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| ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NOS CUIDADOS PALIATIVOS AO PACIENTE IDOSO E À FAMÍLIA EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA | |
| 1TAILA ATILA DA LUZ FERREIRA, 2LUCIANA VENANCIO, 3TAYANE NEPOMUCENO DOS SANTOS | |
| 1Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 3Docente da UNIPAR |
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| Introdução: Com o avanço da medicina e o aumento da expectativa de vida, tornou-se evidente a necessidade de uma assistência em saúde que vá além da cura, priorizando também o alívio do sofrimento em pacientes com doenças ameaçadoras da vida, especialmente no envelhecimento (Brasil, 2018). Neste contexto, os cuidados paliativos surgem como uma abordagem essencial, voltada à promoção da qualidade de vida, tanto do paciente quanto de seus familiares, diante de enfermidades progressivas e incuráveis (Brasil, 2018). Entre os principais grupos beneficiados por essa abordagem estão os idosos, que frequentemente enfrentam doenças crônicas e incuráveis. Estima-se que 69% das pessoas que necessitam de cuidados paliativos têm 60 anos ou mais (Alves et al., 2023). O agravamento do estado clínico de pacientes em cuidados paliativos muitas vezes demanda a internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com o intuito de proporcionar uma assistência mais adequada e alinhada às suas necessidades complexas (Queiroz et al., 2017). Objetivo: O objetivo deste resumo é descrever os cuidados de enfermagem voltados ao paciente idoso em cuidados paliativos internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e identificar os cuidados voltados à família durante a terapia paliativa. Desenvolvimento: Segundo a OMS, os cuidados paliativos consistem em uma abordagem voltada à melhoria da qualidade de vida de pacientes com enfermidades que ameaçam a continuidade da vida, bem como de seus familiares. Essa prática atua por meio da prevenção e do alívio do sofrimento, levando em consideração os aspectos físicos, emocionais, psicossociais e espirituais envolvidos na vivência da doença (Brasil, 2018). Aproximadamente 20,4 milhões de indivíduos necessitam de cuidados paliativos no fim da vida, sendo que 69% desse total corresponde a pessoas com 60 anos ou mais. Patologias oncológicas, doenças crônicas e distúrbios neurodegenerativos configuram-se como exemplos de enfermidades que podem demandar a oferta de cuidados paliativos à população idosa (Alves et al., 2023). A dor, reconhecida como o quinto sinal vital, destaca-se como um dos sintomas mais prevalentes e desafiadores em pacientes em cuidados paliativos (Santos et al., 2020). Para garantir a eficácia do controle da dor, a atuação da equipe de enfermagem vai além da administração de analgésicos. Inclui-se também o uso de medidas não farmacológicas, como reposicionamento postural, realização de curativos humanizados, cuidados com a higiene corporal e até a aplicação de sedação paliativa em casos de sofrimento refratário, com o objetivo de promover conforto e qualidade de vida no âmbito dos cuidados paliativos (ANCP, 2023). Os familiares, frequentemente, encontram-se fragilizados e exaustos diante das exigências do cuidado ao paciente em cuidados paliativos, enfrentando responsabilidades inesperadas e vivenciando fases marcadas por incertezas, angústias, sofrimento, medo, negação, raiva e ansiedade, que muitas vezes são direcionadas à equipe de saúde por meio de críticas ou comportamentos hostis, os quais impactam profundamente não só o paciente, mas toda a sua rede de apoio (Campos; Silva; Silva, 2016). Segundo orientações do Manual de Cuidados Paliativos da ANCP (2023), os profissionais de saúde devem adotar estratégias específicas para prevenir o estresse do cuidador familiar. Entre essas estratégias, destacam-se: facilitar o processo de adaptação aos cuidados paliativos e ao momento da doença, por meio da promoção de informação clara e escuta ativa; e realizar treinamentos práticos durante a fase pré-alta hospitalar, preparando o cuidador para as demandas cotidianas do cuidado domiciliar. A ampliação do horário de visitas configura-se como uma estratégia de humanização da assistência, que contribui significativamente para o bem-estar tanto do paciente quanto de seus familiares (ANCP, 2023). Quando a família percebe que suas necessidades estão sendo atendidas, recebe informações claras e verídicas e sente confiança de que seu ente querido está sendo assistido com competência técnica, tanto no que diz respeito aos recursos farmacológicos e tecnológicos quanto ao cuidado humano, há uma sensação de segurança e alívio (Espíndola et al., 2018). Conclusão: O estudo evidenciou que o enfermeiro tem papel fundamental nos cuidados paliativos, essencial para garantir o conforto físico e emocional do paciente idoso internado em UTI. A atuação da enfermagem é, portanto, indispensável para o cuidado integral e ético nesses contextos. Sua presença contínua, habilidades técnicas e sensibilidade tornam-se fundamentais na condução de um cuidado ético e humanizado, contribuindo para uma morte digna e amparo familiar. |
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| Referências: ACADEMIA NACIONAL DE CUIDADOS PALIATIVOS (ANCP). Manual de cuidados paliativos. São Paulo, 2023. Disponível em: https://hospitais.proadi-sus.org.br/manual-cuidados-paliativos.pdf. Acesso em: 03 jun. 2025. ALVES, M. B. et al. Cuidado à pessoa idosa institucionalizada na perspectiva de um fim de vida pacífico. Cienc Cuid Saude, v. 22, e65964, 2023. DOI: 10.4025/ciencuidsaude.v22i0.65964. Disponível em: https://www.revenf.bvs.br/pdf/ccs/v22/1677-3861-ccs-22-e65964.pdf . Acesso em: 26 mai. 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 3.681, de 22 de dezembro de 2024. Institui a Política Nacional de Cuidados Paliativos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 26 dez. 2024. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/ministerio-da-saude-lanca-politica-nacional-de-cuidados-paliativos/. Acesso em: 15 jun. 2025. CAMPOS, T. M.; SILVA, M. A.; SILVA, R. C. Comunicação e cuidados paliativos: desafios e estratégias. Saúde em Debate, Rio de Janeiro, v. 40, n. 108, p. 170-177, 2016. Disponível em: https://www.scielosp.org/article/sdeb/2016.v40n108/170-177/. Acesso em: 22 abr. 2025. ESPÍNDOLA, T. B. et al. Relações familiares no contexto dos cuidados paliativos. Revista Brasileira de Bioética, Brasília, DF, v. 26, n. 2, p. 327-337, 2018. Disponível em: https://www.scielo.br/j/bioet/a/Ch9XHLjq73XgnhrMVSpNx4y/?format=html&lang=pt. Acesso em: 13 abr. 2025. QUEIROZ, T. A. et al. Percepções dos enfermeiros sobre a comunicação no cuidado paliativo. Texto & Contexto Enfermagem, Florianópolis, v. 30, e20200452, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/tce/a/WFzGhtvNyzHmq7xLffMD9pn/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 17 ago. 2025. SANTOS, R. J. L. L. et al. O enfermeiro e os cuidados paliativos proporcionados ao idoso terminal internado em UTI. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 2, n. 2, p. 1095–1104, 2019. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/1305. Acesso em: 17 ago. 2025. |
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