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| ENTEROBACTÉRIAS EM MACACOS-PREGO ( Sapajus Nigritus) DE DIFERENTES BOSQUES URBANOS DE DIFERENTES CIDADES DO ESTADO DO PARANÁ | |
| 1JORGE FERNANDES DE AZEVEDO, 2HENRIQUE SUSUMU TANAKA, 3FRANCIELI GESLEINE CAPOTE BONATO, 4VITOR YUKIO TAKAHASHI, 5SALVIANO TRAMONTIN BELETTINI, 6DANIELA DIB GONCALVES | |
| 1Pós-graduandos do PPGCA Bioativos – Universidade Paranaense-UNIPAR; 2Pós-graduandos do PPGCA Bioativos – Universidade Paranaense-UNIPAR; 3Pós-graduandos do PPGCA Bioativos – Universidade Paranaense-UNIPAR; 4Graduando do PIBIC Medicina Veterinária – Universidade Paranaense-UNIPAR; 5Docente do PPGCA Bioativos - Universidade Paranaense-UNIPAR; 6Docente do PPGCA Bioativos - Universidade Paranaense-UNIPAR. |
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| Introdução: O macaco-prego (Sapajus nigritus) é um primata típico da fauna do Sul do Brasil, especialmente do estado do Rio Grande do Sul, sendo reconhecido como uma das espécies de maior distribuição geográfica entre os primatas neotropicais (HASS, 2014). Essa ampla ocorrência está relacionada à elevada capacidade de adaptação da espécie, favorecida por sua dieta onívora e por uma organização social que mantém a coesão entre machos e fêmeas (PEREIRA, 2023). Dessa forma, o macaco-prego está diretamente relacionado a dois importantes processos ecológicos, a dispersão de sementes e o controle populacional de insetos. A dispersão de sementes por animais está entre os processos naturais necessários para que outros serviços ambientais existam, sendo considerado um serviço de suporte. Já o consumo de insetos que atuam como pragas pode ser considerado um serviço ecossistêmico de provisão, categoria relacionada à capacidade dos ecossistemas em prover alimentos e matéria-prima, entre outros (GUEDES; SEEHUSEN, 2011). Os primatas não humanos constituem um grupo importante entre os animais submetidos a vários estudos de interesse geral. Entre esses estudos. Muitos são projetados para avaliar a riscos potenciais de transmissão de doenças aos seres humanos, tanto no habitat natural quanto em cativeiros (PINHEIRO et al., 2020). Objetivo: O objetivo do presente estudo é analisar a microbiota oral de macacos-prego (Sapajus nigritus) de diferentes bosques urbanos de diferentes cidades do Estado do Paraná. Material e Métodos: Este projeto foi realizado em parceria com o Instituto Água e Terra (IAT) do Paraná e possui aprovação do comitê de ética animal. Foram coletadas dez amostras da cavidade oral de macacos-prego (Sapajus nigritus) em diferentes bosques de diferentes cidades do estado do Paraná - Brasil, utilizando swab estéril. As amostras foram acondicionadas sob refrigeração e no laboratório foram inseridas em meio Brain Heart Infusion (BHI) a 37°C por 24 horas, após, transferidas para meio ágar-sague e ágar MacConkey por 24hs, para posterior avaliação fenotípica das características das colônias e isolamento bacteriano gram-negativo e para identificação da espécie foi utilizado o Kit de enterobactérias newprov®. Resultados: Das amostras analisadas, 100% foram identificadas como enterobactérias sendo as espécie de Escherichia coli a mais prevalente. Discussão: Neste estudo, a captura dos animais ocorreu nos meses de outono e inverno e foi realizada em menor tempo provavelmente devido à menor oferta de alimentos na natureza, o que facilitou a entrada dos animais nas armadilhas. Este comportamento também foi observado por Verona (2008) em estudo com saguis da espécie Callithrix jacchus no Parque Nacional da Tijuca. As enterobactérias estiveram presentes em 100% dos animais avaliados, com prevalência para E. coli. A presença dessas bactérias decorrem em razão do hábito dos animais de levar à boca as mãos contaminadas, que podem conter material fecal, além do costume de lamber outros animais, o que pode facilita a transmissão de patógenos (Sobreira, 2018). O estudo sugere que a mucosa oral destes primatas pode funcionar como reservatório de enterobacterias. Conclusão: Esses achados ressaltam a necessidade de monitoramento sanitário e realização de manejo e interação entre esta espécie animal; a fim de se conhecer a microbiota oral destes animais, pensando na importância da saúde única, uma vez que as bactérias podem ser compartilhadas entre os animais, humano e ambiente. " |
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| Referências: CARVALHO, V.M. et al. Nasal, oral and rectal microbiota of Black lion tamarins (Leontopithecus chrysopygus). Brazilian Journal of Microbiology, v. 45, n. 4, p. 1531-1539, 2014. GUEDES, F. B.; SEEHUSEN, S. E. Pagamentos por serviços ambientais na Mata Atlânica: lições aprendidas e desafios. Brasília, DF: MMA, 2011. 272 p. HASS, G.; PRINTES, R. C. Levantamento populacional de Alouatta clamitans Cabrera, 1940 e de Sapajus nigritus (Godfuss, 1809) em fragmentos de mata com araucária, Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil. In: Passos, F. C.; MIRANDA, J. M.D. A Primatologia no Brasil. Curitiba: SBPr, 2014. PEREIRA, B. R. et al. Infecção multissistêmica por Dipetalonema spp. em um macaco-prego (Sapajus nigritus). Brazilian Animal Science, v. 24, 2023. SOBREIRA, E. A. Avaliação da microbiota bucal e teste de antibiograma em macacos-prego de vida livre da espécie Sapajus libidinosus Groves, 2001. 2018. Tese (Doutorado em Animais Selvagens) – Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita, Botucatu, 2018. VERONA, C. E. S. Parasitos em sagüi-de-tufo-branco (Callithrix jacchus) no Rio de Janeiro. 2008 Tese (Doutorado em Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública) - Faculdade Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2008. |
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