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| PERFIL DAS DOADORAS DO POSTO DE COLETA DE LEITE HUMANO DO SUDOESTE | |
| 1HILDA CARLA FERREIRA ESPANIOL, 2ADIT PAREDES SAAVEDRA, 3LEDIANA DALLA COSTA | |
| 1Acadêmico do Curso de Enfermagem/Universidade Paranaense – Unidade de Francisco Beltrão. 2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 3Docente do departamento de Enfermagem UNIPAR |
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| Introdução: O Leite Humano (LH) e a amamentação constituem métodos fisiológicos e biologicamente adequados para nutrir lactentes, fortalecendo os laços entre mãe e filho, mediado pelo contato pele a pele, proporcionando crescimento saudável do bebê, além de diminuir a incidência de infecções, como diarreia, otite e doenças respiratórias, pois o leite contém componentes antivirais, atuando de forma integrada no sistema imunológico desta criança, tais benéficos se estendem desde o período neonatal à vida adulta (Silva et al., 2022). No entanto, algumas mulheres podem ter intercorrências que a impossibilitem no processo natural da produção do leite, ou uso de medicações ou até mesmo alguma patologia instalada, como também neonatos prematuros internados na UTIN (Carvalho; Batista, 2024). Neste contexto, o Banco de Leite Humano (BLH) é uma das principais incentivadoras do Ministério da Saúde, para que ocorra a redução da mortalidade infantil, sendo referência internacional constando com 222 BLH e 217 Postos de Coleta de Leite Humano (PCLH) (Brasil, 2020), sendo de extrema importância para promoção, proteção e apoio (APP) à amamentação, além do mais, atuando com empenho na coleta de leite ordenhado nas residências das doadoras e no armazenamento, auxiliando as nutrizes que desejam doar (Silva, 2024). Objetivo: Analisar o perfil das mulheres doadoras de leite humano do posto de coleta do Hospital Regional do Sudoeste Dr. Walter Alberto Pecóits. Material e Métodos: Pesquisa de campo, retrospectiva, descritiva-exploratória, documental, transversal, com abordagem quantitativa, desenvolvida no Posto de Coleta de Leite Humano (PCLH) de hospital público. A coleta de dados ocorreu por meio de checklist e análise da ficha cadastral, com a finalidade de avaliar os fatores sociodemográficos que interferem na doação de leite humano. Considerou-se como participantes da pesquisa todas as doadoras que possuíam registros arquivados no PLH-HRS e tinha a Ficha de Cadastro de Doadora, durante o período de abertura do posto, setembro de 2024 a julho 2025. Os dados foram analisados por meio de frequência descritiva, com apoio do software Statistical Package for the Social Sciences (25.0). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Paranaense, conforme protocolo 7.555.956/2025. Resultados: A amostra do presente estudo foi sucedida perante as características das 115 doadoras de LH do PCLH-HRS, em que se constatou que a média de litros doado foi de 3,031 ml (DP 4,73±). Foi possível verificar o mínimo de litros doado 0 e a máxima de 26,260 ml e mediana de 1,250 ml. Entre esse percentual de doações, verificou-se que 90,4% realizaram de 1 a 10 doações de LH por doadoras; aos fatores sociodemográficos, as nutrizes, a maioria, tinham entre 19 e 30 anos, 69,6% referiram ser casadas, apresentaram de 12 ou mais anos de estudo, em trabalhadoras de diferentes categorias e renda mais frequente foi de três ou mais salários-mínimos. A maioria das doadoras eram multíparas, o tipo de parto mais prevalente foi a cesárea, com idade gestacional entre 38 e 39 semanas de gestação, fez o pré-natal na rede pública, em média 6 a 10 consultas, 46,6% tiveram algum tipo de intercorrências na gestação, 31,3 evoluíram para parto prematuros, em 53,8%, os partos foram realizados no HRS. Discussão: Com base no estudo, as características presentes nas doadoras interferem diretamente no volume de LH doado, pelo fato de as nutrizes