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| AVALIAÇÃO DO EXTRATO DE Pereskia aculeata Miller OBTIDO PELO MÉTODO DE EXTRAÇÃO ASSISTIDA POR ULTRASSOM, FRENTE À ISOLADOS DE Escherichia coli | |
| 1DÉRICK DE ALMEIDA MARCHI, 2CAMILA DE CUFFA MATUSAIKI, 3LARISSA DE MARQUI MANTOVAN, 4ANA LUISA CANO, 5MARIA AUGUSTA DORIGAN BONDEZAN, 6LUCIANA KAZUE OTUTUMI | |
| 1Mestrando em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos, taxista CAPES/PROSUP/UNIPAR 2Mestra em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos-UNIPAR 3Discente do Curso de Medicina Veterinária, UNIPAR, Bolsista PIBIC/UNIPAR 4Mestranda em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos, taxista CAPES/PROSUP/UNIPAR 5Doutoranda em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos, taxista CAPES/PROSUP/UNIPAR 6Professora do Curso de Medicina Veterinária e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos-UNIPAR |
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| Introdução: A resistência antimicrobiana é um tema de relevância e ampla discussão no cenário mundial. Logo, é notória a busca por compostos e terapias alternativas aos agentes antimicrobianos convencionais, como a utilização de extratos vegetais (Santiago et al., 2023). Wink (2022) justifica o uso dos extratos vegetais como alternativa promissora devido a multiplicidade de compostos bioativos que podem ser encontrados e seu alcance multialvo. Para obtenção dos compostos bioativos das plantas, existem diferentes técnicas descritas com sucesso. Dentre tais, o método de extração assistido por ultrassom (EAU) vem demonstrado grande potencial, uma vez que por meio deste, há um desarranjo estrutural da célula vegetal, de modo a permitir a liberação dos bioativos (Yusoff et al.,2022), tornando-se uma técnica a ser investigada no processamento dos extratos. De ocorrência no território brasileiro, a Pereskia aculeata Miller é uma planta de fácil cultivo e manutenção e tem sido estudada devido a suas ações antioxidante, antimicrobiana, antinociceptivo, citotoxicidade frente a células cancerígenas, além do uso como fonte proteica e mineral (Carnevalli et al., 2023). Objetivo: Avaliar a eficácia do extrato das folhas de P. aculeata Mill. obtido pelo método de EUA, frente a isolados de E. coli oriundos de sacos aéreos de frangos de corte. Materiais e métodos: Foram coletadas folhas de P. aculeata do Horto medicinal da Universidade Paranaense – Unipar, as quais passaram por processo de desidratação e moagem para obtenção de farinha. Em sequência, realizou-se suspensão da farinha com álcool e água (proporção 60:40) para obtenção do extrato hidroetanólico, o qual passou por processo de banho ultrassônico, para otimização da liberação dos compostos bioativos, seguido de filtração e rotaevaporação para remoção dos solventes (Carnevalli et al., 2023). Os compostos bioativos do extrato foram identificados por meio de Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (HPLC). Quanto aos isolados bacterianos utilizados, foram obtidos a partir de swab de sacos aéreos de frango de corte de uma integradora da região noroeste do estado do Paraná, acometidos com aerossaculite em diferentes graus. As amostras (n= 15) foram previamente identificadas por meio de avaliação morfológica e provas bioquímicas (Quinn et al., 2018) no Laboratório de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Pública do Programa de Pós-graduação em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos da Unipar. Quanto a avaliação da eficácia do extrato, esta foi realizada em triplicata por meio da determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) segundo as diretrizes recomendadas pelo Clinical Laboratory Standards Institute (CLSI, 2015). Para tal, utilizou-se o extrato nas concentrações de 40, 20, 10, 5 e 2.5 mg/mL. Resultados: Não foi possível observar inibição dos isolados de E. coli por meio do teste de microdiluição para as concentrações avaliadas. Quanto aos