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| A IMPORTÂNCIA DA ENFERMAGEM NA IDENTIFICAÇÃO E MANEJO DA PSICOSE PUERPERAL | |
| 1VICTÓRIA GABRIELLE DE AMORIM, 2LUANA CAROLINA DO CARMO CUNHA , 3TAMILA SIMINSKI | |
| 1Acadêmica do curso de Enfermagem Unipar 2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 3Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A gestação e o puerpério são fases reconhecidamente vulneráveis para o surgimento e a intensificação de transtornos mentais, sobretudo ansiedade e a depressão, além de transtornos de humor e psicóticos, estes últimos menos prevalentes, mas associados a graves consequências para o binômio mãe-bebê, impactando, de maneira significativa, a saúde fetal (COSTA, et al., 2018). Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais - DSM V (APA, 2013), a psicose puerperal (PP) é caracterizada como uma forma de Transtorno Psicótico, manifestando-se durante a gestação ou nas primeiras quatro semanas pós-parto, por meio de delírios, alucinações, discurso desorganizado ou comportamento catatônico. Objetivo: Compreender por meio de uma revisão bibliográfica o comportamento de gestantes e puérperas acometidas pela psicose puerperal, bem como discutir a importância da atuação do enfermeiro na prevenção, identificação precoce e tratamento dessas mulheres. Desenvolvimento: A PP é considerada a manifestação mais grave de transtornos mentais no puerpério, sendo classificada como emergência psiquiátrica. Seus sintomas mais comuns incluem alucinações, delírios, insônia, angústia intensa, estado confusional e pensamentos delirantes relacionados ao bebê (V AN DER KRUK, et al., 2017). Diversos fatores obstétricos foram analisados quanto à sua associação com a psicose pós-parto, como complicações gestacionais, cesariana, sexo do bebê e período de gestação, entretanto a primiparidade foi o principal fator consistentemente relacionado ao aumento de risco, sem explicação definitiva. (MUNK-OLSEN et al. 2014; DI FLORIO et al. 2014). Dentre os fatores de risco, destacam-se as alterações hormonais intensas no pós-parto e antecedentes psiquiátricos prévios, como transtorno bipolar e esquizofrenia. Além disso, a privação de sono decorrentes das demandas maternas, como a privação de sono ao final da gravidez, no parto e no período imediatamente pós-parto pode agravar vulnerabilidades emocionais, alterando o ritmo circadiano e impactando a liberação de neurotransmissores como a dopamina e a serotonina, favorecendo quadros depressivos e psicóticos (PEREIRA, Narjara Samya Rodrigues et al). Influência das alterações no ritmo circadiano no desenvolvimento de psicose puerperal). A PP pode ocorrer como um episódio isolado ou integrar o curso de um transtorno psiquiátrico crônico. O prognóstico é variável e depende da duração dos sintomas, sendo que episódios mais prolongados estão associados a piores desfechos. Em casos de antecedentes de PP, intervenções profiláticas podem ser planejadas em gestações futuras. (TINKLEMAN A, et al., 2017). O reconhecimento precoce dos fatores de risco e proteção durante o pré-natal e o período perinatal, é essencial para viabilizar intervenções preventivas, especialmente em aspectos modificáveis, como o manejo do estresse materno e a correção de déficits nutricionais. Já fatores não modificáveis, como a idade materna inferior a 20 anos e históricos psiquiátricos, exigem uma atenção redobrada da equipe de saúde devido ao maior risco de agravos e à necessidade devigilância intesificada . (DA VIES C, et al., 2020). Nesse contexto, a atuação do enfermeiro é fundamental para a prevenção, detecção precoce e cuidado integral diante da psicose puerperal. Por meio de escuta qualificada, orientação sobre riscos e suporte contínuo à mulher e sua família, o enfermeiro contribui para a segurança da puérpera e do recém-nascido (LEAL et al., 2021). Conclusão: A psicose puerperal, embora rara, representa um grave transtorno mental que requer identificação e intervenção imediata. A enfermagem tem papel central na prevenção, detecção precoce e cuidado integral, promovendo segurança para mãe e bebê. Através da escuta qualificada e apoio contínuo, o enfermeiro contribui para reduzir riscos e fortalecer a rede de cuidado. A capacitação em saúde mental perinatal é essencial para uma assistência eficaz. |
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| Referências: LEAL, Carla Patrícia Rodrigues Moreira; PINTO, Ellen Cristina da Conceição; TA VOLARO, Priscila Lemos; RAMOS, Luciano Godinho Almuinha. Atuação do enfermeiro durante o pós-parto de pacientes com transtornos mentais puerperais. Research, Society and Development, v. 10, n. 11, e387101119876, 2021. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/19876/17643. Acesso em: 14 maio 2025. PEREIRA, Narjara Samya Rodrigues et al. Influência das alterações no ritmo circadiano no desenvolvimento de psicose puerperal. In: ANAIS NEW SCIENCE PUBLISHERS | EDITORA IMP ACTO. [S. l.]: New Science Publishers, 2024. SANTOS, Maria Eysianne Alves; CALHEIROS, Monique Silva; SILV A, Lucas Kayzan Barbosa da. Transtornos mentais na gestação: revisão integrativa. Diversitas Journal, v. 6, n. 2, p.2382–2394, abr./jun. 2021. Disponível em: https://doi.org/10.17648/diversitas-journal-v6i2-1355. Acesso em: 17 maio 2025. SILVA, André Costa da; RIBEIRO, Francisco Jordano da Silva Feitosa; BRITO, Ana Karolina Alves et al. Psicose puerperal. Revista Caderno Pedagógico, Curitiba: Studies Publicações e Editora Ltda., v. 21, n. 13, p. 01–11, 2024 |
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