RELAÇÃO ENTRE HÁBITOS ALIMENTARES E DESEMPENHO INTELECTUAL DE UNIVERSITÁRIOS  
1ELOÍSA DA SILVA, 2LETICIA FAGUNDES PRESSOTTO, 3EDIANE PISSAIA
1Acadêmica do Curso de Nutrição da Universidade Paranaense – UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Nutrição da Universidade Paranaense – UNIPAR
3Docente na Universidade Paranaense – UNIPAR
Introdução: Nos últimos anos, tem sido percebido um aumento significativo de problemas de saúde entre jovens universitários, tanto no aspecto físico quanto mental e cognitivo, uma vez que o desempenho intelectual pode estar associado ao comportamento do cotidiano do universitário (CHEF ESCOLAR, 2025). Como os divulgados pelo Jornal da USP, o alto consumo de ultraprocessados pode prejudicar funções cognitivas e a capacidade de realizar atividades do dia a dia (FERREIRA, 2022). Diante disso, torna-se importante destacar que adotar uma alimentação saudável é uma estratégia eficaz para a prevenção de doenças crônicas originárias da alimentação (BRASIL, 2022). Os alimentos são a maior fonte de nutrientes essenciais para o funcionamento do organismo e, por isso, contribuem para o bem-estar. A deficiência desses nutrientes pode resultar em déficit de memória, problemas na aprendizagem, além de aumentar o risco de doenças neurodegenerativas e/ou crônicas (COSTA; PETRIBÚ; SANTOS, 2023). Além disso, a prática de atividade física regular também é fundamental para melhorar o bem-estar físico e mental (BRASIL, 2021).  Para melhor entendimento, a cognição é entendida como o processo de aprender, armazenar e compreender informações, estando ligada a experiência social e ao ambiente, o que influencia diretamente no f cognitivo (PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ - PUCPR, 2024). Na rotina universitária, aspectos como privação de sono, uso de álcool, estresse, má condição de saúde mental, autonomia alimentar, alimentação inadequada, disponibilidade de alimentos, acessibilidade física e financeira, entre outros aspectos, podem comprometer a função cerebral, desempenho cognitivo e consequentemente o rendimento acadêmico dos universitários (COSTA; PETRIBÚ; SANTOS, 2023; PEREZ; CASTRO; FRANCO, 2022). Diante desse contexto, se torna essencial compreender melhor a relação entre os hábitos alimentares e o desempenho cognitivo dos acadêmicos. 
Objetivo: O principal objetivo deste estudo é analisar a relação entre os hábitos alimentares e o desempenho cognitivo dos universitários, considerando os possíveis fatores relacionados que podem impactar a rotina alimentar e o rendimento acadêmico.  
Desenvolvimento: Diversos estudos têm demonstrado a relação entre os hábitos alimentares e o desempenho cognitivo entre os universitários, evidenciando como a rotina acadêmica e outros fatores podem influenciar diretamente na qualidade da alimentação e, consequentemente, na capacidade intelectual. Ferreira (2022) destaca que o consumo frequente de alimentos ultraprocessados pode prejudicar as funções cognitivas e a capacidade de realizar atividades diárias. Já Costa e seus colaboradores (2023) reforçam ainda mais essa questão, pois, a deficiência de micronutriente, causada por dieta pobre em vitaminas e minerais, pode estar associada a déficit de memória, problemas na aprendizagem, além de aumentar o risco de doenças neurodegenerativas e/ou crônicas. Os autores mostram que a adoção de hábitos alimentares saudáveis que incluam frutas, legumes, verduras, proteínas, cereais e grãos, promovem  benefícios relevantes na cognição relacionada a memória e concentração, ou seja, impulsionam o equilíbrio nutricional e a prevenção de doenças e consequentemente atuam tanto no desenvolvimento intelectual acadêmico quanto na saúde mental. Quando se trata do contexto universitário, aparecem aspectos que podem dificultar a adesão a uma alimentação adequada e saudável, porém Perez, Castro e Franco (2022) ressaltam que a limitação de tempo, disponibilidade de alimentos, acessibilidade física e financeira, entre outros, podem ser barreiras e/ou facilitadores nas escolhas alimentares saudáveis, o que contribui significativamente para deficiências nutricionais e a queda no desempenho cognitivo. Portanto, a literatura indica que as escolhas alimentares adequadas, o sono de qualidade, a prática de atividade fisica, a adaptação da rotina referente ao estresse devido ao cotidiano do acadêmico, constitui um conjunto de fatores favoráveis para a melhora do desempenho cognitivo dos universitários, então a promoção de saúde através de incentivos e/ou propostas de escolhas mais benéficas contribuirão para o aumento do rendimento, redução do estresse, mais disposição e formação de profissionais mais saudáveis e produtivos. Dessa forma, entender quais são as barreiras e os  desafios que afetam o universitário pode auxiliar na elaboração de estratégias para a melhoria no ambiente acadêmico. 
Conclusão: O ambiente universitário impõe desafios que impactam diretamente as escolhas alimentares, devido a rotina, ao estresse, carga horária, à autonomia alimentar, limitação tempo e disponibilidade de alimentos saudáveis. Assim, é importante promover a saúde por meio de incentivos para escolhas saudáveis e aumentar o rendimento dos universitários, contribuindo para a formação de futuros profissionais mais saudáveis e produtivos.
Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Alimentação adequada e saudável faz bem para você, para a sociedade e para o planeta. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/eu-quero-me-alimentar-melhor/noticias/2022/alimentacao-adequada-e-saudavel-faz-bem-pra-voce-pra-sociedade-e-pro-planeta. Acesso em: 07 jul. 2025.
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de atividade física para a população brasileira. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_atividade_fisica_populacao_brasileira.pdf. Acesso em: 07 jul. 2025. 
COSTA, M. C. R. de A.; PETRIBÚ, M. M. V.; SANTOS, E. M. C. Qualidade dietética, estado nutricional e desempenho acadêmico em estudantes universitários do interior de Pernambuco. Revista da Associação Brasileira de Nutrição – RASBRAN, v. 14, n. 1, p. 1–15. 2023. Disponível em: https://www.rasbran.com.br/rasbran/article/view/1953/431. Acesso em: 19 jul. 2025.
FERREIRA, I. Consumo excessivo de alimentos ultraprocessados pode aumentar o risco de declínio cognitivo. Jornal da USP, São Paulo, 2022. Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/consumo-excessivo-de-alimentos-ultraprocessados-pode-aumentar-o-risco-de-declinio-cognitivo/. Acesso em: 26 jul. 2025.
PEREZ, P. M. P.; CASTRO, I. R. R. DE .; FRANCO, A. DA S..Trajetória de mudanças das práticas alimentares de estudantes de uma universidade pública brasileira. Ciência & Saúde Coletiva, v. 27, n. 7, p. 2789–2803, 2022.  
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ (PUCPR). Processos cognitivos, 2024. Disponível em: https://posdigital.pucpr.br/blog/processos-cognitivos. Acesso em: 26 jul. 2025.