DEPRESSÃO EM IDOSOS: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA  
1LUIZA TROCHMANN FANCHIN, 2JULYANA ANDRADE OLIVEIRA, 3FERNANDO FRAGOSO MAGALHÃES, 4SABRINA VEIGA GUIMARÃES, 5RAFAEL ORNELAS CARDOSO, 6ELENIZA VICTOR ADAMOWSKI
1Acadêmico do curso de Medicina da Unicesumar
2Acadêmico do curso de Medicina da Unicesumar
3Acadêmico do curso de Medicina da Unicesumar
4Acadêmico do curso de Medicina da Unicesumar
5Acadêmico do curso de Medicina da Unicesumar
6Docente Dra. do curso de Medicina da Unicesumar
Introdução: A depressão em idosos é um transtorno mental frequente, multifatorial e subdiagnosticado, que afeta negativamente o bem-estar físico, cognitivo e social dessa população. Caracteriza-se por tristeza persistente, sofrimento emocional e perda de interesse, estando associada a comorbidades, isolamento, baixa renda e fragilidade (PAIVA; SOARES; FARIA, 2023). A condição muitas vezes não é reconhecida pelos próprios idosos, o que retarda o diagnóstico e agrava o prognóstico (ANDRADE; FERREIRA; AGUIAR, 2016). Diante do envelhecimento populacional e da alta prevalência da doença em idosos, torna-se essencial conhecer seus determinantes e estratégias terapêuticas adequadas.
Objetivo:Sintetizar o conhecimento disponível sobre as características clínicas, fatores de risco, métodos diagnósticos e intervenções terapêuticas utilizadas na depressão em idosos, por meio de uma revisão integrativa da literatura com foco nas características clínicas, fatores de risco, métodos diagnósticos e intervenções terapêuticas utilizadas na depressão em idosos. Foi conduzida uma busca sistemática nas bases PubMed e Medline, SciELO e LILACS, com filtro por revisões sistemáticas publicadas entre 2020 e julho de 2025.
Desenvolvimento: Dos 190.498 registros iniciais, 9 estudos atenderam aos critérios de elegibilidade, analisando epidemiologia, sintomatologia, diagnóstico e tratamento sobre depressão em idosos. A prevalência global de depressão variou de 19,2% a 64,6%, sendo maior em países em desenvolvimento, em mulheres, idosos institucionalizados, pessoas com doenças crônicas, baixo nível educacional e ausência de apoio social (JALALI et al., 2024). A solidão, o estresse e a condição de “ninho vazio” foram fortemente associados à depressão (ZHANG et al., 2020). A detecção diagnóstica ainda é predominantemente clínica, com uso de escalas como GDS-4 e GDS-5 (Escala de Depressão Geriátrica de 4 e 5 itens, respectivamente), embora métodos tecnológicos como sensores de sono e atividade tenham demonstrado potencial (BRAÑEZ-CONDORENA et al., 2021). O tratamento inclui abordagens farmacológicas, embora limitadas por efeitos adversos e menor eficácia nessa faixa etária, e terapias não medicamentosas como: terapia de reminiscência, psicologia positiva, musicoterapia, hortoterapia, terapia com animais, aromaterapia com lavanda, Tai Chi, exercícios físicos, intervenções cognitivas e suporte social (SILVA et al., 2021; GUTSMIEDL et al., 2020). Estratégias de baixa intensidade como biblioterapia, contato remoto com profissionais e programas online mostraram-se promissoras ao ampliar o acesso (WUTHRICH et al., 2024). Por outro lado, terapias como deambulação comunitária e dieta mediterrânea apresentaram resultados inconclusivos (RUDZIŃSKA et al., 2023). Destaca-se a necessidade de tratamentos individualizados, integrando aspectos emocionais, sociais e funcionais dos idosos.
Conclusão: Esta revisão demonstra que a depressão em idosos é altamente prevalente, impacta significativamente a saúde e qualidade de vida e exige intervenções diagnósticas e terapêuticas amplas e personalizadas. A integração de serviços de saúde mental aos cuidados primários e o incentivo a terapias acessíveis e multidimensionaissão fundamentais para melhorar os desfechos dessa condição na população idosa. Além disso, os achados reforçam a necessidade de estudos direcionados ao tratamento e redução de eventos adversos causados por eles, bem como otimização da eficácia nessa faixa etária.
Referências:
ANDRADE, Anny Beatriz Costa Antony de; FERREIRA, Alaidistânia Aparecida Gomes de; AGUIAR, Maria José. Conhecimento dos idosos sobre os sinais e sintomas da depressão. Saúde em Redes, v. 2, n. 2, p. 157–166, 4 ago. 2016. 
BRAÑEZ-CONDORENA, Ana et al. Accuracy of the Geriatric Depression Scale (GDS)-4 and GDS-5 for the screening of depression among older adults: A systematic review and meta-analysis. PLoS ONE, v. 16, n. 7, p. e0253899, 1 jul. 2021.
GUTSMIEDL, Katharina et al. How well do elderly patients with major depressive disorder respond to antidepressants: A systematic review and single-group meta-analysis. BMC Psychiatry, v. 20, n. 1, p. 1–12, 4 mar. 2020.
JALALI, Amir et al. Global prevalence of depression, anxiety, and stress in the elderly population: a systematic review and meta-analysis. BMC Geriatrics, v. 24, n. 1, p. 1–15, 1 dez. 2024.
PAIVA, Teresa Catarina; SOARES, Luísa; FARIA, Ana Lúcia. Depression in Elderly People. Encyclopedia, v. 3, n. 2, p. 677–686, 29 maio 2023.
RUDZIŃSKA, Anna et al. Can the Mediterranean diet decrease the risk of depression in older persons – a systematic review. Psychiatria Polska, v. 57, n. 2, p. 339–354, 30 abr. 2023.
SILVA, Thais Bento Lima da et al. Cognitive interventions in mature and older adults, benefits for psychological well-being and quality of life: a systematic review study. Dementia & Neuropsychologia, v. 15, n. 4, p. 428–439, 3 dez. 2021.
WUTHRICH, Viviana M. et al. Efficacy of low intensity interventions for geriatric depression and anxiety – A systematic review and meta-analysis. Journal of Affective Disorders, v. 344, p. 592–599, 1 jan. 2024.
ZHANG, Hong He et al. Prevalence of Depression Among Empty-Nest Elderly in China: A Meta-Analysis of Observational Studies. Frontiers in Psychiatry, v. 11, p. 608, 7 jul. 2020.