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| RESISTÊNCIA DE Staphylococcus SPP. DE ANIMAIS DE PRODUÇÃO PERTENCENTES A UM COLÉGIO ESTADUAL AGRÍCOLA | |
| 1VITOR YUKIO TAKAHASHI, 2LEILA ALVES DE OLIVEIRA, 3FRANCIELI GESLEINE CAPOTE BONATO, 4JORGE FERNANDES DE AZEVEDO, 5HENRIQUE SUSUMU TANAKA, 6DANIELA DIB GONCALVES | |
| 1Discente do Curso de Medicina Veterinária da UNIPAR, Bolsista PIBIC/UNIPAR 2PPG em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos - UNIPAR 3PPG em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos - UNIPAR 4PPG em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos - UNIPAR 5PPG em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos - UNIPAR 6Docente do PPG em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos - UNIPAR |
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| Introdução: A resistência antimicrobiana é um assunto extremamente relevante considerando o aumento de bactérias resistentes e consequente redução na eficácia de tratamentos. Este tópico está correlacionado com a saúde única, visto que a interação entre humanos, animais e ambiente, juntamente com a exposição contínua e uso indiscriminado de antibióticos, favorece a proliferação destes patógenos e o desenvolvimento dos genes de resistência (Trajano et al., 2023; Ubaneja; Urbaneja, 2024; Barua et al., 2025). Os Staphylococcus spp. são hospedeiros comensais das membranas mucosas e pele de mamíferos e aves, entretanto as espécies que apresentam coagulase positiva possuem carácter patogênico (Nascimento, 2023; Ubaneja; Urbaneja, 2024). O protagonismo destes microrganismos se deve a sua apresentação multidroga resistente (Trajano et al., 2023), especialmente o Staphylococcus aureus, pela velocidade que desenvolve resistência aos antibióticos (Nascimento, 2023). Os mecanismos de resistência predominantes, demonstrados por Nepomuceno e Weber, (2022) em seu estudo, incluem: inativação ou bloqueio enzimático, diminuição da afinidade ao antibiótico, alteração do sítio alvo, efluxo rápido e formação de biofilmes. Objetivo: Esta pesquisa objetivou identificar a presença de resistência bacteriana a diferentes antibióticos e a presença do gene de resistência mecA em isolados de Staphylococcus spp. provenientes de bovinos, suínos, equino e aves de um Colégio Estadual Agrícola do estado do Paraná. Material e Métodos: Foram colhidas 74 amostras de swab nasal de bovinos, suínos, equino e aves, os isolados foram submetidos ao teste de suscetibilidade aos antimicrobianos por difusão em disco de ágar, identificação molecular de Staphylococcus aureus e análise de gene mecA por reação em cadeia pela polimerase. Resultados: Das 74 amostras, 78,4% foram isoladas para Staphylococcus spp., sendo 66,67% das amostras de bovinos, 57,89% dos suínos e a fêmea equina como Staphylococcus spp. coagulase negativa, em todas as aves foram isolados Staphylococcus spp., porém 90% foram identificadas como coagulase positiva e 10% coagulase negativa, onde 98,27% dos isolados de bovinos, suínos, equino e aves apresentaram-se como multidroga resistente, com 100% de resistência a Oxacilina, entretanto, não sendo observado a presença de gene mecA. Discussão: A identificação de isolados de Staphylococcus spp. em diferentes espécies animais, como exposto nos resultados, reforça a capacidade de algumas cepas de não possuírem hospedeiros específicos (Barua et al., 2025). Embora os isolados com exceção das aves, terem sido identificados como Staphylococcus spp. coagulase-negativa, espécies com menor virulência e comensais da pele e superfícies epiteliais, estão constantemente associados a infecções oportunistas (Nepomuceno; Weber, 2022; Ubaneja; Urbaneja, 2024). O resultado de multidroga resistente obtido em 98,27% das