CAPACITAÇÃO EM PRIMEIROS SOCORROS: TRANSFORMANDO A EDUCAÇÃO EM SAÚDE DE PROFESSORES E PSICÓLOGOS 
1ANNA LUIZA ROGERIO ALMEIDA, 2MARIA CRISTINA TRENTINI PAGNUSSAT, 3RENAN ANDRADE FRASQUETTI, 4AMANDA PAINI, 5GABRIEL DE OLIVEIRA ALUISO, 6ROSILEY BERTON PACHECO
1Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
3Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR
4Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
5Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR
6Docente da UNIPAR
Introdução: Os primeiros socorros refere-se ao ato de um atendimento imediato ao se deparar com uma vítima, reconhecendo a condição do risco com o intuito de controlar e promover um ambiente controlado para um posterior atendimento intra-hospitalar (MORENO, FONSECA, 2021). As ocorrências em ambientes escolares são a principal causa de morte em indivíduos em idade escolar, fazendo com que o manejo precoce de tais situações seja um importante fator para reduzir a taxa de morbimortalidade (SANTOS, RORIZ, 2023).
Objetivo: Este trabalho teve como objetivo revisar a literatura científica acerca da importância da capacitação em primeiros socorros para estudantes dos cursos de Psicologia e Pedagogia.
Desenvolvimento: Segundo Rodrigues et al. (2022), ações de atendimento imediato a uma vítima em condição de risco são essenciais independentemente da causa ou natureza do incidente, pois visam garantir o controle dos sinais vitais no local com o objetivo de minimizar os agravos e salvar a vida da vítima. Os acidentes nas escolas são frequentes, sendo os esportes escolares e as brincadeiras em grupo a principal causa de acidentes dentro da escola, sendo os mais comuns: as quedas, as colisões, os cortes,aslesõesmusculares, os ferimentos, as hemorragias, asfixia, engasgoe até mesmo a parada cardiorrespiratória (BOAVENTURA et al., 2017). Essas ocorrências representam a principal causa de morte entre crianças e jovens de 1 a 14 anos no Brasil, o que evidencia a importância de medidas preventivas e de intervenção rápida, especialmente em ambientes escolares (SANTOS; RORIZ, 2023). Considerando que os estudantes passam grande parte do dia nas escolas, torna-se evidente que esse ambiente apresenta elevada suscetibilidade a acidentes. De acordo com Santos e Roriz (2023), a permanência prolongada das crianças e adolescentes em atividades escolares, geralmente em grupo, aumenta a probabilidade de lesões acidentais, sendo essencial que os profissionais da educação estejam preparados para agir diante de emergências. As diretrizes de entidades internacionais reforçam essa necessidade. Boaventura et al. (2017) destacam que tanto a American Academy of Pediatrics quanto a American Heart Association seguem recomendações mundiais em primeiros socorros, enfatizando a capacitação de profissionais e a implementação de planos sistematizados de atendimento emergencial em escolas com crianças. O ambiente escolar possui um papel fundamental na promoção de saúde, prevenção de doenças e acidentes entre crianças e adolescentes (BOAVENTURA et al., 2017). Assim, o incentivo à população sobre noções básicas de primeiros socorros é de suma importância, uma vez que sua execução é um dever moral e sua negligência é configurada crime (MORENO et al., 2021). Nesse contexto, a Lei Lucas (Lei nº 13.722/2018) surge como uma resposta institucional à carência de preparo no ambiente escolar. A legislação estabelece a obrigatoriedade de capacitação em noções básicas de primeiros socorros para professores e funcionários de escolas públicas e privadas de educação básica, representando um avanço na promoção da segurança escolar. Além disso, reforça-se a necessidade de incluir esse conteúdo na formação de futuros pedagogos e psicólogos, que frequentemente atuam em contato direto com o público infantojuvenil (Lei nº 13.722/2018). A ausência de informações e conhecimentos em saúde é um risco que pode causar vítimas, que em alguns casos vêm a óbito por falta de treinamento específico em situações de socorro imediato (MORENO; FONSECA, 2021). 
Conclusão: A capacitação em primeiros socorros é fundamental no ambiente escolar, especialmente para profissionais como pedagogos e psicólogos, que lidam diretamente com o público infantojuvenil. Portanto, diante da frequência de acidentes e da vulnerabilidade de crianças e adolescentes, é essencial que esses profissionais estejam preparados para agir em situações de emergência. 
Referências:
BOAVENTURA, Ana Paula et al. Primeiros socorros no ambiente escolar: relato de experiência na Divisão de Educação Infantil e Complementar da Universidade Estadual de Campinas. Revista Saberes Universitários, Campinas, v. 2, n. 2, p. 147–158, 2017. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/saberes/article/view/7596/4556. Acesso em: 18 ago. 2025.
BRASIL. Lei nº 13.722, de 4 de outubro de 2018. Torna obrigatória a capacitação em noções básicas de primeiros socorros de professores e funcionários de estabelecimentos de ensino públicos e privados de educação básica e de estabelecimentos de recreação infantil. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 5 out. 2018. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/L13722.htm. Acesso em: 18 ago. 2025.
DOS SANTOS, Adriely Sousa; RORIZ, Beatriz Cardoso. Implantação de cursos e treinamentos de primeiros socorros no ambiente escolar: uma revisão integrativa. Humanidades & Inovação, v. 10, n. 14, p. 206–216, 2023.
MORENO, Silvia Helena Reis; FONSECA, João Paulo Soares. A importância das oficinas de primeiros socorros após implantação da lei Lucas: a vivência de um colégio. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 4, n. 2, p. 4661–4674, 2021. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/25702/20554. Acesso em: 18 ago. 2025.
PAZIN-FILHO, Antônio et al. Parada cardiorrespiratória (PCR). Medicina (Ribeirão Preto), Ribeirão Preto, v. 36, n. 2/4, p. 163–178, 2003. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/download/543/740/1419. Acesso em: 18 ago. 2025.
RODRIGUES, Kátia Pontes et al. Capacitação em primeiros socorros aos professores que atuam na educação básica. Global Clinical Research, v. 2, n. 1, p. 19, 2022. Disponível em: https://d1wqtxts1xzle7.cloudfront.net/118479508/38-libre.pdf. Acesso em: 18 ago. 2025.