IMPACTO DO TEMPO DE TELA NA ATIVIDADE FÍSICA ENTRE UNIVERSITÁRIOS   
1GABRYELL MENDES BRANDAO, 2LUCAS MARINO JUNG, 3SUELEN PERCISI PEREIRA, 4CAROLINA CRISTINA FONTALVA PEREIRA, 5CAROLINE DO NASCIMENTO LEITE
1Acadêmico do Curso de Enfermagem da UNIPAR
2Acadêmico do Curso de Enfermagem da UNIPAR
3Acadêmico do Curso de Enfermagem da UNIPAR
4Acadêmico do Curso de Enfermagem da UNIPAR
5Docente da UNIPAR
Introdução: A diminuição da prática de atividade física representa um fator de risco importante para a saúde, já que pode contribuir para o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis, consideradas uma das principais causas de mortalidade no mundo. Esse quadro tende a se agravar quando associado ao uso excessivo de dispositivos eletrônicos, intensificando os impactos negativos na saúde dos indivíduos (Pedroso et.al., 2023). O aumento do tempo dedicado a tecnologias e aparelhos eletrônicos está vinculado à adoção de hábitos sedentários, o que eleva significativamente a prevalência desse comportamento em escala global. Tal comportamento tem sido evidenciado especialmente entre os universitários que devido às demandas acadêmicas e ao estilo de vida, muitas vezes passam longos períodos sentados e utilizando dispositivos eletrônicos, além de utilizá-los de forma recorrente como fonte de lazer (Cruz; De Carvalho; Souza, 2023).
Objetivo: Identificar na literatura o impacto do tempo de tela na atividade física entre universitários.
Desenvolvimento: Para a elaboração do presente resumo foi realizada uma revisão bibliográfica nas bases de dados Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e Scientific Eletronic Library Online (SciELO) e PubMed utilizando os descritores: “tempo de tela”, “atividade física” e “universitários” associados pelo descritor booleano AND. Foram selecionados artigos publicados entre 2020 e 2025, publicados em português e inglês e disponíveis na íntegra com acesso gratuito. Foram excluídos artigos duplicados e aqueles e que não atendiam a temática proposta. A busca resultou inicialmente em 19 artigos, e, após leitura dos resumos, quatro foram selecionados para discussão. A revisão identificou que o número de universitários que fazem uso excessivo de tela vem aumentando exponencialmente (Pedroso et al.,2023). Um dos estudos aponta que o tempo de tela médio de tela entre universitários gira em torno de cinco a outo horas diárias e entre esse público mais da metade relata baixa frequência de atividade física e um estilo de vida sedentário (Ramon-Arbués et al., 2023). Outro estudo revelou que universitários passam em média mais de três horas por dia utilizando telas, o que poderia ser explicado pela alta facilidade em buscar informações na internet sem esforço para relembrá-las, prática que para esse público tende a ser comum devido às demandas acadêmicas e ao acesso constante a dispositivos eletrônicos. Esse comportamento pode levar a uma dependência excessiva da tecnologia e a uma diminuição na capacidade de retenção de informações além de causar prejuízos cognitivos na aprendizagem no longo prazo, como a diminuição do desempenho da memória. Cabe mencionar, nesse contexto a importância da conscientização desse grupo sobre o controle e uso racional das telas com período não superior a três horas diárias (Pedroso et al.,2023). Outro ponto digno de nota tendo em vista o impacto desse excesso junto à prática regular de atividade física, é que a atividade traz diversos benefícios para os universitários, como o aumento da vascularização e metabolismo cerebral, o que por sua vez diminuiu o estresse pode contribuir para melhorar o bem-estar emocional, ainda fortalecendo a memória, raciocínio e capacidade de concentração (Pedroso et al.,2023; Ramon-Arbués et al., 2023). Além disso, a literatura aponta que o excesso de tempo em frente a telas está associado a alterações no sono e no estado nutricional, fatores que podem potencializar o sedentarismo e reduzir ainda mais a prática de atividade física desde a adolescência, período em que muitos já ingressam na vida universitária (Neto et al., 2020). Em contrapartida, a atividade física regular demonstra benefícios diretos para universitários, como melhora da vascularização cerebral, da memória e da capacidade de raciocínio, além da redução do estresse e fortalecimento do bem-estar emocional (Cruz; De Carvalho; Souza, 2023; Ramon-Arbués et al., 2023).
Conclusão: Os achados reforçam a importância de estimular hábitos de vida saudáveis entre universitários, com destaque para a prática regular de atividade física como estratégia fundamental de prevenção ao sedentarismo. Da mesma forma, torna-se essencial orientar esse público quanto ao uso racional das telas, já que o tempo excessivo diante de dispositivos eletrônicos está associado a prejuízos físicos, cognitivos e emocionais. Nesse contexto, iniciativas educativas no ambiente acadêmico voltadas à conscientização sobre os riscos do sedentarismo e à promoção de estilos de vida mais ativos mostram-se indispensáveis para a saúde e o bem-estar dessa população.
Referências:
CRUZ, Maria de Lourdes Alves da; DE CARVALHO, Ana Luísa de Souza; DE SOUZA, Maria Virginia Tavares. Componentes do diagnóstico de enfermagem estilo de vida sedentário em universitários: revisão integrativa da literatura. Revista Unipar, v. 27, n. 3, p. 1-15, 2023. DOI: 10.25110/arqsaude.v27i3.2023-021. Disponível em: https://revistas.unipar.br/index.php/saude/article/view/9499/4618. Acesso em: 26 ago. 2025.
NETO, João Miguel de Souza; et al. Prática de atividade física, tempo de tela, estado nutricional e sono em adolescentes no Nordeste do Brasil. Revista Paulista de Pediatria, v. 39, p. 55-62, 2020. DOI: https://doi.org/10.1590/1984-0462/2021/39/2019138. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rpp/a/55jYBPz37XFnDc3wNYGZy5x/?lang=pt. Acesso em: 26 ago. 2025.
PEDROSO, Daniele Gonçalves; et al. Tempo de tela e prática de atividade física entre universitários durante a pandemia. Revista O Mundo da Saúde, v. 47, e14252022P, 2023. DOI: https://doi.org/10.15343/0104-7809.202347e14252022P. Disponível em: https://revistamundodasaude.emnuvens.com.br/mundodasaude/article/view/1425. Acesso em: 26 ago. 2025.
RAMON-ARBUÉS, Enrique; et al.Sofrimento psicológico em estudantes de enfermagem: relação com tempo de tela, alimentação e atividade física. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 31, e3961, 2023. DOI: 10.1590/1518-8345.6746.3961.Disponível em: https://www.scielo.br/j/rlae/a/CvqdPQG8gXdYTT7qXHDZRxj/?lang=pt. Acesso em: 26 ago. 2025.