LED TERAPÊUTICO: LUZ QUE COMBATE A ACNE RESTAURA A PELE   
1GABRIELA FERNANDA MORO, 2AMANDA APARECIDA MARTINS, 3VANESSA MUTZ HENCHEN, 4ELIANE MARIA VOGEL
1Acadêmico do curso de Estética e Cosmética da UNIPAR
2Estética e Cosmética
3Estética e Cosmética
4Docente da UNIPAR
Introdução: A acne vulgar é uma das condições dermatológicas mais comuns, afetando a maioria da população em algum momento da vida. Caracterizada pelo acometimento da unidade pilo-sebácea, sua etiologia é multifatorial e envolve a hiperprodução sebácea, obstrução folicular, proliferação bacteriana e resposta inflamatória exacerbada. Além do impacto físico, a acne pode causar consequências psicológicas significativas, como baixa autoestima, ansiedade e depressão. A fototerapia com LED, usando luz azul e vermelha, surge como uma alternativa eficaz aos tratamentos convencionais (Rivitti, 2014; Petri; Kaplan; Lane, 2003).
Objetivo: Apresentar e revisar, através da bibliografia disponível, os eventuais benefícios da utilização do LED para potencialização e eficiência no tratamento da acne, bem como seus parâmetros de uso.
Desenvolvimento: Embora a acne seja considerada uma condição muito comum, afetando de 85% a 100% da população, ainda enfrentamos dificuldades em encontrar tratamentos eficazes e sem efeitos colaterais. Os métodos tradicionais incluem agentes tópicos e sistêmicos, como peróxido de benzoíla, retinoides, antibióticos e isotretinoína, que podem causar efeitos adversos. Nesse contexto, a fototerapia com LED surge como uma alternativa segura e eficaz (Soares, 2022). A luz azul, com comprimento de onda entre 400 e 470 nm, age predominantemente por meio da ativação das porfirinas produzidas por Propionibacterium. Esse processo leva à geração de espécies reativas de oxigênio (EROs), resultando na lise bacteriana e na consequente redução da carga microbiana. Já a luz vermelha (620-680 nm) possui propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes, atuando na estimulação dos fibroblastos e na síntese de colágeno e elastina, o que favorece a reparação da pele e minimiza a formação de cicatrizes. Os parâmetros de uso do LED no tratamento da acne dependem do grau da condição e das características individuais do paciente. Protocolos clínicos indicam que a luz azul deve ser aplicada a aproximadamente 10 cm da pele, por um período de 10 a 20 minutos, duas a três vezes por semana. Já a luz vermelha pode ser utilizada de forma complementar. Estudos demonstram que a combinação dessas luzes potencializa os resultados, diminuindo lesões inflamatórias e não inflamatórias sem os efeitos colaterais dos medicamentos (Scheider; Vargas et al., 2016). A terapia com LED pode ser aplicada duas a três vezes por semana, sozinha ou associada a outros procedimentos estéticos. Apesar dos resultados promissores, mais pesquisas são necessárias para otimizar os protocolos e avaliar a durabilidade dos efeitos a longo prazo. Entretanto, o procedimento já se destaca como uma forma de intensificar e acelerar a melhora da acne (Soares, 2022).
Conclusão: Após a análise sobre os benefícios do LED, bem como o mecanismo de ação e formas de aplicação, a fototerapia com LED se consolida como uma abordagem eficaz e segura no tratamento da acne vulgar, oferecendo uma alternativa promissora. Além disso, a técnica apresenta vantagens como a não invasividade, segurança e possibilidade de associação com outros tratamentos, tornando-se uma opção atrativa para pacientes que buscam resultados consistentes e com menor impacto colateral. Assim, a terapia com LED representa uma ferramenta valiosa no manejo da acne, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes ao promover a recuperação da saúde da pele de maneira mais natural e menos prejudicial.
Referências:
PETRI, William Arthur; KAPLAN, Jonathan Edward; LANE, Howard Clifford. Acne vulgaris. Revista Brasileira de Dermatologia, Rio de Janeiro, v. 78, n. 2, p. 157-164, 2003. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbd. Acesso em: 10 mar. 2025.
RIVITTI, Evandro Antônio. Dermatologia. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
SCHNEIDER, Caroline Aparecida; et al. Terapia com LED no tratamento da acne. XIV Fórum de Ensino, Pesquisa, Extensão e Gestão, Canoas, v. 14, n. 1, p. 45-52, 2016. Disponível em: https://conferencias.ulbra.br/index.php/fepeg. Acesso em: 10 mar. 2025.
SOARES, Thais Nonato. Tratamento de acne por fototerapia com LED. Revista UNIVAR, Barra do Garças, v. 5, n. 2, p. 101-110, 2022. Disponível em: https://repositorio.univar.edu.br/wp-content/uploads/tainacan-items/3353/12834/1798345943100843_THAIS-NONATO-SOARES.pdf. Acesso em: 10 mar. 2025.