BENEFÍCIOS DA CASCA DE BARBATIMÃO (Stryphnodendron adstringens) NA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS  
1MARIA BEATRIZ MATOS LIMA, 2GIOVANNA MARY YAMAMOTO, 3CECILIA ALINE LOPES DE SOUZA, 4LUIZA MARTINASSO FABRICIO, 5LUIZA MARTINASSO FABRICIO, 6GIULIANA ZARDETO
1Acadêmico do PIC/UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
4Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
5Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
6Docente da UNIPAR
Introdução: O uso de plantas medicinais é uma prática milenar ligada à cultura e à saúde, servindo de base para o tratamento de doenças e para a cicatrização de feridas desde a pré-história, quando eram aplicadas em cataplasmas ou ingeridas para efeito sistêmico. Esses saberes tradicionais contribuíram para o avanço da medicina moderna e, hoje, somam-se às tecnologias disponíveis para o cuidado com lesões. No Brasil, políticas como Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF) e a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), criadas em 2006, buscam integrar de forma segura e eficaz essas práticas ao sistema oficial de saúde (Patricio, 2022). Assim, o barbatimão é uma sugestão para o tratamento alternativo frente às feridas.
Objetivo: Investigar o uso da casca de barbatimão e seus efeitos no processo de cicatrização de feridas.
Desenvolvimento: A casca do barbatimão, conhecido cientificamente como Stryphnodendron adstringens ocupa lugar de destaque na medicina tradicional brasileira por suas reconhecidas propriedades terapêuticas, sendo amplamente utilizada, sobretudo, no tratamento de feridas. Essa planta é rica em compostos bioativos, como taninos, flavonóides e fenóis, que conferem a ela efeitos cicatrizantes, anti-inflamatórios, antimicrobianos e adstringentes (Amorim, 2021; Bocchi, 2024). A presença de taninos e outros compostos bioativos contribui diretamente para a regeneração tecidual, a proteção contra infecções e a aceleração do processo de reepitelização. Além de ser uma alternativa natural e de baixo custo, seu uso tem respaldo na medicina tradicional e em estudos científicos (JRG, 2021). Pesquisas científicas confirmam a eficácia do barbatimão, demonstrando que o extrato obtido da casca atua de maneira significativa na regeneração tecidual, reduzindo a inflamação local e inibindo a proliferação de micro-organismos patogênicos. Dessa forma, cria-se um ambiente mais adequado para o processo de cicatrização. Os taninos, em especial, desempenham papel fundamental, pois auxiliam na contração dos tecidos, contribuem para a hemostasia e formam uma película protetora sobre a lesão, favorecendo a reepitelização e acelerando a recuperação cutânea (Costa, 2021). O uso tópico da casca de barbatimão também se mostra eficaz na diminuição de secreções, na redução da dor e no encurtamento do tempo necessário para o fechamento da ferida. Por essas características, o barbatimão é considerado uma alternativa terapêutica natural, acessível e de baixo custo para o cuidado de feridas agudas e crônicas, especialmente em comunidades que dispõem de recursos limitados. Entretanto, embora seus benefícios sejam amplamente reconhecidos, recomenda-se que o emprego do barbatimão seja sempre orientado por profissionais de saúde, a fim de garantir seu uso adequado, evitar efeitos adversos e assegurar a eficácia do tratamento. No contexto biológico, o fechamento de uma lesão cutânea ocorre essencialmente por dois mecanismos principais: a migração dos queratinócitos para a área danificada, promovendo a cobertura da superfície exposta, e a contração induzida pelos miofibroblastos, que tracionam as bordas da ferida em direção ao centro. A associação entre esses mecanismos fisiológicos e os efeitos bioativos do barbatimão contribui para acelerar a cicatrização, tornando seu uso um recurso valioso tanto para a medicina tradicional quanto para a prática clínica contemporânea (Silva, 2025).
Conclusão: Diante das evidências apresentadas, conclui-se que a casca de barbatimão possui significativo potencial terapêutico no processo de cicatrização de feridas, devido às suas propriedades biológicas. No entanto, ressalta-se a importância da orientação profissional para evitar possíveis reações adversas e garantir a segurança e eficácia do tratamento. Assim, o barbatimão se destaca como uma opção promissora no tratamento alternativo com feridas, especialmente em contextos onde o acesso a medicamentos convencionais é limitado. 
Referências:
NASCIMENTO, I.J.R.; JESUS, H.S.; ALVIM, H.G.O. Uso dos taninos provenientes do barbatimão para cicatrização de ferimentos. Revista JRG De Estudos Acadêmicos. ISSN 2595-1661, ano IV, v. 4, n. 8, jan./jun. 2021. DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.4630783
PATRÍCIO, K. P. et al. O uso de plantas medicinais na atenção primária à saúde: revisão integrativa. Ciência & Saúde Coletiva, v. 27, n. 2, p. 677–686, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/1413-81232022272.46312020 
BOCCHI, G. S. et al. Triagem in silico de bioatividade de compostos encontrados na espécie Stryphnodendron pulcherrimum. Revista Brasileira Militar de Ciências, v. 10, n. 24, e179, 2024. ISSN 2447-9071. DOI: https://doi.org/10.36414/rbmc.v10i24.17
AMORIM, S. B. S. A.; PAIXÃO, J. A. Propriedades medicinais do Stryphnodendron adstringens: uma revisão narrativa. Revista Artigos.com, v. 32, n. 1, p. e9251, 2021.
COSTA, L. de L. L. Utilização do barbatimão (Stryphnodendron adstringens) como planta medicinal: uma revisão sistemática. 2021. 38 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Ambientais e Saúde) – Escola de Ciências Médicas e da Vida, Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), Goiânia, 2021. Disponível em: https://tede2.pucgoias.edu.br/handle/tede/5021 Acesso em: 25 de agosto de 2025.
SILVA, C. R. da et al. O uso da pomada de barbatimão em feridas não iatrogênicas em cães. Observatório de la Economía Latinoamericana, v. 23, n. 7, e10840, 2025. DOI: https://doi.org/10.55905/oelv23n7-173.