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| TOXOPLASMOSE CONGÊNITA NO BRASIL: ANÁLISE DESCRITIVA DE CASOS NOTIFICADOS AO SINAN (2020–2024) | |
| 1FERNANDA DE PAULA ROLDI VIEIRA, 2TULIO TOZZI FEDRIGO, 3KARINA SAKUMOTO, 4HALISON MURILO DA SILVA OLIVEIRA, 5RAFAELA HASEGAWA, 6DANIELA DIB GONÇALVES | |
| 1Pós-graduanda, PPGCA Bioativos, Universidade Paranaense, Umuarama 2Pós-graduando, PPGCA Bioativos, Universidade Paranaense, Umuarama 3Pós-graduanda, PPGCA Bioativos, Universidade Paranaense, Umuarama 4Pós-graduando, PPGCA Bioativos, Universidade Paranaense, Umuarama 5Pós-graduanda, PPGCA Bioativos, Universidade Paranaense, Umuarama 6Docente, PPGCA Bioativos, Universidade Paranaense, Umuarama |
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| Introdução: A toxoplasmose congênita (TC) é uma condição resultante da transmissão vertical de Toxoplasma gondii durante a gestação, podendo ocasionar sequelas neurológicas, oculares e até óbito fetal (Martinez et al., 2024). O monitoramento sistemático dos casos permite dimensionar sua magnitude e orientar estratégias de prevenção (Salari et al., 2025), uma vez que, inserida no contexto da Saúde Única, a compreensão da distribuição dos casos no território nacional, especialmente em relação ao número de nascidos vivos, contribui para otimizar ações de vigilância e manejo clínico (Brasil, 2018). Objetivo: Descrever e analisar os casos de toxoplasmose congênita no Brasil entre 2020 e 2024, avaliando sua distribuição proporcional ao número de nascidos vivos e classificando os estados segundo a taxa de diagnóstico. Material e Métodos: O presente estudo se desenvolveu de modo descritivo e retrospectivo, baseado nos registros confirmados de TC no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) entre janeiro de 2020 e dezembro de 2024. O número de nascidos vivos foi obtido no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) para cálculo do percentual de diagnósticos. Os estados foram ranqueados conforme o percentual obtido. Os dados foram analisados por estatística descritiva e expressos em frequências absolutas e relativas. Resultados: No Brasil, entre 2020 e 2024, foram notificados 25.282 casos de toxoplasmose congênita, correspondendo a uma taxa média nacional de 0,205%, o que equivale a aproximadamente 20,5 diagnósticos para cada 10.000 nascidos vivos no período. Observou-se crescimento progressivo nas notificações, passando de 3.058 casos em 2020 para 7.172 em 2024, representando aumento relativo de 134,4% no quinquênio. As taxas estaduais variaram de 0,053% a 0,745%, com os maiores valores registrados em Tocantins (0,745%), Acre (0,702%), Piauí (0,414%), Espírito Santo (0,410%) e Rio Grande do Norte (0,360%). As menores proporções ocorreram no Amazonas (0,053%), Pará (0,080%), São Paulo (0,127%), Maranhão (0,127%) e Bahia (0,140%) (Brasil, 2025a; Brasil, 2025b). Discussão: O aumento contínuo das notificações, especialmente nos últimos anos, pode refletir avanços na capacidade diagnóstica e na vigilância epidemiológica, mas também indicar incremento real da incidência em determinadas regiões. A ampla variação das taxas entre os estados evidencia desigualdade na cobertura de triagem pré-natal e no acompanhamento de recém-nascidos, além de possíveis diferenças na efetividade dos fluxos de notificação (Matos et al., 2024; Moraes et al., 2024). A presença de estados do Norte e Nordeste tanto entre as maiores quanto entre as menores taxas indica que fatores como infraestrutura de saúde, acesso a exames confirmatórios e sensibilização das equipes podem ter influência sobre esses indicadores (Miranda et al., 2025). Esses achados reforçam a necessidade de estratégias direcionadas para reduzir disparidades regionais e aprimorar o rastreamento precoce da doença. Conclusão: A análise nacional revelou aumento expressivo das notificações de toxoplasmose congênita no Brasil entre 2020 e 2024, com marcantes diferenças nas taxas proporcionais entre os estados. Esses resultados evidenciam a necessidade de fortalecer a vigilância epidemiológica, padronizar protocolos de rastreamento pré-natal e assegurar o acesso a exames diagnósticos em todas as regiões. A abordagem integrada entre saúde humana, animal e ambiental, alinhada aos princípios da Saúde Única, mostra-se fundamental para reduzir a transmissão vertical e minimizar os impactos dessa zoonose. |
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| Referências: BRASIL. Protocolo de Notificação e Investigação: Toxoplasmose gestacional e congênita. Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Brasília: Ministério da Saúde, 2018. 31p. BRASIL. Toxoplasmose congênita. Ministério da Saúde/SVSA – Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan Net. 2025a. Disponível em: https://l1nk.dev/sinan-datasus. Acesso em: 07 ago. 2025. BRASIL. Painel de Monitoramento de Nascidos Vivos. Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). 2025b. Disponível em: https://shre.ink/sinasc-sus. Acesso em: 09 jul. 2025. MARTINEZ, V. O. et al. Impact of chronic toxoplasmosis in pregnancy: Association between maternal seropositivity for Toxoplasma gondii IgG antibodies and fetal growth restriction. Parasitology Res, v. 123, n. 1, p. 25, 2024. MATOS, J. et al. EP-276-ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DE TOXOPLASMOSE CONGÊNITA NO BRASIL, ENTRE OS ANOS DE 2019 A 2023. Braz J Infect Dis, v. 28, p. 104184, 2024. MIRANDA, G. D. et al. Um estudo a respeito do cenário epidemiológico da toxoplasmose congênita no Brasil. BJIHS, v. 7, n. 4, p. 729-739, 2025. MORAES, H. M. V. et al. Análise da toxoplasmose congênita e gestacional no Brasil e suas repercussões oftalmológicas. Cad. Ped., v. 21, n. 10, p. e9810-e9810, 2024. SALARI, N. et al. Global seroprevalence of Toxoplasma gondii in pregnant women: a systematic review and meta-analysis. BMC Pregnancy Childbirth, v. 25, n. 1, p. 90, 2025. |
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