estarem na faixa etária dentro do clico reprodutivo, significando baixo risco na gestação e sendo mulheres com mais maturidade e conhecimento dos benefícios para os recém-nascidos que necessitam de LH (Loureiro et al., 2022). Com o apoio do companheiro para com a parceira, mostra-se influência benéfica para a amamentação (Machado; Santos, 2017). Da mesma forma, o grau de instrução, quanto maior, mais facilidade para aderir à prática da doação de LH (Loureiro et al., 2022), a maior parte das nutrizes trabalhava fora de casa, em diversas profissões e, possuíam renda familiar de três a mais salários-mínimos (Anjos et al., 2022). Em relação à paridade, as nutrizes multíparas, por terem experiências com a amamentação, tendem a ter mais disposição para doação de LH. No entanto, mesmo com a recomendação do Ministério da Saúde, a maioria teve parto cesárea, o tipo de parto pode ser obstáculo para a prática da amamentação nas primeiras horas de vida, como também o risco da interrupção da amamentação exclusiva (Machado; Santos, 2017). A idade gestacional de 38 a 39 semanas de gestação aponta período considerado a termo. A maioria realizou o acompanhamento pré-natal na rede pública, com média de 6 a 10 consultas, número compatível com as recomendações do MS, contudo, a maioria apresentou algum tipo de intercorrência, evoluíram para parto prematuro, em que necessita do monitoramento contínuo para detectar complicações precocemente, ademais, os partos por terem ocorrido, na sua grande maioria, em hospital público, demonstram a centralidade na atenção materno infantil, o qual se dispõe de UTIN, que garante assistência integral e resolutiva materna e neonatal (Loureiro et al., 2022). Conclusão: Entende-se que os fatores sociodemográficos, obstétricos e o suporte familiar têm grande relevância para a amamentação exclusiva e doação do LH. Ademais, idade materna, maior nível de conhecimento e experiências com amamentação são fatores que se associam à adesão à doação. Já a grande quantidade de cesárias pode ser barreira para continuidade da amamentação, como a doação do LH. No entanto, é de grande valia o incentivo de políticas públicas e dos profissionais da saúde para o aleitamento para adesão à doação de LH. |
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| Referências: ANJOS, Sarah Peres Amorim et al. Amamentação e doação de leite nos bancos de leite humano brasileiros: Uma revisão da literatura. Research, Society and Development, [S. l.], v. 11, n. 16, p. e376111638422, 2022. DOI: 10.33448/rsd-v11i16.38422. BRASIL. Ministério da Saúde. Brasil é referência em doação de leite materno. Saúde, 2020. Disponível em: https://www.gov.br/pt-br/noticias/saude-e-vigilancia-sanitaria/2020/02/brasil-e-referencia-em-doacao-de-leite-materno. Acesso em: 10 ago. 2025. CARVALHO, T.A.; BATISTA, C.L.C. Determinantes da doação de leite humano: dados de mulheres doadoras em um banco de leite. Esc Anna Nery., Rio de Janeiro, v.28, p. e20230157, 2024. DOI: https://doi.org/10.1590/2177-9465-EAN-2023-0157pt. MACHADO, A.C.L.; SANTOS, J.D.A.; TRIGUEIROS, P.Q.S. Perfil das doadoras de leite materno do banco de leite humano de uma maternidade federal da cidade de Salvador, Bahia. Revista de Pediatria SOPERJ, [S. l.], 2017. Disponível em: Revista de Pediatria SOPERJ. Acesso em:16 ago. 2025. SILVA, I.K.S. et al.. Hora de ouro: a importância da promoção do aleitamento materno na primeira hora de vida do recém-nascido. RSD, [S. l.], v. 11, n. 11, p.e461111133794, 2022. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/33794. Acesso em: 13 jul. 2025. SILVA, V. S.; BRITO, C. F. Y. Doação de leite humano na Atenção Primária à Saúde: principais desafios e motivações. Rev Saúde Col., [S. l.], v. 14, n. 2, p. e9983, 2024. Disponível em: https://ojs3.uefs.br/index.php/saudecoletiva/article/view/9983. Acesso em: 10 jul. 2025. |
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