografia mensal e iniciar quimioprofilaxia ou tratamento medicamentoso da infecção, visando diminuir a transmissão vertical da infecção e reduzir a gravidade da toxoplasmose congênita (Nascimento et al., 2024). Nos primeiros três meses de gravidez, esta infecção tem a capacidade de levar a consequências mais graves. No entanto, é importante notar que a infecção materna durante o último trimestre, embora mais comum, tende a ser menos grave (Ribeiro et al., 2025). As manifestações neonatais, se presentes, podem incluir hidrocefalia, microcefalia, calcificações intracranianas, coriorretinite, catarata, convulsões, nistagmo, icterícia, petéquias, anemia, aumento do fígado e baço, prematuridade e restrição grave de crescimento intrauterino com peso ao nascer anormalmente baixo (Barros et al., 2024). A doença ocular por si só é o principal sintoma clínico em cerca de 15% dos bebês infectados. A retinocoroidite é a doença ocular primária mais comumente relatada (Ribeiro et al., 2025). Na suspeita ou confirmação de infecção aguda pelo T. gondii durante a gestação, é recomendável realizar ultrassonografia obstétrica mensalmente para avaliação fetal. A ultrassonografia pode identificar possíveis anomalias, como hidrocefalia, calcificações hepáticas e cerebrais, esplenomegalia e acúmulo de líquido na cavidade abdominal (Nascimento et al., 2024). Ressalta-se que, quando o profissional de saúde identifica corretamente uma infecção aguda pelo T. gondii e inicia precoce e corretamente o tratamento das gestantes, as chances de transmissão vertical são reduzidas drasticamente, principalmente se iniciado antes da terceira semana após a soroconversão (Oliveira et al., 2024). As medidas de triagem neonatal, tratamento e seguimento multidisciplinar das crianças acometidas, mesmo na ausência de tratamento materno durante a gestação, têm sido associadas a menores taxas recorrência de doença e menos sequelas (Soares et al., 2023). Conclusão: A toxoplasmose congênita apresenta diversas manifestações clínicas que podem ser fatais ao feto, principalmente quando a gestante contrai no primeiro trimestre, sendo a doença ocular a principal sequela. Um pré-natal correto somado a competência e rapidez dos profissionais são fatores cruciais para diminuir os impactos e incidência da transmissão congênita da toxoplasmose. |
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| Referências: BARROS, Kelly Martins Rodrigues et al. Manifestações clínicas e o manejo da Toxoplasmose Congênita: Uma revisão sistemática. LUMEN ET VIRTUS, v. 15, n. 39. São José dos Pinhais, 2024. JADJISCHI, Débora Costa et al. Toxoplasmose congênita: revisão bibliográfica. Revista JRG de Estudos Acadêmicos, v. 7, n. 14, 2024. NASCIMENTO, Thamirys Paula Sousa et al. Os impactos da desinformação sobre a toxoplasmose na gravidez: formas de transmissão, prevenção e tratamento. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 6, n. 2, 2024. OLIVEIRA, Gabriela Katrinny Avelar et al. Triagem biológica de toxoplasmose congênita em recém-nascidos de Jataí, Goiás: um estudo transversal. Revista Escola Enfermagem USP, 2024. RIBEIRO, Elizete et al. Toxoplasmose na gestação: risco e complicações. Brazilian Journal of Health Review, v. 8, n. 2. Curitiba, 2025. SOARES, Janer Aparecida Silveira et al. Perfil de gestantes e crianças acompanhadas por exposição ao Toxoplasma gondii num centro de referência: O que mudou 10 anos depois?. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil. Recife, 2023. |
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