![]() | |
|---|---|
![]() | |
| ÓLEO ESSENCIAL DE ORÉGANO: COMO INSETICIDA PARA O Aedes aegypti | |
| 1MARLENE ROSA DE OLIVEIRA DALLACOSTA, 2FLAVIO ANTONIO ZOLIN JUNIOR, 3ZILDA CRISTIANI GAZIM, 4ODAIR ALBERTON | |
| 1Acadêmica do Mestrado em Biotecnologia Aplicada à Agricultura da UNIPAR 2Acadêmico do Mestrado em Biotecnologia Aplicada à Agricultura da UNIPAR 3Docente do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia Aplicada à Agricultura da UNIPAR 4Docente do Docente do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia Aplicada à Agricultura da UNIPAR |
|
| Introdução: A alta incidência de dengue, chikungunya e zika indica a importância do controle do vetor desses arbovírus nas regiões tropicais e subtropicais do mundo. No entanto, o controle vetorial é dificultado pela resistência a pesticidas e pelo sucesso limitado dos programas de biocontrole contra o mosquito Aedes (de Oliveira et al., 2021). O culicídeo Aedes aegypti é o vetor conhecido por ser transmissor de vírus causadores de doenças. É um artrópode de família Diptera, Culicidae e gênero Aedes, apresenta em seu ciclo de vida as fases ovo, quatro estádios larvais, pupa e adulto, seu ciclo dura em torno de dez dias, desde o ovo até a fase adulta (Bermudi et al., 2017). Dentre as plantas produtoras de óleo essencial (OE), destaca-se o orégano (Origanum vulgare). É uma especiaria originária do Mediterrâneo, pertencente à família Lamiaceae, com sabor e aromas característicos (Porto & Rosa, 2018). O uso de longa data do orégano na medicina tradicional atrai ainda mais interesse no projeto de novas formulações farmacêuticas em várias áreas; investigações têm mostrado alto potencial biológico (Oniga et al., 2018). Objetivo: Avaliar a atividade larvicida do OE de orégano. Metodologia: Para os ensaios larvicidas, foram utilizadas larvas de A. aegypti do terceiro estágio de desenvolvimento oriundas da Secretaria de Vigilância Ambiental do Município de Umuarama, Estado do Paraná. O OE de orégano foi adquirido da empresa Ferquima (Lote 216), e foi diluído nas concentrações de 5,0; 2,5; 1,25 ; 0,625; 0,312; 0,156; 0,078; 0,039 e 0,019%, utilizando polissorbato 80 (0,004 g) e água purificada. Como controle positivo, foi utilizado Bacillus thuringiensis israelensis (Bti), na concentração de 0,001%. Como controle negativo, foi utilizado polissorbato 80 (0,04 g) em água purificada. 10 larvas foram adicionadas nos tubos de ensaio contendo as diferentes concentrações e mantidas por 24 h. Após, foi avaliada a taxa de mortalidade das larvas nas diferentes concentrações. As concentrações letais (CL) foram calculadas de forma a obter as CL50 e CL99 por meio da análise de probitos utilizando o software ED50 Plus V1.0. Todas as análises foram realizadas em duplicata. Resultados: Os resultados indicaram que o OE de orégano apresentou CL 99 de 368,8 ± 1,57 μg mL-1. O controle positivo indicou 100% de mortalidade e o controle negativo zero% de mortalidade. Discussão: Os resultados encontrados no presente experimento demonstraram que o OE de orégano apresentou potencial contra as larvas de A. aegypti. Pereira et al. (2021) investigaram a ação do OE de orégano frente às larvas, encontrando CL90 de 870,0 μg mL-1. Comparando os resultados do presente estudo com os do autor citado, observou-se atividade 2,35 vezes superior ao OE do presente estudo. Estudo conduzido por Oliveira et al. (2021), com o OE de orêgano frente às larvas de A. aegypti , encontrou CL50 de 37,5 mg/mL. O OE de orégano tem como composto majoritário o carvacrol, e também foi investigado por Xie et al. (2019) nas larvas de A. aegypti, encontrando uma CL50 de 0,095 e 0,0278 μg mL-1. Estes resultados ressaltam a importância do orégano no controle deste culicídeo. Conclusão: A partir dos resultados obtidos, foi possível classificar o OE de orégano como candidato a ser um bioinseticida do A. aegypti, posicionando-o como uma alternativa promissora para o controle vetorial. |
|
| Referências: BERMUDI, P. M. M.; et al. Aedes aegypti breeding site in an underground rainwater reservoir: a warning. Revista de Saúde Pública, v. 51, p. 122, 2017. OLIVEIRA, A. A.; et al. Larvicidal, adulticidal and repellent activities against Aedes aegypti L. of two commonly used spices, Origanum vulgare L. and Thymus vulgaris L. South African Journal of Botany, v. 140, p. 17-24, 2021. DOI: 10.1016/j.sajb.2021.03.005. ONIGA, I.; et al. Origanum vulgare ssp. vulgare: chemical composition and biological studies. Molecules, v. 23, n. 8, p. 2077, 2018. DOI: 10.3390/molecules23082077. PEREIRA, A. P. M.; et al. Chemical constituents and larvicide potential against Aedes aegypti of the essential oil of the Origanum vulgare L. Research, Society and Development. v. 10, n. 9, p. e9910917683, 2021. DOI: 10.33448/rsd-v10i9.17683. PORTO, L. L.; ROSA, L. R. V. D. Avaliação do potencial antimicrobiano de óleos essenciais de coentro (Coriandrum sativum L.) e orégano (Origanum vulgare L.). 2018. 35 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia) – Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campo Mourão, 2018. Disponível em: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/16638. Acesso em: 5 set. 2025. XIE, Y.; et al. Eficácia do óleo essencial de Origanum vulgare e do carvacrol contra a mosca doméstica, Musca domestica L. (Diptera: Muscidae). Environmental Science and Pollution Research. v. 26, p. 23824–23831, 2019. DOI: 10.1007/s11356-019-05671-4. |
|