ATIVIDADE LARVICIDA DO ÓLEO ESSENCIAL DE Pinus sylvestris CONTRA Aedes aegypti: ESTUDO EXPERIMENTAL In Vitro
1DANIELI FERREIRA ONORIO, 2DANIELA ALVES DOS SANTOS, 3HELEN CARLA ZANFRILLI, 4TATIANE DE SOUZA DOMINGOS, 5TUANY CAROLINE BERNARDI, 6ZILDA CRISTIANI GAZIM
1Mestrado em Biotecnologia Aplicada à Agricultura pela UNIPAR
2Acadêmica do Doutorado Em Biotecnologia Aplicada à Agricultura da UNIPAR
3Acadêmica do Mestrado Em Biotecnologia Aplicada à Agricultura da UNIPAR
4Acadêmica do Mestrado Em Biotecnologia Aplicada à Agricultura da UNIPAR
5Acadêmica do Mestrado Em Biotecnologia Aplicada à Agricultura da UNIPAR
6Docente da UNIPAR
Introdução: A dengue é uma doença de grande relevância para a medicina, pois é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. O vetor de quatro sorotipos do flavivírus causador da dengue clássica e da febre hemorrágica. Uma alternativa tem sido o uso de plantas, as quais possuem substâncias cujas moléculas possuem ação fagoinibidora, repelente, inseticida, além de serem capazes de alterar a regulação do crescimento (Brasil, 2009). O Pinus sylvestres,  é uma espécie endêmica de algumas regiões do Brasil, como no estado de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, encontrada em áreas de floresta ombrófila mista.  O óleo essencial de Pinus sylvestris é tradicionalmente usado para proteção contra mosquitos em algumas áreas rurais, mas não há nenhum relato documentado de seu uso contra mosquitos. (Isman, 2006; Bakkali et al., 2008).
Objetivo: Avaliar a atividade do óleo essencial de Pinus sylvestris na mortalidade da larva, evitar a proliferação e a  transmissão da doença provocada pelo mosquito Aedes aegypti.
Metodologia: Para o ensaio larvicida, foram utilizadas larvas de Aedes aegypti do terceiro estágio de desenvolvimento oriundas da Secretaria de Vigilância Ambiental do Município de Umuarama, estado do Paraná. O óleo essencial de P. sylvestris, que foi adquirido da empresa New Essential oils - 100% pure.  Foi diluído nas concentrações de 5,0; 2,5; 1,25; 0,625;  0,312;  0,156;  0,078; 0,039; e 0,019%; utilizando uma solução aquosa de polissorbato 80 a 2,0%. Como controle positivo foi utilizado Bacillus thuringiensis israelensis (Bti), na concentração de 0,001. 10 Larvas de Aedes aegypti foram adicionadas nos tubos de ensaio contendo as diferentes concentrações, e mantidas por 24h. Após, foi avaliado a taxa de mortalidade das larvas nas diferentes concentrações. As concentrações letais (CL) foram calculadas de forma a obter as CL50 e CL99 através da análise de Probitos utilizando o software ED50 Plus  V1.0. Todas as análises foram realizadas em triplicata. 
Resultados: Os resultados indicaram que o óleo de P. sylvestris apresentou uma CL99  380,55 ±  5,49 µg/mL. O controle positivo indicou 100% de mortalidade e o controle negativo zero %.
Discussão: Este é o primeiro relato da utilização de P. sylvestris na avaliação de possível ação larvicida do mosquito A. aegypti. Entretanto,  a literatura tem mostrado a eficiência da utilização de outros óleos essenciais. Aljameeli (2023) verificou os efeitos larvicidas de alguns óleos essenciais contra A. aegypti, como da hortelã pimenta (Mentha x piperita), lavanda (Lavandula) e limão (Citrus limon). Furtado et al. (2005) avaliou a atividade larvicida de óleos essenciais de diversas espécies de plantas como Erva de São João (Ageratum conyzoides), capim limão (Cymbopogon citratus), Alecrim Pimenta (Lippia sidoides), Alfavação (Ocimum gratissimum), Manjerição roxo (Basilicum purpurascens), Mangericão sagrado (O tenuiflorum), Citronela de Java ou Capim Citronela (Cymbopogon winterianus) e Calêndula de hortelã (Tagetes minuta). Alguns estudos mostram que os componentes terpênicos, alcoóis e aldeídos dos óleos essenciais são os principais responsáveis pela atividade inseticida ou larvicida.
Conclusão: Os resultados mostraram que o óleo essencial de Pinus sylvestris,  foi eficaz em eliminar as larvas de A. aegypi. A literatura já indica que outros óleos essenciais, com componentes semelhantes como terpenos, álcoois e aldeídos, têm potencial inseticida, o que reforça a plausibilidade da ação que observamos.
Referências:
ALJAMEELI, M. Larvicidal effects of some essential oils against Aedes aegypti (L.), the vector of dengue fever in Saudi Arabia. Saudi Journal of Biological Sciences, v. 30, n. 2, p. 103552, 2023.
BAKKALI, F.; Averbeck, S.; Averbeck, D.; & Idaomar, M. Biological effects of essential oils – A review. Food and Chemical Toxicology, v. 46. n. 2, p. 446-475, 2008.
BRASIL. Ministério da Saúde. Vigilância Epidemiológica. Programa Nacional de Controle da Dengue 2009.
FURTADO, F. R.; LIMA, M. G. A.; NETO, M. A; BEZERRA, M.,A.,S.; SILVA, M.,G.,V.; Atividade larvicida de óleos essenciais contra Aedes aegypti L. Saúde Pública Neotropical e  entomologia. v.34, 2005. 
ISMAN, M. B. (2006). Botanical insecticides, deterrents, and repellents in modern agriculture and an increasingly regulated world. Annual Review of Entomology. v. 51, p. 45-66.