compostos bioativos identificados e analisados por meio da técnica de cromatografia, observou-se maiores concentrações de: ácido Málico (179,2 mg/100g), Rutina (110 mg/100g), Isovanilina (30,6 mg/100g), Vanilina (20,5 mg/100g) e Ácido Nicotínico (11 mg/100g). Discussão: O método de EAU é uma técnica empregada na otimização da obtenção dos compostos bioativos no preparo de extratos vegetais e que é considerada como técnica verde. Tal fator se deve pela capacidade de otimização de custo, redução de tempo, consumo de energia, maior rendimento e possibilidade de emprego de solventes de baixa toxicidade (Yusoff et al., 2022). Carnevalli et al. (2023) realizaram um estudo acerca da avaliação dos compostos bioativos de P. aculeata Mill. obtidos por meio da EAU, encontrando como majoritários o ácido Málico, Ferúlico, Palmítico, Fitol, Campesterol, γ-sitosterol e ácido silícico, o que corrobora em parte com os dados obtidos. Quanto ao efeito antimicrobiano, Garcia et al. (2019) encontraram menores valores de CIM do extrato hidroetanólico de P. aculeata frente a bactérias Gram positivas e Gram negativas, 20 mg/mL para E. coli e 10 mg/mL para Enterococcus faecalis. Os autores relatam que esse efeito pode ser atribuído ao teor de rutina, um flavonoide que pode complementar a ação antimicrobiana dos demais, além de fenólicos, alcaloides e taninos (Garcia et al., 2019). No presente estudo, a rutina foi um dos compostos com maior concentração, todavia não foi evidenciada inibição, mesmo utilizando-se concentração maior do que a proposta pelos autores, além da implementação da técnica de EAU. Passos (2022), avaliou a efetividade do extrato de P. aculeata Mill. obtido pelo método de EAU frente a isolados bacterianos Gram negativos e Gram positivos por meio da técnica de difusão em disco e obtiveram resultados promissores com presença de halo de inibição, especialmente para as bactérias Gram positivas, diferindo do presente trabalho. Conclusão: O extrato de P. aculeata obtido por EAU apresentou compostos bioativos relevantes, porém não demonstrou eficácia antimicrobiana frente a isolados de E. coli. Ainda assim, estudos futuros considerando modificações nas concentrações avaliadas e condições de cultivo da planta devem ser realizados. |
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| Referências: CARNEVALLI, D. B. et al. Perfil de compostos bioativos de extratos de folhas de Pereskia aculeata Miller preparados com diferentes solventes por extração assistida por ultrassom. Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v. 16, n. 6, p. 4696- 4714, 2023. CLSI - Clinical Laboratory Standards Institute. Methods for dilution antimicrobial susceptibility test for bacteria that grow aerobically. 7th. Approved standard M7-A10, 2015. GARCIA, A.A.J. et al. Phytochemical profile and biological activities of ʻOra-pro-nobisʻ leaves (Pereskia aculeata Miller), an underexploited superfood from the Brazilian Atlantic Forest. Food Chemistry, v. 294, p. 302-308, 2019. PASSOS, Fernanda Rengel. Extração e processamento de folhas de Pereskia aculeata Miller empregando tecnologia verde. 2022. Tese (Doutorado em Engenharia Química) - Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Toledo, 2022. QUINN, P. J. et al. Microbiologia veterinária Essencial. Artmed Editora, 2018. SANTIAGO, L.A.N. et al. Atividade antimicrobiana dos extratos vegetais no controle de microrganismos de interesse alimentar. Revista Gestão Social e Ambiental, v. 17.n. 8, p. 1-22, 2023. WINK, M. Current understanding of modes of action of multicomponent bioactive phytochemicals: potential for nutraceuticals and antimicrobials. Annual Review of Food Science and Technology, v. 13, pp. 337-359, 2022. YUSOFF, I.M. et al. A review of ultrasound-assisted extraction for plant bioactive compounds: Phenolics, flavonoids, thymols, saponins and proteins. Food Research International, v. 157, p. 111268, 2022. |
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