BARBATIMÃO (Stryphnodendron adstringens): POTENCIAL TERAPÊUTICO E PERSPECTIVAS FUTURAS  
1MARIA FERNANDA PAPINI DO NASCIMENTO, 2CECILIA ALINE LOPES DE SOUZA, 3GIOVANNA MARY YAMAMOTO, 4GIULIANA ZARDETO
1Acadêmica do curso de Medicina PIC/UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Medicina PIC/UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Medicina PIC/UNIPAR
4Docente da UNIPAR
Introdução: Stryphnodendron adstringens, conhecido popularmente como barbatimão, é uma planta medicinal do Cerrado, rica em taninos. Estudos citam que o extrato aquoso da casca do barbatimão tem significativo efeito cicatrizante sobre os ferimentos e também possui atividade anti-inflamatória, analgésica e uma atividade protetora da mucosa gástrica. Esse vegetal apresenta-se como promissor para o desenvolvimento de um medicamento fitoterápico, contudo tornam-se necessários maiores estudos e pesquisas que validem esse potencial farmacológico (TEIXEIRA et al., 2009).
Objetivo: Este trabalho tem como objetivo apresentar as propriedades farmacológicas do barbatimão e destacar seu potencial terapêutico, assim como a importância de investigações futuras para padronização de seus metabólitos e avaliação de toxicidade.
Desenvolvimento: É crescente o interesse na confirmação e validação científica do efeito de plantas medicinais usadas na medicina popular, diversos grupos de pesquisa têm realizado trabalhos com espécies vegetais. O S. adstringens apresenta resultados satisfatórios em diversas pesquisas envolvendo atividades biológicas/farmacológicas (AMORIM et al., 2021). Segundo Ferreira et al. (2013), o barbatimão é uma importante planta medicinal, indicada popularmente para diversas enfermidades, como corrimento vaginal, hemorragias uterinas e intestinais, feridas abertas, úlceras do estômago e duodeno, diarréia, leucorréia, afecções escorbúticas e hérnia. Além disso, quando associada ao álcool, apresenta efeito ainda mais adstringente, com propriedades cicatrizantes, antidiarreicas e antiblenorrágicas, sendo utilizada contra úlceras, uretrites, gastrite e tumores. Suas folhas e cascas possuem propriedades medicinais comprovadas, mostrado por inúmeros autores como importante agente antimicrobiano e também agente antiofídico alternativo, que pode ser utilizado com a soroterapia. Não possui atividade genotóxica, concluindo que a utilização parece ser segura e com potencial farmacológico (FERREIRA et al., 2020). As atividades farmacológicas do barbatimão estão diretamente relacionadas aos teores de taninos condensados presentes em sua metabolização, uma vez que tais substâncias possuem atividade no sequestro de radicais livres, ação antioxidante e formação de complexos com outras substâncias (COSTA et al., 2021). É importante que em estudos futuros se compare o teor de metabólitos nas diferentes partes das plantas, especialmente da flora brasileira. Isso permitirá que novos produtos fitoquímicos sejam padronizados e usados em concentrações que garantam o efeito terapêutico (PINHO et al., 2012). Segundo Amorim et al. (2021), estudos confirmam o seu potencial farmacológico, podendo ser utilizada como uma alternativa terapêutica mais acessível à população. Entretanto, a toxicidade da planta precisa ser melhor investigada.
Conclusão: O barbatimão confirma seu potencial farmacológico por meio de efeitos cicatrizantes, anti-inflamatórios e antimicrobianos, representando uma alternativa terapêutica promissora. Contudo, a necessidade de padronização dos extratos e de estudos mais aprofundados sobre sua toxicidade é essencial para garantir segurança e eficácia em seu uso clínico.
Referências:
AMORIM, Stephanie Beatriz Santos Alves; DA PAIXÃO, Juliana Azevedo. Propriedades medicinais do Stryphnodendron adstringens: uma revisão narrativa. Revista Artigos. Com, v. 32, p. e9251-e9251, 2021.
COSTA, Lauriane de Lourenço Loures. Utilização do barbatimão (Stryphnodendron adstringens) como planta medicinal: uma revisão sistemática. 2021. 38 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Ambientais e Saúde) -- Escola de Ciências Médicas e da Vida, Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2021.
FERREIRA, Érica Camila. As propriedades medicinais e bioquímicas da planta Stryphnodendron adstringens “barbatimão”. Biológicas & Saúde, v. 3, n. 11, 2013.
PINHO, Lucinéia de et al. Atividade antimicrobiana de extratos hidroalcoólicos das folhas de alecrim-pimenta, aroeira, barbatimão, erva baleeira e do farelo da casca de pequi. Ciência Rural, v. 42, p. 326-331, 2012.
TEIXEIRA, Francieli; MARTINS, MVDM. Barbatimão (Stryphnodendron Adstringens (Mart.) Coville): uma revisão bibliográfica de sua importância farmacológica e medicinal. Cenarium Pharmacêutico, v. 3, n. 3, p. 1-6, 2009.