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| INTERVENÇÕES FISIOTERAPÊUTICAS NA PREVENÇÃO DE QUEDAS EM MULHERES NA PÓS-MENOPAUSA COM OSTEOPOROSE | |
| 1NATALIA CAMPOS ROSSINI, 2CAMILA AMARAL CORACINI | |
| 1¹Discente do Curso de Fisioterapia da Universidade Paranaense – UNIPAR – Unidade Sede Umuarama – PR. 2Docente da Universidade Paranaense – UNIPAR – Unidade Sede Umuarama – PR. |
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| Introdução: A osteoporose é uma doença osteometabólica caracterizada pela diminuição da densidade mineral óssea, afetando especialmente mulheres após a menopausa devido à redução acentuada dos níveis de estrogênio ((BITTAR ET AL., 2023). Estima-se que uma em cada três mulheres com mais de 65 anos apresenta osteoporose, sendo as quedas o principal fator desencadeador de fraturas neste grupo, com impacto direto sobre a autonomia funcional e a qualidade de vida (ANDRADE, 2022). Neste contexto, as intervenções fisioterapêuticas com caráter preventivo tornam-se essenciais para reduzir o percentual de quedas nesta população, especialmente por meio de estratégias que incluam o fortalecimento muscular, treinamento aeróbico, melhora do equilíbrio, mobilidade articular e orientações em saúde. Objetivo: Revisar a literatura científica sobre a atuação da fisioterapia na prevenção de quedas em mulheres pós-menopausa com osteoporose, destacando as estratégias utilizadas, seus efeitos e a importância da intervenção precoce. Desenvolvimento: A fisioterapia tem se destacado como uma importante aliada na abordagem da osteoporose, atuando não apenas no tratamento, mas também na prevenção de suas complicações, principalmente as quedas (ANDRADE, 2022). A prática regular de atividade física exerce influência significativa no controle da perda óssea, estimulando a atividade osteoblástica e reduzindo o risco de fraturas - tanto de forma direta, por meio do impacto positivo na densidade mineral óssea (DMO), quanto de forma indireta, ao promover ganhos musculares que contribuem para a manutenção do equilíbrio postural. Essa abordagem é reconhecida como eficaz para a melhora da qualidade óssea na pós-menopausa (SILVA, 2022). Segundo Almeida e Torres (2023), um programa de reabilitação ideal deve incluir exercícios aeróbicos de baixo impacto, atividades voltadas ao fortalecimento muscular e intervenções específicas para a melhora da propriocepção, sendo a prática regular de exercícios físicos, especialmente aqueles que utilizam o peso corporal como resistência, assim como os treinamentos resistidos voltados ao fortalecimento da musculatura do quadríceps, é essencial para a redução do risco de quedas e fraturas. Nesse contexto, a hidroterapia configura-se como uma estratégia terapêutica altamente eficiente na prevenção de acidentes decorrentes da osteoporose, ao promover ganhos de força muscular, equilíbrio e coordenação motora, fatores fundamentais para a estabilidade postural. Além disso, a resistência proporcionada pelo meio aquático oferece estímulo seguro ao sistema musculoesquelético, contribuindo para a preservação da densidade óssea, da mobilidade e da autonomia funcional. Dessa forma, a prática regular de hidroterapia apresenta eficácia tanto na atenuação da progressão da osteoporose quanto na diminuição da probabilidade de fraturas relacionadas à instabilidade postural (TORRES ET AL., 2023). A intervenção fisioterapêutica em mulheres pós-menopausa com osteoporose combina estratégias físicas e educativas voltadas à prevenção de quedas e à promoção da segurança. Os programas educativos orientam as pacientes sobre as adaptações necessárias no ambiente domiciliar, incluindo a remoção de obstáculos, a instalação de barras de apoio e a adequação da iluminação. Fatores extrínsecos, como superfícies escorregadias, tapetes soltos, calçados inadequados e disposição inadequada do mobiliário, aumentam o risco de acidentes, sendo essencial sua identificação e mitigação. Dessa forma, a integração entre exercícios físicos, educação em saúde e modificações ambientais constitui uma abordagem multifacetada que favorece a manutenção da autonomia, a estabilidade postural e a qualidade de vida dessas mulheres, promovendo um envelhecimento seguro e saudável (OLIVEIRA, 2024). Conclusão: A fisioterapia tem papel fundamental na prevenção de quedas em mulheres pós-menopausa com osteoporose. Intervenções baseadas em exercícios terapêuticos, quando bem conduzidas, são capazes de melhorar o equilíbrio, a força muscular, a postura e a autoconfiança dessas mulheres, reduzindo o risco de quedas e fraturas. Portanto, o acompanhamento fisioterapêutico regular contribui para a promoção de um envelhecimento ativo e saudável, com maior independência e melhor qualidade de vida. Assim, é essencial integrar a fisioterapia de forma sistemática na abordagem multidisciplinar da osteoporose. |
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| Referências: ALMEIDA, M. E. L. de; TORRES, M. N. Importância da fisioterapia traumato-ortopédica no tratamento da osteoporose pós-menopausa. 2023. 20 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Fisioterapia) – Faculdade de Enfermagem Nova Esperança de Mossoró, Mossoró, 2023. ANDRADE, A. S. de. Os benefícios da fisioterapia para pacientes com osteoporose. 2022. 33 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Fisioterapia) – Faculdade Anhanguera, Guarulhos, 2022. BITTAR, S. T. et al.. Effect of walking with blood flow restriction in elderly women with osteoporosis/osteopenia. Fisioterapia em Movimento, v. 36, p. e36116, 2023. DOI:https://doi.org/10.1590/fm.2023.36116. OLIVEIRA, A. S. et al. Avaliação e Intervenção Fisioterapêutica na Prevenção de Quedas em Idosos. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 6, n. 8, p. 1727-1750, 2024. SILVA, K. E. da. Influência do exercício físico na densidade mineral óssea em mulheres na pré-menopausa: revisão integrativa. 2022. 21 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Fisioterapia) – Faculdade de Enfermagem Nova Esperança – FACENE, João Pessoa, 2022. TORRES, N. S. et al. Hidroterapia atuando na prevenção de quedas de idosos. Nativa–Revista de Ciências Sociais do Norte de Mato Grosso, v. 12, n. 2, p. 201-214, 2023. |
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