ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO NOS PRIMEIROS MESES DE VIDA
1RAFAELLA SILVA DIAS DE LIMA, 2YASMIN TREVISAN CORREA LINO DOS SANTOS, 3MARCELA OLIVEIRA CHIAVARI FREDERICO
1Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
3Docente da UNIPAR
Introdução: O aleitamento materno, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é o ato de alimentar o lactente com leite materno, independentemente da introdução de outros alimentos. Quando realizado de forma exclusiva, consiste na oferta apenas de leite materno, de uma nutriz ou por meio de leite extraído, sem a adição de outros líquidos ou sólidos, exceto vitaminas, suplementos minerais ou medicamentos (FURTADO; ASSIS, 2012). Além dos benefícios para o bebê, a amamentação também traz vantagens significativas para a saúde materna. Mulheres que amamentam tendem a recuperar mais rapidamente o peso anterior à gestação, apresentam menor risco de hemorragias no puerpério imediato, o que reduz a chance de anemia por perda sanguínea, e ainda se beneficiam de uma proteção ampliada contra o desenvolvimento de câncer de mama, entre outras condições (CHOWDHURY et al., 2015).
Objetivo: Evidenciar a importância do aleitamento materno exclusivo durante os primeiros meses de vida, destacando seus benefícios para o desenvolvimento do lactente e os impactos positivos na saúde materna.
Desenvolvimento: A prática do aleitamento materno é essencial para a mãe, a criança e a sociedade, devendo ser constantemente incentivada e protegida. Trata-se de uma estratégia natural e eficaz de fortalecimento do vínculo afetivo, proteção e nutrição da criança, contribuindo significativamente para a promoção da saúde integral da dupla mãe-bebê e para a redução das taxas de morbimortalidade materna e infantil (LIMA et al., 2019). Através da amamentação, a criança é exposta a múltiplos estímulos que, aliados à interação com a mãe durante as mamadas, promovem sensações de segurança, acolhimento e bem-estar, elementos fundamentais para um desenvolvimento saudável. A proximidade corporal permite que o bebê reconheça os batimentos cardíacos, a respiração e o calor materno, fortalecendo o vínculo afetivo entre ambos (MACEDO et al., 2015). Assim, recomenda-se que a amamentação seja iniciada, sempre que possível, dentro da primeira hora após o nascimento, sob orientação e acompanhamento profissional. As puérperas devem manter o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, oferecendo somente o leite materno, sem a introdução de outros líquidos ou alimentos. Essa prática se baseia no fato de que o leite materno é o alimento mais completo e adequado para a nutrição do recém-nascido, além de fortalecer significativamente o sistema imunológico do bebê. A introdução precoce de outros alimentos pode representar riscos à saúde, expondo a criança a agentes patogênicos. Por outro lado, o leite materno estimula a produção de anticorpos, protegendo a criança contra infecções, alergias, doenças e até mesmo reduzindo o risco de mortalidade (BRASIL, 2024).
Conclusão: Diante dos inúmeros benefícios comprovados para a saúde do lactente e da mãe, o aleitamento materno exclusivo nos primeiros meses de vida deve ser amplamente promovido como prática fundamental de cuidado e prevenção em saúde. Investir em políticas públicas, ações educativas e apoio às nutrizes é essencial para fortalecer essa prática, garantindo um início de vida mais saudável para a criança e melhores desfechos maternos. Assim, o aleitamento materno se consolida não apenas como um ato de amor e cuidado, mas como uma estratégia de saúde pública com impacto duradouro na qualidade de vida da população.
Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos. Brasília: Ministério da Saúde, 2019.
BRASIL. Ministério da Saúde. Ministério da Saúde lança campanha de amamentação com foco na redução de desigualdades. Brasília, 2024. 
CHOWDHURY, Ranadip et al. Breastfeeding and maternal health outcomes: a systematic review and meta‐analysis. Acta paediatrica, v. 104, p. 96-113, 2015.
FURTADO, Laura Cristhina Resende; ASSIS, Thaís Rocha. Diferentes fatores que influenciam na decisão e na duração do aleitamento materno: Uma revisão da literatura. Movimenta (ISSN 1984-4298), v. 5, n. 4, p. 303-312, 2012.
LIMA, Simone Pedrosa et al. Percepção de mulheres quanto à prática do aleitamento materno: uma revisão integrativa. Rev. pesqui. cuid. fundam.(Online), p. 248-254, 2019.
MACEDO, Maria Dayana da Silva et al. Aleitamento materno: identificando a prática, benefícios e os fatores de risco para o desmame precoce. Rev. enferm. UFPE on line, p. 414-423, 2015.