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| GERMINAÇÃO, VIGOR E DESENVOLVIMENTO INICIAL DE MILHETO TRATADO COM AZOSPIRILLUM BRASILENSE E FERTILIZANTE MINERAL À BASE DE FERRO E SILÍCIO | |
| 1WEVERTON DE MOURA DOURADO, 2THIAGO ALBERTO ORTIZ | |
| 1Discente de Agronomia, PIC, Universidade Paranaense (UNIPAR) 2Professor titular, Orientador, Biotecnologia aplicada à agricultura e Agronomia, Universidade Paranaense (UNIPAR) |
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| Introdução: O milheto [Pennisetum glaucum (L.) R. Br.] é uma alternativa promissora para regiões áridas e semiáridas, destacando-se pela alta eficiência no uso da água, valor nutricional e versatilidade no planejamento forrageiro (Almeida et al., 2023). Além de produzir palhada e apresentar baixo custo, possui elevado teor proteico, sendo amplamente utilizado na alimentação animal (Lopes Bazam et al., 2025). Entretanto, o uso intensivo de fertilizantes químicos eleva os custos e gera impactos ambientais, o que reforça a importância de alternativas sustentáveis, como os bioinsumos. Dentre eles, destaca-se a fixação biológica de nitrogênio (FBN), promovida por gêneros de bactérias como Azospirillum, capazes de fixar N atmosférico e sintetizar fitormônios que estimulam o crescimento vegetal (Muniz et al., 2025; Teixeira et al., 2025). Nesse contexto, o tratamento de sementes com nutrientes e inoculantes constitui prática estratégica para favorecer vigor e estabelecimento inicial das plantas. Contudo, a interação entre esses tratamentos ainda é pouco explorada, configurando importante lacuna para futuras pesquisas (Braccini et al., 2024). Objetivo: Avaliar os efeitos do tratamento de sementes de milheto com o inoculante LALRISE AZOSSC (Azospirillum brasilense, cepa Az39) e o fertilizante mineral Plenan® Arenito, à base de ferro e silício, sobre a germinação, o vigor e o desenvolvimento inicial da cultura. Material e Métodos: O experimento foi conduzido na Universidade Paranaense (UNIPAR), Campus I – Sede, utilizando sementes de milheto cultivar ANM-17, submetidas a quatro tratamentos: ST – sementes sem tratamento (controle); AB – sementes tratadas com 30,64 mL kg⁻¹ do inoculante LALRISE AZOSSC (ingrediente ativo: Azospirillum brasilense, cepa Az39, 5 × 10⁸ UFC mL⁻¹); PA – sementes tratadas com 30,64 mL kg⁻¹ do fertilizante mineral complexo Plenan® Arenito; e AB+PA – sementes tratadas com a combinação dos dois produtos nas mesmas proporções. As doses foram definidas com base nas recomendações dos fabricantes (500 mL ha⁻¹), considerando uma população de 1.965.957 plantas ha⁻¹. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com quatro repetições por tratamento. As avaliações compreenderam: teste de germinação, incluindo primeira contagem de germinação (PCG, %) e germinação final (GF, %) (Brasil, 2009); teste de comprimento de plântulas, avaliando comprimento da parte aérea (CPA), comprimento da raiz (CR), massa seca da parte aérea (MSPA) e massa seca da raiz (MSR) (Nakagawa, 1999), além de volume radicular (VR, mm³), área superficial (AS, mm²) e diâmetro médio das raízes (DM, mm), determinados pelo software SAFIRA. O teste de emergência em areia incluiu porcentagem de emergência (EMERG, %), índice de velocidade de emergência (IVE) (Maguire, 1962) e tempo médio de emergência (TME, dias) (Lima et al., 2006). Nesse mesmo teste, foram determinados os parâmetros fisiológicos, incluindo índices de balanço de nitrogênio (NBI), de clorofilas (CHL), de flavonoides (FLAV) e de antocianinas (ANTH), bem como variáveis relacionadas à eficiência fotoquímica: rendimento quântico efetivo do fotossistema II (Y), rendimento quântico máximo do fotossistema II (Fv/Fm), potencial fotoquímico (Fv/Fo), coeficiente de extinção fotoquímica (qP), coeficiente de extinção não fotoquímica (qN), parâmetro de extinção não fotoquímica (NPQ) e rendimento quântico de energia não dissipada (Y[NO]). Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA), e as médias comparadas pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade (p < 0,05), utilizando-se o software Sisvar, versão 5.6. Resultados: As variáveis que apresentaram diferenças significativas entre os tratamentos foram CPA, IVE, NBI e FLAV. O maior valor de CR foi observado nas sementes sem tratamento, enquanto o IVE foi menor no tratamento que combinou fertilizante e inoculante. O NBI foi superior nas sementes tratadas apenas com o bioinoculante, ao passo que o FLAV foi mais elevado no tratamento com fertilizante mineral, sugerindo possível estresse associado à sua aplicação. A combinação de A. brasilense com fertilizante mineral à base de ferro e silício, assim como o uso isolado desses insumos, não apresentou efeito expressivo, evidenciando a necessidade de ajustes nas estratégias de aplicação. A identificação de práticas agronômicas pouco eficientes é fundamental para reduzir riscos e otimizar recursos. Discussão: Segundo Patil et al. (2024), os flavonoides auxiliam na mitigação de estresses bióticos e abióticos, o que justifica o aumento desse composto nas sementes tratadas com o fertilizante mineral utilizado neste estudo, associado à redução do vigor e do desenvolvimento de plântulas. Sob essas condições de estresse, as plantas podem modificar a arquitetura radicular, reduzindo o crescimento das raízes e promovendo o acúmulo de metabólitos secundários (Francis et al., 2023), efeito evidenciado nos tratamentos. Conclusão: A aplicação do bioinoculante Azospirillum brasilense e do fertilizante mineral Plenan® Arenito, isoladamente ou combinados via tratamento de sementes, não promoveu melhorias na germinação, no vigor ou no desenvolvimento inicial das plântulas de milheto ANM-17. |
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| Referências: Almeida, M. C. R. et al. Produção de milheto e leguminosas em sistemas consorciados para regiões semiáridas. Research, Society and Development, v. 12, n. 3, e5712340407, 2023. Braccini, A. L. et al. Desempenho agronômico das plantas e rendimento de grãos em resposta ao tratamento industrial de sementes de soja com diferentes formulações de fertilizantes contendo o micronutriente molibdênio. Observatório de la Economía Latinoamericana, v. 22, n. 4, e4368, 2024. Brasil. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Regras para análise de sementes. Brasília: MAPA, 2009. Francis, B. et al. Plant nutrient stress adaptation: a prospect for fertilizer limited agriculture. Environmental and Experimental Botany, v. 213, 105431, 2023. Lima, J. D. et al. Efeito da temperatura e do substrato na germinação de sementes de Caesalpinia ferrea Mart. ex Tul. (Leguminosae, Caesalpinoideae). Revista Árvore, v. 30, n. 4, p. 513-518, 2006. Lopes Bazam, L. et al. Desenvolvimento da cultura do milheto em dosagens de nitrogênio. Revista Científica Unilago, v. 1, n. 1, 2025. Maguire, J. D. Speed of germination—Aid in selection and evaluation for seedling emergence and vigor. Crop Science, v. 2, n. 2, p. 176-177, 1962. Muniz, J. et al. Efeito da inoculação com bactérias promotoras de crescimento e doses de adubação nitrogenada no crescimento inicial de aveia-preta. Agropecuária Catarinense, v. 38, 2025. Nakagawa, J. Testes de vigor baseados no desempenho das plântulas. In: Krzyzanowski, F. C.; Vieira, R. D.; França Neto, J. B. (Orgs.). Vigor de sementes: conceitos e testes. Londrina: ABRATES, 1999. p. 2.1-2.24. Patil, J. R. et al. Flavonoids in plant-environment interactions and stress responses. Discovery Plants, v. 1, n. 68, 2024. Teixeira, K. B. S. et al. Efeitos da inoculação com Azospirillum brasilense em variedades de milho: crescimento e metabolismo do nitrogênio. Revista Delos, v. 18, n. 66, e4637, 2025. |
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