AVALIAÇÃO DO RENDIMENTO DE EXTRATOS DE Mangifera indica L. (cv. Coquinho) FRENTE A DIFERENTES VARIÁVEIS  
1TALITA ANIELLE DE ASSUNÇÃO, 2LARISSA APARECIDA ENGEL, 3MAISA STEFFANI ADAMCZUK, 4MARIANA DALMAGRO, 5GETULIO CAPELLO TOMINC, 6JAQUELINE HOSCHEID
1Acadêmica de Farmácia, PIC/UNIPAR, Universidade Paranaense, Campus Toledo
2Acadêmica de Farmácia, Bolsista PIBIC/UNIPAR, Universidade Paranaense, Campus Toledo
3Acadêmica de Farmácia, Bolsista PIBIC/UNIPAR, Universidade Paranaense, Campus Toledo
4Programa de Doutorado em Biotecnologia aplicada à Agricultura, Bolsista PDPG/CAPES, Universidade Paranaense
5Programa de Doutorado em Biotecnologia aplicada à Agricultura, Bolsista PDPG/CAPES, Universidade Paranaense
6Docente, Universidade Paranaense, UNIPAR
Introdução: O crescimento da fruticultura e a diversidade de frutas cultivadas no Brasil possibilitam a utilização de diversas espécies pela indústria alimentícia (De Souza et al., 2021). A manga (Mangifera indica L.), pertencente à família Anacardiaceae, é frequentemente encontrada em regiões tropicais e subtropicais (Salomon et al., 2014) e se destaca por sua contribuição para as exportações de frutas frescas (De Souza et al., 2021). Segundo Che Sulaiman et al. (2017), fatores como temperatura e razão soluto/solvente devem ser considerados na extração, pois exercem efeitos significativos sobre o rendimento.
Objetivo: Avaliar o rendimento de extratos obtidos de M. indica L. (cv. Coquinho) frente a diferentes variáveis.
Material e Métodos: O processo de extração de Mangifera indica L. cv. Coquinho foi realizado por vortex, utilizando um delineamento experimental Box-Behnken de três níveis, com amostras em triplicata no ponto central. Essa abordagem resultou em 13 combinações distintas e 15 amostras de extração. As variáveis avaliadas foram temperatura de extração (20, 50 e 80 ºC), velocidade de agitação (3000, 9000 e 15000 rpm) e razão amostra/solvente (10, 30 e 50 g/mL). As extrações foram realizadas por 20 min utilizando etanol 70%. Imediatamente após a extração, realizou-se a filtração, rotaevaporação e liofilização dos extratos. Os extratos foram avaliados quanto ao rendimento por método gravimétrico.
Resultados: O rendimento dos extratos de M. indica variou de 31,22% a 47,49%, com influência significativa das variáveis analisadas. O menor rendimento (31,22%) foi obtido a 15000 rpm, razão soluto/solvente de 10 g/mL e 50 ºC, enquanto o maior rendimento (47,49%) ocorreu a 15000 rpm, razão de 30 g/mL e 80 ºC. De modo geral, a velocidade de 15000 rpm apresentou melhor desempenho quando combinada com condições favoráveis de razão e temperatura. A razão soluto/solvente de 30 g/mL destacou-se mais eficiente em relação às demais.
Discussão: A crescente demanda pela extração de compostos bioativos tem impulsionado estudos sobre a otimização de técnicas extrativas, uma vez que parâmetros como temperatura, tempo, potência, frequência e tipo de solvente, desempenham um papel crucial no desempenho do método. De acordo com Zou et al., (2014), o aumento do rendimento de extração está relacionado à maior disponibilidade de solvente, que facilita a dissolução dos constituintes de forma mais eficaz. Quanto à temperatura, Riaz et al., (2024) destacam que valores mais elevados podem potencializar o rendimento dos extratos vegetais ao aumentar a permeabilidade das paredes celulares e reduzir a viscosidade do solvente. Assim, a combinação de uma razão otimizada e uma temperatura controlada possibilita maximizar o rendimento, sem comprometer a integridade dos compostos extraídos.
Conclusão: A extração de Mangifera indica L. cv. Coquinho por vortex demonstrou que a razão soluto/solvente de 30 g/mL, combinada com a temperatura de 80 °C e a velocidade de 15000 rpm, proporcionou o maior rendimento (47,49%). Os resultados confirmam que a interação entre temperatura, velocidade de agitação e razão influencia significativamente a eficiência do processo, evidenciando a importância da otimização dessas variáveis para maximizar o rendimento na extração de compostos bioativos.
Referências:
CHE SULAIMAN, I. S. et al. Effects of temperature, time, and solvent ratio on the extraction of phenolic compounds and the anti-radical activity of Clinacanthus nutans Lindau leaves by response surface methodology. Chemistry Central Journal, v. 11, n. 1, p. 54, June, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s13065-017-0285-1. Acesso em: 14 ago. 2025.
DE SOUZA, M. E. A. O. et al. Capacidade Antioxidante do Extrato do pó da amêndoa do caroço da manga por diferentes técnicas de extração. Research, Society and Development, v. 10, n. 9, p. e12010917760-e12010917760, Jul., 2021. Disponível em: https://doi.org/10.33448/rsd-v10i9.17760. Acesso em: 13 ago. 2025.
RIAZ, T. et al. Optimization of an ultrasound-assisted extraction method to obtain gallic acid-rich extracts from mango seed kernels. Food Science & Nutrition, v. 12, n. 6, p. 4038-4048, Oct., 2024. Disponível em: https://doi.org/10.1002/fsn3.4060. Acesso em: 14 ago. 2025.
SALOMON, S. et al. Extraction of mangiferin from Mangifera indica L. leaves using microwave-assisted technique. Emirates Journal of Food and Agriculture, v. 26, n. 7, p. 616, May, 2014. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/271213800_Extraction_of_mangiferin_from_Mangifera_indica_L_leaves_using_microwave-assisted_technique. Acesso em: 13 ago. 2025.
ZOU, T. B. et al. Ultrasound-Assisted Extraction of Mangiferin from Mango (Mangifera indica L.) Leaves Using Response Surface Methodology. Molecules, v. 19, n. 2, p. 1411-1421, Jan., 2014. Disponível em: https://doi.org/10.3390/molecules19021411. Acesso em: 14 ago. 2025.