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| INTERVENÇÕES FISIOTERAPÊUTICAS NA SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ: REVISÃO DE LITERATURA | |
| 1AMANDA DE SOUZA MELLOS, 2CAMILA AMARAL CORACINI | |
| 1Acadêmica do Curso de Fisioterapia da Universidade Paranaense- UNIPAR -Umuarama-PR. 2Docente do Curso de Fisioterapia da Universidade Paranaense- UNIPAR -Umuarama-PR. |
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| Introdução: A Síndrome de Guillain -Barré (SGB) é definida como uma polineuropatia inflamatória desmielinizante aguda, caracterizada por apresentar uma rápida evolução ascendente de fraqueza de membros, geralmente simétrica e flácida com hipo ou arreflexia (OLIVEIRA et al., 2022). Trata-se de uma doença autoimune que promove danos na bainha de mielina presente no axônio do neurônio, responsável pela transmissão saltatória de impulsos nervosos. Quando este revestimento é danificado, há uma restrição na condução do impulso elétrico e a desmielinização aguda no segmento, resultando em redução da velocidade de condução nervosa (BATISTA et al., 2022). Neste contexto, a fisioterapia tem papel relevante ao contribuir com a minimização das limitações funcionais apresentadas pelo paciente, além de auxiliar na redução dos sintomas álgicos, preservação da elasticidade muscular e na melhoria da coordenação motora e otimização de funcionalidade dos movimentos articulares (OLIVEIRA et al., 2022). Objetivo: Realizar uma revisão de literatura acerca da Síndrome de Guillain Barré e das abordagens fisioterapêuticas utilizadas em sua reabilitação. Desenvolvimento: A SGB ocorre com maior prevalência entre a população masculina, principalmente na faixa etária de 50 a 74 anos, embora possa acometer indivíduos de todas as idades sexo ou raça (OLIVEIRA et al., 2022). Segundo Moreira et al. (2024), a etiologia exata da SGB ainda não está totalmente estabelecida e não há meios de prever sua ocorrência. No entanto, infecções prévias podem desencadear a manifestação dos sintomas, sendo o principal patógeno relacionado a bactéria Campylobacter jejuni, além de vírus como Zika, Dengue, Sarampo e HIV. Neste contexto, as abordagens fisioterapêuticas desempenham um importante papel no tratamento das disfunções causadas por essa doença, iniciando já nas primeiras semanas de internação com o objetivo de preservar as funções e prevenir incapacidades, se estendendo à fase de reabilitação, favorecendo a reinserção social do paciente (SILVA; ARAÚJO; ANDRADE, 2022). O tratamento fisioterapêutico inclui exercícios voltados a independência funcional e ao fortalecimento muscular; com a mecanoterapia, com utilização de bicicleta, banco de quadríceps, gaiola de Rocher, roldanas; fisioterapia respiratória, essencial para evitar complicações pulmonares; além de eletroterapia, com correntes excitomotoras para músculos desnervados (OLIVEIRA et al., 2022). Sendo assim, na fase aguda em que o paciente está internado, o fisioterapeuta atua na prevenção do controle da dor, prevenindo contraturas, encurtamentos, deformidades articulares. Já na fase crônica, a fisioterapia motora faz o uso de técnicas como cinesioterapia que consiste em exercícios passivos, ativos e ativos assistidos, exercícios de fortalecimento, propriocepção, treino de marcha, treino de transferência de decúbito, equilíbrio, exercícios resistidos de cadeia cinética aberta e fechada, bandagem elástica e manobras de mobilização, sempre com o objetivo de tratar a fraqueza acometida e os limites do paciente (ROSSI; FRUCCHI; COSTA, 2022). De acordo com Batista et al. (2022), a cinesioterapia contribui para a readequação do tônus muscular, auxilia na recuperação da coordenação motora e da propriocepção dos membros inferiores, além de favorecer o ganho de força, amplitude de movimento, marcha e equilíbrio. A hidroterapia também se mostra eficaz para a melhoria da funcionalidade e da qualidade de vida dos pacientes. Ademais, os músculos respiratórios podem ser comprometidos e, em alguns casos, o paciente pode necessitar de ventilação assistida, oxigenoterapia ou traqueostomia. Nessas situações, a fisioterapia deve priorizar a prevenção da retração muscular, o fortalecimento da musculatura respiratória e o aumento da capacidade pulmonar por meio de exercícios de expansão torácica, como a elevação dos braços durante a inspiração, bem como o treinamento específico da musculatura respiratória, favorecendo a melhora da inspiração em casos de fraqueza muscular. Além disso, técnicas de expiração lenta podem ser utilizadas para otimizar a eliminação de dióxido de carbono (EDITH; JAZMIN, 2024). Ainda deve contar com a reabilitação respiratória utilizando manobras de higiene brônquica para limpeza das vias aéreas, incluir prescrição de meias de compressão para diminuir o risco de trombose venosa profunda e alternância de posicionamentos na prevenção de úlceras por pressão (MARTINS et al., 2022). Conclusão: Em suma, a SGB, embora de etiologia ainda não totalmente definida, gera importantes repercussões físicas e neurológicas nos indivíduos acometidos Nesse contexto, o tratamento fisioterapêutico exerce um papel essencial na melhora da funcionalidade e na recuperação da biomecânica adequada desses pacientes, além de contribuir para o fortalecimento e desenvolvimento da propriocepção dos membros comprometidos. Para alcançar esses objetivos, a adesão do paciente aos protocolos fisioterapêuticos é indispensável para otimizar os resultados, reduzir os impactos negativos da doença sobre a estrutura corporal e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida. |
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| Referências: BATISTA, I. C. et al. Abordagens fisioterapêuticas na síndrome de Guillain-Barré: uma revisão integrativa. Revista Científica do UBM, p. 99-111, 2022. MOREIRA, T. et al. Síndrome de Guillain-Barré: diagnóstico e tratamento. Editora Pasteur, v. 5, p. 64-70, 2024. DOI: 10.59290/978-65-6029-171-3,8. OLIVEIRA, G. R. et al. Tratamento fisioterapêutico na síndrome de Guillain-Barré. Research, Society and Development, Itajubá, v. 11, n. 9, p. 1-12, 2022. DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v11i9.31446. SILVA, K. O.; ARAÚJO, G. M.; ANDRADE, P. A. A contribuição da fisioterapia no tratamento de portadores de Guillain-Barré. Research, Society and Development, v. 11, n. 15, p.1-7, 2022. DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v11i15.36920. MARTINS, R. et al. Eficácia de programas de reabilitação no doente com Guillain-Barré: revisão integrativa. Gestão e Desenvolvimento, n. 30, p. 137-160, 2022. DOI: https://doi.org/10.34632/gestaoedesenvolvimento.2022.11322. ROSSI, I. N.; FRUCCHI, A.; COSTA, C. Os tratamentos fisioterapêuticos na reabilitação motora em pacientes com Síndrome de Guillain-Barré: revisão bibliográfica. Revista Fisio&terapia, edição 114, 2022. DOI: 10.5281/zenodo.7117847. Disponível em: https://www.unifaccamp.edu.br/repository/visualizar.php?id=183. Acesso em: 26 ago. 2025. EDITH, C. M. G.; JAZMIN, L. P. I.; ROMERO, M. G. Fisioterapia Respiratória en pacientes con Síndrome Guillain Barré. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação Fisioterapia) Universidad Nacional de Chimborazo. Riobamba, Ecuador, 2024. Disponível em: http://dspace.unach.edu.ec/handle/51000/12845. Acesso em: 26 ago. 2025. |
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