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| A CRESCENTE INCIDÊNCIA DE SÍFILIS ENTRE JOVENS E OS EFEITOS DA DESINFORMAÇÃO SOBRE PREVENÇÃO E SAÚDE ÍNTIMA | |
| 1LORENZZA PERUSO LIRA SCHEIDT, 2ELOISA CRISTINA DOS SANTOS, 3HELOYSA CRISTINA TOMAZELI SILVA, 4MILLENA FRATUCI, 5GIULIANA ZARDETO | |
| 1Acadêmica do Curso de Biomedicina da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Biomedicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Biomedicina da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Biomedicina da UNIPAR 5Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que voltou a crescer entre os jovens, apesar de ser conhecida há séculos. Esse aumento está diretamente ligado à desinformação sobre prevenção, sintomas e cuidados com a saúde sexual. Em 2023, o Brasil registrou a maior taxa da doença desde 2010, com 113,8 casos por 100 mil habitantes (ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE MEDICINA, 2024). A sífilis evolui em quatro fases — primária, secundária, latente e terciária —, e muitas vezes é assintomática, dificultando o diagnóstico e favorecendo sua transmissão (BRASIL, 2024). Segundo a Universidade Federal Fluminense (UFF, 2024), mulheres infectadas costumam não apresentar sinais visíveis da doença, o que contribui para sua propagação silenciosa. Por isso, a testagem regular e a educação em saúde são medidas essenciais para conter a infecção (LAIS, 2024). Objetivo: Avaliar a forma como a desinformação sobre métodos preventivos e cuidados com a saúde íntima contribui para o aumento dos casos de sífilis entre jovens, destacando a relevância da educação sexual e do acesso à informação qualificada como estratégias de enfrentamento. Desenvolvimento: Nos últimos anos, o Brasil tem registrado um crescimento expressivo nos casos de sífilis entre adolescentes e jovens. Informações dadas pelo Ministério da Saúde (MS, 2023) apontam um crescimento expressivo nos casos de sífilis adquirida entre os anos de 2012 e 2022, com exceção do ano de 2020, quando a pandemia de COVID-19 impactou diretamente a procura por serviços em saúde, resultando em menor número de diagnósticos (AGÊNCIA BRASIL, 2023). O aumento significativo da sífilis ocorre principalmente entre grupos de jovens em situação de vulnerabilidade, com escassez de informações sobre a saúde básica, baixa escolaridade e múltiplos parceiros sexuais. Cabe destacar que o crescimento dessa infecção está associado a fatores sociais e econômicos nos âmbitos coletivo, individual e familiar (RIBEIRO, 2022). Essa elevação é ainda mais evidente entre os homens mais jovens, faixa etária que também apresenta altos índices de HIV/AIDS, o que evidencia falhas significativas nas estratégias de prevenção e educação sexual. Entre os principais fatores que contribuem para esse cenário, destaca-se o uso irregular ou inexistente de preservativos durante as relações sexuais, sejam elas oral, anal ou vaginal. Segundo Anzolch (2023), a exposição durante a prática de sexo desprotegido está entre os principais fatores para o aumento da sífilis, sobretudo entre jovens do sexo masculino. De acordo com uma pesquisa oficial do (MS, 2023), aproximadamente 60% dos brasileiros acima de 18 anos afirmam não utilizar preservativos, comportamento que agrava o risco de infecção por doenças sexualmente transmissíveis (BRASIL, 2023). Entre adolescentes e jovens adultos, esse descuido é potencializado pela falta de informação, pela sensação equivocada de invulnerabilidade e pela ausência de uma educação sexual estruturada nos espaços escolares e familiares. Adicionalmente, estima-se que cerca de 90% das mulheres e 74% dos homens infectados com sífilis não apresentem sintomas perceptíveis, o que dificulta o diagnóstico precoce e favorece a transmissão contínua da doença (UFF, 2024). A falta de conhecimento sobre os sinais da infecção é agravada pela carência de campanhas educativas eficazes sobre saúde íntima que dialoguem com a linguagem e os meios de comunicação acessíveis à população jovem. Frente a esse contexto, as políticas públicas têm buscado enfrentar o problema com iniciativas como a ampliação do acesso a testes rápidos e a distribuição gratuita de preservativos em unidades básicas de saúde (UBS). No entanto, persistem falhas na eficácia dessas medidas, sobretudo na forma como a comunicação é direcionada aos jovens, que muitas vezes não se reconhecem como parte do público-alvo das campanhas de prevenção (SECRETARIA DE SAÚDE DO DF, 2023). Diante do avanço da sífilis entre os jovens, torna-se essencial fortalecer ações educativas contínuas e acessíveis, que promovam o conhecimento sobre prevenção, incentivem o uso de preservativos e combatam a desinformação. O investimento em políticas públicas, tanto em âmbito estadual quanto nacional, voltadas à prevenção e ao cuidado em saúde, constitui uma estratégia essencial para a futura erradicação da sífilis entre jovens e populações vulneráveis. Conforme destaca o Ministério da Saúde (2023), “a ampliação do acesso à informação e aos serviços de saúde é fundamental para reduzir a incidência da sífilis e proteger as populações mais vulneráveis, especialmente jovens”. A ampliação da educação sexual nas escolas, associada à melhoria na comunicação das campanhas de saúde pública, é um passo fundamental para conter a propagação da doença e promover uma juventude mais consciente sobre sua saúde íntima e reprodutiva (BRASIL, 2022). Conclusão: Dados recentes do Ministério da Saúde, divulgados pela Agência Brasil, indicam que os casos de sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis, como o HIV, têm aumentado principalmente entre homens jovens, revelando falhas nas estratégias atuais de prevenção e comunicação com esse público. Diante desse cenário, é fundamental fortalecer políticas públicas que priorizem a educação em saúde, por meio de campanhas acessíveis, linguagem apropriada e ações educativas contínuas que incentivem o cuidado com a saúde íntima e a adoção de práticas sexuais seguras. |
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| Referências: AGÊNCIA BRASIL. Casos de sífilis e de HIV/Aids aumentam entre homens jovens. 2023. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2023-11/casos-de-sifilis-e-de-hivaids-aumentam-entre-homens-jovens. Acesso em: 24 set. 2025. ANZOLCH, Karin. Casos de sífilis e de HIV/Aids aumentam entre homens jovens. Agência Brasil, 28 nov. 2023. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2023-11/casos-de-sifilis-e-de-hivaids-aumentam-entre-homens-jovens. Acesso em: 24 set. 2025. ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE MEDICINA. Ministério da Saúde divulga situação epidemiológica da sífilis no Brasil. São Paulo, 2024. Disponível em: https://www.apm.org.br/ministerio-da-saude-divulga-situacao-epidemiologica-da-sifilis-no-brasil/. Acesso em: 24 set. 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Cerca de 60% dos brasileiros acima de 18 anos afirmam não usar preservativo nenhuma vez em relações sexuais. 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2023/fevereiro/cerca-de-60-dos-brasileiros-acima-de-18-anos-afirmam-nao-usar-preservativo-nenhuma-vez-em-relacoes-sexuais. Acesso em: 24 set. 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Estratégias para prevenção e controle da sífilis no Brasil. Brasília, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sifilis. Acesso em: 24 set. 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Guia prático para educação em saúde sexual e reprodutiva. Brasília, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/e/educacao-sexual. Acesso em: 24 set. 2025. LAIS – Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde. Saiba tudo sobre a prevenção da sífilis. UFRN, 2024. Disponível em: https://lais.huol.ufrn.br/saiba-tudo-sobre-a-prevencao-da-sifilis/. Acesso em: 24 set. 2025. |
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