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| O PROCESSO DE ENFERMAGEM COMO ESTRATÉGIA DE GESTÃO DO CUIDADO | |
| 1TAINARA MACHADO DE OLIVEIRA, 2CAROLINE DO NASCIMENTO LEITE | |
| 1Graduanda em Enfermagem pela Universidade Paranaense – UNIPAR 2Docente da UNIPAR |
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| Introdução: O Processo de Enfermagem (PE) é reconhecido como a principal forma de sistematizar a assistência, pois constitui um método que possibilita a aplicação prática de uma teoria de enfermagem, que visibiliza a atuação denfermeiro de modo autônomo e eficaz no exercício da profissão (Argenta; Adamy; Bitencourt, 2020). Diante da relevância do PE como instrumento fundamental para orientar a prática assistencial, o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) publicou a Resolução nº 358/2009, que regulamenta sua aplicação em cinco etapas. Esse documento oficial destaca que o PE deve ser executado de maneira intencional, organizada e contínua em todos os níveis de atenção à saúde, abrangendo tanto os serviços públicos quanto os privados (Macedo et al., 2020). Objetivo: Evidenciar a utilização do Processo de Enfermagem como instrumento norteador da prática assistencial, destacando sua importância para a organização do cuidado, a tomada de decisão clínica e a qualificação da assistência prestada ao paciente. Desenvolvimento: Trata-se de uma revisão de literatura com busca nas bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Lilacs, Medline, tendo como critérios de inclusão: artigos completos e gratuitos em português e inglês, com recorte temporal entre 2020 e 2025 e autoria ou coautoria da enfermagem. Foram excluídos ou não incluídos artigos incompletos, pagos, em outros idiomas, fora do tema central, bem como resumos, teses, dissertações, editoriais e artigos de outra área de conhecimento. A busca foi realizada mediante a utilização dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) “Processo de Enfermagem”, “Enfermeiro”, “Cuidados de Enfermagem” e “Avaliação em Enfermagem”, associados pelo operador booleano AND. Após a leitura dos textos a partir dos critérios elencados, 6 artigos foram selecionados para discussão. No Brasil, a Teoria das Necessidades Humanas Básicas, formulada por Wanda de Aguiar Horta em 1979 na Escola de Enfermagem Anna Nery, estimulou enfermeiros a direcionar sua prática para a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), estruturada a partir do PE e fundamentada em bases científicas. Atualmente, através da resolução COFEN nº 736 de 17 de janeiro de 2024, o PE é constituído por cinco etapas fundamentais: avaliação de enfermagem, diagnóstico de enfermagem, planejamento de enfermagem, implementação de enfermagem e evolução de enfermagem. Somente a partir dessas Resoluções foi possível consolidar a diferenciação entre a SAE e o PE, termos que, por muito tempo, foram empregados de forma equivocada como sinônimos (COFEN, 2024). A SAE corresponde à organização do trabalho profissional, contemplando método, recursos humanos e instrumentos, o que possibilita tanto a operacionalização do PE quanto a aplicação de outras metodologias de trabalho (Rodrigues et al., 2021). Já o PE configura-se como um método científico que orienta o cuidado profissional e a documentação da prática, caracterizando-se como um instrumento aplicado diretamente à assistência (Crivelaro et al., 2020). O PE, além de organizar o trabalho e o processo de cuidar, o PE reforça a identidade profissional e autonomia (Barros et al., 2022). O PE organiza-se em cinco etapas. A primeira etapa consiste na avaliação de enfermagem, na compreensão da coleta de dados informações pelo relato familiar ou do próprio usuário, exames de imagem, testes clínicos, com o objetivo de identificar necessidades de cuidado. A segunda etapa, é o diagnóstico de enfermagem que fundamenta-se no julgamento clínico para identificar problemas existentes, condições de vulnerabilidade ou potenciais para melhoria na saúde do paciente, da família e da coletividade. A terceira etapa, descreve o planejamento de enfermagem, que equivale na elaboração do plano assistencial, incluindo a priorização dos diagnósticos, a definição de resultados esperados, e a prescrição das intervenções, ações e protocolos a serem aplicados. A quarta etapa, referência a implementação de enfermagem, abrange a execução das intervenções planejadas, respeitando as competências técnicas de cada profissional, incluindo cuidados autônomos. Por fim, a quinta etapa, no qual, o enfermeiro realiza a evolução de enfermagem pela avaliação dos resultados obtidos, garantindo a melhoria e a qualificação da assistência prestada (COFEN, 2024). A documentação de todo o PE deve ser registrada no prontuário físico ou eletrônico, garantindo a rastreabilidade das ações. Conclusão: Diante do exposto, o enfermeiro se estabelece como protagonista na implementação do PE, atuando de maneira estratégica na gestão, organização e qualificação do cuidado. Por meio das etapas do PE avaliação, diagnóstico, planejamento, implementação e evolução de enfermagem, que integra teoria, prática e evidências científicas, garantindo que o cuidado seja seguro, eficiente e centrado nas necessidades do paciente, da família e da coletividade. Ademais, essa sistematização fortalece sua identidade profissional, orienta a tomada de decisão clínica e promove melhores práticas, consolidando o enfermeiro como agente essencial na promoção da saúde, prevenção de agravos e aprimoramento contínuo da qualidade da assistência. |
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| Referências: ARGENTA, Carla; ADAMY, Edlamar Kátia; BITENCOURT, Julia Valéria de Oliveira Vargas. Processo de enfermagem: história e teoria. Editora UFFS, 2020. Disponível em: https://books.scielo.org/id/w58cn/pdf/argenta-9786586545234-01.pdf. Acesso em: 27 ago. 2025. BARROS, Alba Lucia Bottura Leite de et al. Processo de Enfermagem no contexto brasileiro: reflexão sobre seu conceito e legislação. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 75, p. e20210898, 2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/reben/a/StQhMkT39yNK4XsTjLNRbXm/?lang=pt. Acesso em: 27 ago. 2025. COFEN, Conselho Federal de Enfermagem. Resolução COFEN nº 736 de 17 de janeiro de 2024. Dispõe sobre a implementação do Processo de Enfermagem em todo contexto socioambiental onde ocorre o cuidado de enfermagem. Brasília, DF, 2024. Disponível em: https://sis.unileao.edu.br/uploads/3/biblioteca-digital/resolu____o_cofen_n___736_de_17_de_janeiro_de_2024.pdf. Acesso em: 27 ago. 2025. CRIVELARO, Patrícia Maria da Silva et al. O processo de enfermagem e classificação internacional para a prática de enfermagem (CIPE®): Potencialidades na atenção primária. Brazilian Journal of Development, v. 6, n. 7, p. 54085-54101, 2020. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/14298. Acesso em: 27 ago. 2025. MACEDO, Evelin Reis et al. Fatores que dificultam a aplicação do processo de enfermagem pelos enfermeiros da atenção primária à saúde. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 15, n. 2, p. e9584-e9584, 2022. Disponível em: https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/view/9584/5889. Acesso em: 27 ago. 2025. RODRIGUES, Thiago Tavares et al. Sistematização da assistência de enfermagem: uma década de implementação sob a ótica do enfermeiro. Revista Enfermagem Atual In Derme, v. 95, n. 34, 2021. Disponível em: https://revistaenfermagematual.com.br/index.php/revista/article/view/996. Acesso em: 29 de ago. 2025. |
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