amostras reforça a preocupação relacionada a resistência aos antibióticos, em especial a resistência em 100% dos isolados a oxacilina sem a presença do gene mecA, o que sugere que outros mecanismos de resistência podem estar envolvidos (Nascimento, 2023; Ubaneja; Urbaneja, 2024). A identificação destes isolados são importantes não somente para a medicina veterinária, mas para a humana também, pois os animais podem atuar como reservatórios de transmissão (Urban-chmiel, 2022; Barua et al., 2025). Além disso, a cultura bacteriana e antibiograma reduz o uso inadequado e exposição aos antibióticos, diminuindo consequentemente a velocidade na qual esses microorganismos desenvolvem resistência facilitando a terapia das infecções associadas aos Staphylococcus spp (Nepomuceno; Weber, 2022; Ubaneja; Urbaneja, 2024). A alta taxa de resistência a múltiplos antibióticos observada em isolados de Staphylococcus spp podem ser observadas em estudos internacionais como o de Barua et al. (2025) que realizaram uma meta-análise onde foi avaliado a prevalência de Staphylococcus aureus resistentes nos animais de produção em países do oriente médio. Dos 69 estudos analisados, 37 foram observadas taxas de resistência superiores a 60%, sendo a oxacilina um dos destaques apresentando 98,8% de resistência ao antibiótico e regionais como o de Fazoli et al. (2023) que analisaram 199 amostras isoladas do leite, das máquinas e dos trabalhadores em pequenas propriedades rurais leiteiras em três municípios localizados na região noroeste do Paraná, 36,20% dos isolados se apresentaram multirresistentes, em especial à oxacilina com taxas de resistência acima de 78%. Conclusão: Os resultados obtidos justificam a preocupação perante a resistência antimicrobiana e indicam a necessidade de vigilância quanto a utilização dos antibióticos em diferentes espécies animais, sendo a realização de diagnóstico como a cultura bacteriana e antibiograma essenciais, visto que o tratamento empírico corrobora para o desenvolvimento da resistência bacteriana (Nepomuceno; Weber, 2022). A conscientização dos funcionários e estudantes frente a necessidade da adoção de boas práticas durante o manejo dos animais é outro ponto importante, capaz de auxiliar na prevenção deste patógeno. |
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| Referências: BARUA, N. et al. Prevalence of MRSA in Livestock, Including Cattle, Farm Animals, and Poultry, in Mainland China, Hong Kong Special Administrative Region, Sri Lanka, and Bangladesh: A Systematic Review and Meta-Analysis. Microorganisms, v. 13, n. 4, p. 704, 2025. FAZOLI, K. G. Z. et al. Resistance Profile of Bovine Mastitis Isolates, Presence of the mecA Gene and Identification of ESBL Producing Strains from Small Rural Dairy Properties. Animals, v. 13, n. 7, p. e1147, 2023. NASCIMENTO, G. R. S. et al. Resistência antimicrobiana em Staphylococcus sp. causadores de Mastite Bovina – revisão de literatura. Brazilian Journal of Health Review, v. 6, n. 1, p. 4375–4391, 2023. NEPOMUCENO, Thaís Franco; WEBER, Laís Dayane. Resistência bacteriana na clínica médica de pequenos animais: revisão bibliográfica. Arquivos Brasileiros de Medicina Veterinária FAG, v. 5, n. 1, p. 146-159, 2022. TRAJANO, S. C. et al. Infecção do sítio cirúrgico por microrganismos patogênicos na clínica cirúrgica de pequenos animais. Ciência Animal e Veterinária: tópicos atuais em pesquisa. v. 1, n. 4, p. 56-67, 2023. URBANEJA, M. E.; URBANEJA, M. E. Implicações da resistência bacteriana por Staphylococcus spp. na medicina veterinária: revisão. Pubvet, v. 18, n. 05, e1586, 2024. URBAN-CHMIEL, R. et al. Antibiotic Resistance in Bacteria-A Review. Antibiotics, v. 11, n. 8, p. 1079, 2022. |
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