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| NEOPLASIAS GÁSTRICAS: ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA ENTRE 2020 E 2024 NO BRASIL | |
| 1BIANCA DAVIBIDA BRUSTULIM, 2NICOLE LUISA KONZEN STUEPP, 3ELENIZA DE VICTOR ADAMOWSKI | |
| 1Acadêmica do Curso de Medicina da UniCesumar 2Acadêmica do Curso de Medicina da UniCesumar 3Docente do Curso de Medicina da UniCesumar |
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| Introdução: O câncer gástrico, frequentemente denominado adenocarcinoma gástrico, é uma neoplasia maligna originada na mucosa epitelial do estômago. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, ambientais e infecciosos. A infecção por Helicobacter pylori é considerada o principal agente etiológico, estando associada a até 60% dos casos globais (Ramos et al., 2020; Ilic, Ilic, 2022; Guan et al., 2023). Além disso, hábitos como tabagismo, consumo de alimentos ricos em nitritos e defumados, obesidade e sedentarismo aumentam o risco da doença (Carvalho; Borges; Silva, 2025; Silva et al., 2024). A detecção precoce é essencial para melhores desfechos clínicos; entretanto, no Brasil, muitos casos ainda são diagnosticados em estágios avançados, impactando negativamente a sobrevida (Filho et al., 2021; Souza et al., 2024). Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico da neoplasia maligna do estômago no Brasil, entre 2020 e 2024, considerando variáveis como faixa etária, sexo, raça/cor, número de internações e óbitos, com base em dados do SINAN/DATASUS. Desenvolvimento: Trata-se de um estudo descritivo, transversal, de abordagem quantitativa, utilizando dados secundários obtidos via plataforma TabNet/DATASUS. No período analisado, foram registrados 22.928 casos de neoplasia maligna gástrica. A Região Sudeste concentrou quase metade dos casos (10.658), seguida por Nordeste (4.882), Sul (4.201), Centro-Oeste (1.399) e Norte (1.788). Esse padrão pode refletir tanto maior densidade populacional quanto maior capacidade diagnóstica (Fonseca, 2024). Em relação à idade, houve predomínio em indivíduos acima de 50 anos, especialmente nas faixas de 60 a 69 anos (6.676 casos) e 70 a 79 anos (5.845 casos), corroborando a associação do envelhecimento com maior risco (Martins; Santos, Corrêa, 2021). Quanto ao sexo, os homens foram os mais acometidos (61,5%), o que pode estar relacionado a fatores comportamentais, como maior consumo de álcool, tabagismo e alimentação inadequada (Carvalho; Borges; Silva, 2025). Em relação à raça/cor, destacaram-se pardos (10.117) e brancos (8.990). Foram contabilizadas 335.328 internações, com maior número no Sudeste (146.782). O total de óbitos foi de 22.928, número equivalente aos casos notificados, sugerindo elevada letalidade (Silva et al., 2024). Conclusão: O câncer gástrico permanece como relevante problema de saúde pública no Brasil. A maior concentração de casos nas regiões Sudeste e Sul pode refletir tanto maior incidência quanto melhor capacidade de diagnóstico, enquanto Norte e Nordeste apresentam piores desfechos, relacionados à menor infraestrutura e acesso ao tratamento oncológico. A predominância da doença em homens e idosos reforça a importância de políticas voltadas à saúde do homem e do idoso, com ênfase em prevenção primária e rastreamento. Ademais, as disparidades raciais e socioeconômicas evidenciam a influência dos determinantes sociais da saúde sobre a incidência e mortalidade da doença. Reforça-se a necessidade de programas de rastreamento, diagnóstico precoce e ampliação do acesso ao tratamento oncológico. Estudos futuros devem integrar variáveis clínicas, sociais e territoriais para aprofundar a compreensão das desigualdades regionais e orientar políticas públicas mais efetivas. |
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| Referências: CARVALHO, T. C. DE; BORGES, A. K. DA M.; SILVA, I. F. DA. Casos de câncer gástrico no Brasil e tempos de espera para o diagnóstico e tratamento. Ciência & Saúde Coletiva, v. 30, n. 1, jan. 2025. FILHO, M. F. B. et al. Cultural, social, and healthcare access factors associated with delays in gastric cancer presentation, diagnosis, and treatment: A cross-sectional study. Journal of Cancer Policy, v. 28, p. 100277, jun. 2021. FONSECA, J. B. DA. Câncer gástrico na região norte e seus possíveis fatores de risco: uma análise quantitativa dos óbitos nos anos de 2015 a 2019 no Brasil. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, v. 01, n. 02, p. 05-17, 5 fev. 2024. GUAN, W.-L.; YANG, H.; XU, R. Gastric cancer treatment: recent progress and future perspectives. Journal of Hematology & Oncology, v. 16, n. 1, 27 maio 2023. ILIC, M.; ILIC, I. Epidemiology of stomach cancer. World Journal of Gastroenterology, v. 28, n. 12, p. 1187–1203, 28 mar. 2022. MARTINS, L. C.; SANTOS, F. T. DOS; CORRÊA, A. R. DE S. Influência do regionalismo amazônico como fator de risco para desenvolvimento de câncer gástrico. Enfermagem Brasil, v. 20, n. 2, p. 130–142, 4 jun. 2021. RAMOS, M.F.K.P. et al. Câncer gástrico proximal metastático em jovens. ABCD. Arq. Bras. Cir. Dig., 2020. SILVA, V. F. B. da et al. Perfil epidemiológico dos óbitos em adultos por neoplasia maligna do estômago no Brasil: período de 2020 a 2023. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, [S. l.], v. 6, n. 5, p. 49-60, 2024. SOUZA, L. J. G. DE et al. Análise do tratamento e mortalidade nos casos de câncer gástrico na região Norte do Brasil entre 2019 e 2023. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 24, n. 8, p. e16667, 13 ago. 2024. |
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