![]() | |
|---|---|
![]() | |
| MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS ASSOCIADAS A ALTERAÇÕES CROMOSSÔMICAS : UMA REVISÃO | |
| 1MARIA LUIZA PAES CARPINE, 2GABRIELLY BORGES DA SILVA, 3LAUREN CRISTINE ALVES SCULTETUS, 4ELENIZA DE VICTOR ADAMOWSKI | |
| 1Acadêmica do curso de Medicina da UNIPAR. 2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 4Docente Dr. Curso de Medicina da Unicesumar |
|
| Introdução: As malformações congênitas representam importantes causas de morbidade e mortalidade infantil em todo o mundo, sendo atribuídas a múltiplos fatores genéticos e ambientais. Dentre os fatores genéticos, as alterações cromossômicas têm papel significativo, podendo resultar em defeitos estruturais e funcionais durante o desenvolvimento embrionário. As anomalias cromossômicas numéricas, como as trissomias, e estruturais, como deleções, duplicações e translocações, estão frequentemente associadas a síndromes clínicas caracterizadas por múltiplas malformações congênitas (SOUSA et al., 2023). Objetivo: O objetivo deste trabalho foi realizar uma revisão da literatura, relacionando à ocorrência de malformações congênitas a alterações cromossômicas, suas manifestações clínicas e a importância do diagnóstico precoce no contexto do manejo e do aconselhamento genético. Desenvolvimento: As malformações congênitas são alterações morfológicas ou funcionais que ocorrem durante o desenvolvimento embrionário e estão presentes no nascimento. Elas podem ter origem genética, ambiental ou multifatorial, sendo o período crítico de maior suscetibilidade entre a terceira e a oitava semana de gestação, fase conhecida como período embrionário, na qual ocorrem processos essenciais como a formação dos folhetos embrionários (BASTOS; MACEDO, 2008). De acordo com Binsfeld, Gomes e Kuschnir (2023), as malformações congênitas estão entre as principais causas de mortalidade infantil no Brasil, sendo mais prevalentes em regiões com menor acesso a serviços de saúde e acompanhamento pré-natal. Isso reforça a importância da detecção precoce, principalmente por meio da atenção primária e de programas estruturados de linha de cuidado materno-infantil. Segundo Silva (2025), a identificação ainda durante o período gestacional, por meio de exames de imagem e acompanhamento especializado, possibilita intervenções terapêuticas e organizacionais antes e após o nascimento, o que pode reduzir significativamente os riscos à saúde do recém-nascido. A autora ressalta que "a realização de um pré-natal adequado, com atenção à saúde da gestante e acesso a exames complementares, é fundamental para detectar anomalias congênitas de maneira precoce" (SILVA, 2025, p. 4). Entre as malformações mais frequentemente registradas estão as que acometem o sistema cardiovascular e o sistema gastrointestinal, além de alterações como polidactilia, hérnia diafragmática congênita e encefalite (SOUSA et al., 2023). Essas alterações podem ser classificadas em dois grupos principais: menores, que não impactam significativamente a qualidade de vida do indivíduo, como a microtia e a própria polidactilia; e maiores, como as cardiopatias congênitas, que requerem acompanhamento clínico contínuo e, muitas vezes, intervenção cirúrgica (PEREIRA et al., 2023). A Universidade Federal da Paraíba (2023) destaca que a prevenção das malformações congênitas pode ocorrer em três níveis. A prevenção primária envolve ações voltadas à promoção da saúde da gestante, como controle de doenças crônicas, vacinação e orientação quanto ao uso de substâncias teratogênicas. A secundária está relacionada ao diagnóstico precoce e rastreio de possíveis anomalias em gestações já em curso. Por fim, a prevenção terciária busca minimizar os danos causados por malformações já identificadas, por meio de intervenções terapêuticas, cirurgias corretivas e acompanhamento multidisciplinar. Portanto, hábitos de vida saudáveis, adesão ao pré-natal e o fortalecimento da rede de assistência neonatal são fatores decisivos para reduzir a ocorrência e o impacto das malformações congênitas, assegurando maior qualidade de vida às crianças afetadas e suas famílias (BASTOS; MACEDO, 2008). Conclusão: As malformações congênitas de origem cromossômica representam importante causa de morbimortalidade infantil. O diagnóstico precoce, aliado ao acompanhamento pré-natal e ao aconselhamento genético, é fundamental para o manejo adequado dos casos. A adoção de medidas preventivas e a ampliação do acesso a exames genéticos contribuem para a redução de complicações e melhoria na qualidade de vida dos pacientes e suas famílias. |
|
| Referências: BASTOS, Marina de Souza; MACEDO, Rosa Maria Gomes de. Prevenção de malformações congênitas. In: MOSTRA INTERNA DE TRABALHOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO CESUMAR, 4., 2008, Maringá. Anais [...]. Maringá: CESUMAR, 2008. ISBN 978-85-61091-01-9. BINSFELD, Luciane; GOMES, Maria Auxiliadora de Souza Mendes; KUSCHNIR, Rosana. Análise estratégica da atenção às malformações congênitas: proposta de abordagem para o desenho de linhas de cuidado. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 28, n. 4, p. 981-991, abr. 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-81232023284.07802022. Acesso em 31 maio 2025 PEREIRA, L. et al. Cuidados ao recém-nascido: uma revisão. Research, Society and Development, [S. l.], v. XX, n. XX, 2023. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/47694. Acesso em: 31 maio 2025. SILVA, A. Assistência ao RN com anomalias. Disponível em: https://repositorio.pgsscogna.com.br/bitstream/123456789/55031/1/Assist%C3%AAncia%20ao%20RN%20com%20anomalias.pdf. Acesso em: 31 maio 2025. SOUSA, M. et al. Estudo sobre assistência neonatal. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. XX, n. XX, 2023. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/72599. Acesso em: 31 maio 2025. UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA. Assistência neonatal: aspectos importantes. Repositório UFPB, João Pessoa, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/29974. Acesso em: 31 maio 2025. |
|