EDUCAÇÃO EM SAÚDE REALIZADA PELO ENFERMEIRO DURANTE O PRÉ-NATAL   
1FABIOLA MICHELE PARIZE, 2CAMILA DALL AGNOL, 3JOÃO PAULO SOARES MOREIRA, 4GIOVANA CAROLINA XAVIER, 5JESSICA TAISE DA SILVA GONZATTO, 6ALUANA MORAES
1Acadêmico do curso de Enfermagem UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
3Acadêmico do Curso de Enfermagem da UNIPAR
4Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
5Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
6Docente da UNIPAR
Introdução: A educação em saúde estabelece autonomia aos indivíduos pois oferece conhecimentos sobre sua própria saúde e consequentemente abordagens para melhorar a qualidade de vida4. O enfermeiro encontra na Atenção Primária à Saúde o principal local para realizar suas atribuições quanto à promoção da saúde, essas atividades se estendem à estruturação de atividades educativas, à assistência ao paciente, à sua família e à comunidade como um todo1. Quando relacionado ao bem-estar materno-infantil, cabe ao enfermeiro todas as práticas relacionadas ao pré-natal, como por exemplo as consultas, os testes rápidos, o apoio social e a educação pré-natal, sendo essa desenvolvida com abordagem voltada para criação de vínculo com as gestantes, essencial para o estabelecimento de uma relação horizontal, possibilitando o envolvimento de ambos na educação em saúde.
Objetivo: demonstrar como é importante a atuação do enfermeiro na realização de atividades educativas em saúde sobre a gestação e o recém-nascido (RN) durante o pré-natal. Método: foi realizada uma revisão narrativa de forma online no Portal Regional da BVS com os seguintes descritores: educação em saúde, cuidado pré-natal, enfermagem obstétrica, educação pré-natal e gestantes. Os filtros utilizados foram: texto completo, idioma em portugues e publicações dos últimos 5 anos.
Desenvolvimento: As estratégias usadas voltadas para a educação em saúde durante o pré natal foram o diálogo com as gestantes durante as consultas, grupo de gestantes, rodas de conversa, recursos de áudio e vídeo, jogos educativos, brinquedos e demonstrações práticas no decorrer das atividades e da visita domiciliar. No que se refere aos temas discutidos, o aleitamento materno é a temática de maior abordagem, juntamente com as particularidades relacionadas aos métodos de parto, a alimentação e hidratação materna, as mudanças fisiológicas no corpo e mente da mulher, os cuidados gerais com o bebe, o direito à acompanhante, entre outros assuntos relacionados a saúde e bem-estar gestacional5; outros artigos ainda ressaltaram temas como sífilis, Zika Vírus, teste do pezinho e triagem neonatal. O maior enfoque no tema aleitamento materno se faz devido ao conhecimento ainda limitado e com equívocos das gestantes e puérperas, como constatação podemos observar o número de puérperas que não realizam a amamentação exclusiva até os 6 meses do bebe5. Segundo Santana, “a realização de atividades educativas tem se mostrado uma importante ferramenta para a promoção da amamentação por propiciar a desmistificação de crenças errôneas e ofertar informações confiáveis e de qualidade”. O plano de parto se torna cada vez mais explanado às gestantes, muitas estão deixando de lado o parto cesariano e optando por um parto normal humanizado, o qual segue o processo fisiológico e traz vivência a parturiente, evitando também traumas psicológicos e físicos. O enfermeiro busca ensinar às gestantes todas as etapas do parto, para que assim esta consiga identificar o momento de ir para a maternidade6. Os grupos de gestante colaboram com as dinâmicas do enfermeiro promovendo diversas trocas de vivências entre as mamães e gerando uma comunidade de apoio. As alterações no corpo da mulher ocorrem durante toda a gestação e é função do enfermeiro informar sobre todas elas à gestante, também devendo orientar sobre a importância de uma alimentação nutritiva e equilibrada e boa ingestão hídrica6. Independente do número de filhos, o conhecimento das gestantes referente aos cuidados com o RN é limitado, isso é evidenciado ao ouvir as gestantes dialogando sobre os cuidados com o coto umbilical, e ainda sobre quais devem ser as vacinas administradas e sobre as visitas e saídas no primeiro mês de vida do RN, tudo isso baseado em mitos e crenças religiosas e culturais. O direito ao acompanhante durante o parto é garantido pela Lei no 11.108/2005 porém, é recorrente as dúvidas das gestantes sobre este assunto. No que tange às limitações do enfermeiro, destaca-se o desinteresse de participação das gestantes e a insuficiência de capacitação da equipe de saúde. Em análise dos artigos, destaca-se que as intervenções de educação em saúde executadas no pré-natal são realizadas majoritariamente no decorrer da consulta de enfermagem, isso conclui que estes podem ser os únicos locais de contato da gestante com práticas educativas.
Conclusão: é de extrema importância a educação em saúde ofertada pelos enfermeiros na assistência ao pré-natal, pois é através desta que as gestante rompem seus medos e tiram suas dúvidas referentes ao processo reprodutivo1. Pelo fato do enfermeiro apresentar um maior contato com a população, a profissão se torna um ponto-chave para educar em saúde a comunidade. É necessário estimular a capacitação dos enfermeiros e dar-lhes os meios adequados para isso, assim serão capazes de reconhecer suas ações e aprimorar competências para desenvolver atividades que contribuam para o diálogo efetivo entre profissionais de saúde, gestantes e familiares, e para contribuir com a promoção de saúde respeitando as necessidades de cada indivíduo e comunidade.
Referências:
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